a) há coisas, que nos são úteis, entre estas, certamente está o direito e o acesso às informações, mas quando, estas informações existem, para desinformar, ou, para criar uma concepção incorreta da realidade, nasce aí, a "desutilidade".
Comecemos, com uma "pré-história", ainda que minhas memórias sejam anterior, fixo, no entanto, minhas vivências a nossa vida na Vila Terezinha, alto da Brasilândia, região noroeste de Sampa. Chegamos aqui, final dos anos cinquenta, sem energia elétrica, saneamento, transportes, ou comércio básico, "tipo pão e leite". Não havia nenhum acesso à informação, mesmo que estas nunca façam parte do universo infantil. Aqui, começa a diferença do inútil, algo que uma criança não absorveria, mas, que cria inconscientemente, o hábito da informação, e a desutilidade da desinformação.
Ainda que no alto do morro, não houvesse energia, os jornais velhos embrulhavam "pão e carne", isto, criava, no início, matéria-prima básica para as "capuchetas", espécie de quadrado, sem varetas. Quando chegou a instalação de energia, o rádio-vitrola, hoje passaria facilmente por um racker. Mas, na verdade, eu vidrava mesmo é no "repórter-esso". Informação. Aliada à recém-adquirida capacidade de leitura. A efervescência dos sessenta.
Greves, passeatas e repressão. Minha família, sem ser "carolas", era radicalmente católica, o padre João, da paróquia Santo Antônio, rezava as missas em latim, ou seja, era conservador, muito provavelmente se estivesse vivo, seria um bolzominin.
Exatamente um ano e um mês, depois do golpe, a constituída a tal rede globo de TV. Aqui, o conceito de desutilidade começa a ganhar força.
Voltemos, a uma espécie intermediária entre a pré-história e a história. O jornalismo, só ganhou força televisiva, com a criação do "jornal nacional", o nacional, aqui, era muito mais pelo patrocinador, o banco de propriedade de um político apoiador da ditadura, que pelo alcance do jornal, antes da Embratel, mais uma empresa "privatizada", e sua rede de micro-ondas, nada haver com os aparelhos geradores de calor, que equipam as cozinhas, nos dias de hoje.
Nossa conversa é mesmo da desutilidade de algo que deveria ser útil, a informação.
A informação seria útil, se estivesse, desde o surgimento do tal "jornal nacional" existisse para criar um sentimento pátrio, que juntasse a este patriotismo, um "no mínimo um fio de humanismo, de vínculo com justiça, com respeito às minorias".
No entanto, algo muito longe de ser inútil, pois foi largamente utilizado, para que criasse, na "surdina", uma geração de apoiadores de regimes de excessão. Regimes excessão, tortura, mortes, exílios, violação de direitos. As defesas explícitas deste rol de atrocidades silenciosamente "implantada, ou plantada" nas mentes dos assíduos tele-expectadores, das novelas e dos enlatados.
A tal mérdia colaborativa e entreguista, plantou, com os ares de utilidade, algo, que nunca se limitou a ser inútil, ainda está por trás da eleição do pior congresso, "esperamos que não até aqui" congresso da história do Brasil.

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