A economia chinesa mostrou novos sinais de fraqueza nos últimos meses, levantando preocupações tanto dentro quanto fora do país. Dados oficiais apontam que o PIB cresceu abaixo do esperado no segundo trimestre de 2025, reflexo de uma desaceleração no setor industrial e de tensões persistentes com os Estados Unidos.
A guerra comercial sino-americana, intensificada com novas tarifas impostas por Washington, tem afetado diretamente as exportações chinesas. Em resposta, Pequim implementou cortes sucessivos nas taxas de juros e reduziu o compulsório bancário, injetando liquidez no sistema financeiro.
No entanto, especialistas alertam que essas medidas podem aumentar o risco de endividamento excessivo, especialmente em empresas estatais e no já combalido setor imobiliário, que ainda tenta se recuperar das falências de grandes incorporadoras como Evergrande e Country Garden.
Internamente, o governo de Xi Jinping enfrenta o desafio de restaurar a confiança do consumidor. O desemprego entre jovens urbanos continua alto, e o consumo doméstico segue abaixo dos níveis pré-pandemia.
Para tentar contornar o problema, o Partido Comunista tem enfatizado a necessidade de “autossuficiência tecnológica” e incentivo à indústria de semicondutores, energia limpa e veículos elétricos.
Analistas internacionais veem o cenário atual como um ponto de inflexão: se a China conseguir reequilibrar sua economia sem recorrer a estímulos excessivos, poderá consolidar um modelo de crescimento mais sustentável. Caso contrário, o país pode entrar em um ciclo de crescimento anêmico semelhante ao vivido pelo Japão nas décadas de 1990 e 2000.

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