Fico acordado, às vezes, ops, não, fico acordado quase sempre, tentando inutilmente, compreender a situação política, qual o Brasil "e o mundo" está mergulhado, para que alguém, com o balançar de uma varinha de condão, possa nos mostrar uma saída.
A insônia, avermelha meus olhos, e nada de eu descobrir num "meta-universo qualquer". A solução não será metafísica, só poderá ser encontrada no mundo real, já que o problema é real.
Se o abismo humanístico, qual nos encontramos, é real, logo?
Mergulho, "num piscar de olhos" por todas as literaturas que meus olhos já presenciaram, chego até a hipotetizar algumas ainda nem se quer imaginadas. A conclusão, então se torna óbvia. Melhor então, a me imaginar cantando a canção "TIGRESA" do Caetano.
Preciso de construir um mundo onde o mal seja bom e o mal cruel.
Assim neste hipotético mundo, onde, não o bem, mas, sim os bens, teria sua crueldade declarada, viveríamos como nas terras de Tupã, onde eu não precisaria poupar, para garantir uma aposentadoria, onde eu não precisaria agredir a Terra, para aumentar meus lucros, para engordar a bancária conta, para esbanjar riquezas, e a Terra, se ser por mim agredida, não se revelaria em desastres, até por que eu, na minha selvagem ignorância, saberia os caminhos das águas, e lá, não ficaria minha oca.
A questão depois de uma noite de insônia, chegaria, com uma notória descoberta, quando o branco aqui chegou, com sua cruz santa, com trovão nas não, não era um Tupã estranho, era a morte.
Então meu povo morreu, "quem não morreu de morte morrida, morreu de uma morte viva.
Quinhentos e tantos anos solares, deste que o trovão andante. Destruiu a paz. O nosso trabalho, já não era pelo peixe de hoje, precisávamos colher a madeira vermelha que ia de navio para longe.
A culpa, percebi então, é desta tal ganância.

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