Somos, infelizmente, registrar que no mesmo dia em que sanidade e serenidade do Pepe Mojica nos deixa, o Inelegível, teve um estranho surto de consciência e, bradou contra os abusivos juros do BC, justamente ele, que agradar o "mercado", nomeou o dono do posto, para construir a destruição desta sanidade.
Se pudéssemos definir o Pepe Mojica, com única palavra, muito provavelmente, esta palavra seria simplicidade. Alguém, que enquanto presidente, abriu mão de uma exposição espetaculosa, para muito além de uma convivência cordial e próxima de seus conterrâneos. Percebam, que neste parágrafo, não abordamos nada de política. Nada mais fácil que omitir a questão política, quando esta, e na verdade, é uma questão ideológica, que na real, seria definida no permitir ou não a vida.
Poderíamos mergulhar numa interminável questão filosófica, onde a direita e extrema direita, diriam, a vida é livre, para quem aceita pacificamente viver, sem se contrapor à ordem. Claro, "lembrando os 137 anos da lei áurea" os escravizados que aceitavam de bom grado o tronco, saiam de lá felizes pelas chibatadas recebidas.
Se, na ONU, o Pepe Mojica, criticou o comunismo, para o deleite dos direitistas, eu até perguntaria, onde, nas sociedades contemporâneas, houve alguma sociedade realmente comunista, a não ser em comunidades alternativas, ou em sociedades tribais, onde não há meios de produção. Concluiríamos, assim, que a humanidade, ainda aprendeu a viver uma vida comunitária.
Pepe Mojica, que veio a óbito, em virtude de um câncer, agravado por uma doença autoimune, que tornava impossível qualquer tratamento, mesmo assim, o Pepe Mojica, manteve a mesma simplicidade de quando foi presidente da República Oriental do Uruguai. Sairemos no protocolar "nossos sentimentos" à população Uruguaia, pelo passamento de seu conterrâneo, e registro este meu nossos sentimentos a toda humanidade, principalmente àquela parcela da humanidade que crê na paz, como produto da justiça social.

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