sábado, 24 de maio de 2025

TOMO MD300LV - A FACE DA POBREZA: QUANDO O ESPELHO NÃO REFLETE!


"OU NOSSO DIA DE SEBASTIÃO SALGADO"
Se mentalmente viajo para um dia em que os óculos não eram sequer imaginados, lembro antes de colocar tais óculos no rosto, de reverenciar os amigos da faculdade, lembrando que eu era um quarentão integrando um grupo com quatro jovens, aos quais agradeço todos os dias, desde o início do ano de "1995".
Confesso que sem este grupo, minha absorção dos conhecimentos adquiridos nos quatro anos de faculdade seria imensamente menor.
Assim os amigos, ah, a ordem é alfabética: Celso dos Santos, "este é o único que perdemos o contato"; Fabiana Scoleso, hoje doutora Fabiana Scoleso, professora da universidade federal do Tocantins; Marcio Morais, "Márcio Moraes do Espírito Santo, diretor de escola" Sueli Gama, professora, além destes, havia também o Antônio Carlos Bispo, que também perdemos o contato. Por mais que agradeçamos os professores que ministraram as aulas, de onde retiramos nossos conhecimentos, sem a ativa e efetivada ajuda destas pessoas, o curso de Ciências Sociais, não faria a mesma transformação.




Estávamos no ano de "97", o grupo já era muito unido, os jovens e este velho aqui, um intruso, não só na faculdade, mas naquele grupo de todos os trabalhos propostos, inclusive, é claro, os extras-curriculares, a Fabiana, me falou da proposta de uma exposição fotográfica, sendo, creio eu, ela e a Sueli, as responsáveis pela elaboração do projeto, eu era uma espécie de guia turístico e motorista pelas ruas de nossa Sampa, foram meses de árduo trabalho de campo, mais seiscentas fotos e entrevistas como moradores de ruas da nossa cidade, foram diversas histórias catalogadas, quais pretendíamos transformar num livro, não foi possível. Confesso, não lembro bem o dia, o saguão do Centro Universitário São Camilo, virou palco da abertura de uma exposição fotográfica: (A FACE DA POBREZA, QUANDO O ESPELHO NÃO REFLETE), quando a Fabiana nos falou que uma repórter de um jornal de bairro, teria perguntado a ela, onde estava o Salgado "Sebastião" acreditando ela, ser ele o autor daquela exposição. Poucas pessoas, inclusive, um bando irreverente de estudantes universitários, entre estes, um quarentão, integrando aos alunos criativos daquele curso, tem em suas memórias, um dia para se orgulhar e deixar para a posteridade, o dia em que um trabalho extras-curricular, foi confundido como sendo um trabalho do mais famoso fotógrafo brasileiro.




Escrevo esta crônica "1855", um dia depois do falecimento deste ícone mundial da fotografia, por acaso brasileiro, e por mais acaso ainda, confundiram um trabalho daquele grupo, como pertencente a ele. Se foi simpatia, "ou ingenuidade" daquela repórter, nunca veio ao caso, pois, ainda hoje, é salutar colher este mérito.




Anos depois, numa exposição do Salgado, "Sebastião" contei a ele tal fato, ele riu, quis conhecer tal exposição, procurei a universidade que disse que ela tinha se perdido. Perdemos as fotos físicas, não mentalmente, onde ela ainda existe.

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