Os Estados Unidos enfrentam uma das maiores crises políticas das últimas décadas. Com o impasse no orçamento federal ainda sem solução, o governo do presidente Donald Trump iniciou demissões em massa de funcionários públicos considerados “não essenciais”, em uma medida que especialistas classificam como sem precedentes.
Historicamente, em períodos de paralisação (“shutdown”), servidores são apenas suspensos temporariamente e readmitidos após a aprovação do orçamento. Desta vez, porém, a Casa Branca optou por demitir permanentemente milhares de trabalhadores, alegando necessidade de “enxugamento estrutural da máquina federal”.
A decisão provocou protestos de sindicatos e forte reação no Congresso, especialmente entre os democratas, que acusam Trump de usar o caos orçamentário como ferramenta política.
Paralelamente, o governo mobilizou a Guarda Nacional em várias cidades, justificando a medida como uma “ação preventiva contra distúrbios civis” — o que críticos veem como tentativa de militarizar a administração civil.
Governadores de estados democratas, como Califórnia e Nova York, ameaçam entrar com ações judiciais contra o governo federal, alegando abuso de poder.
Enquanto isso, o impasse político impacta diretamente a economia: bolsas caem, contratos federais são suspensos e programas sociais enfrentam cortes abruptos.
Analistas veem a crise atual como um teste extremo para as instituições americanas, que precisarão provar sua resiliência diante de uma presidência cada vez mais centralizadora e controversa.

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