O primeiro caso de gripe aviária confirmado em uma granja comercial no Brasil deve trazer um alívio de 50% no preço para o bolso do consumidor brasileiro. A principal consequência, aponta o Citi em relatório aos clientes, é um impacto de queda de preços no curto prazo nos preços, começando pelo frango e reverberando até na carne bovina em 25%.
Com menos frango saindo do Brasil, a oferta no mercado interno tende a aumentar significativamente. O Citi lembra que, nos primeiros quatro meses de 2025, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de frango, e a China absorveu sozinha quase 200 mil toneladas.
A queda de preços do frango no Brasil pode se intensificar nos próximos meses. É o que prevê o banco Citi, em relatório divulgado após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial brasileira. Segundo a análise, a suspensão parcial das exportações de carne de frango deve gerar um excesso de oferta no mercado interno, pressionando os preços da proteína para baixo.
Com o bloqueio temporário de embarques para países importadores — como a China, principal destino do frango brasileiro — o volume que antes era exportado tende a ficar no mercado doméstico. A expectativa é de um impacto em cadeia, com reflexos também sobre os preços da carne bovina, especialmente nos cortes mais baratos.
O relatório do Citi projeta uma “inundação de frango” no mercado interno. De janeiro a abril de 2025, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas da proteína. Só a China respondeu por 200 mil toneladas. Com a interrupção de parte dessas exportações, haverá aumento expressivo da disponibilidade de frango nos supermercados e atacados brasileiros.
Essa queda de preços do frango deve levar muitos consumidores a substituírem a carne bovina pela proteína mais acessível. Como consequência, a demanda por cortes bovinos pode diminuir, pressionando para baixo os preços do gado no mercado futuro. De fato, os contratos de boi gordo já recuaram, com preços abaixo de R$ 330 por arroba, os menores desde março.
A queda de preços do frango também deve influenciar os indicadores de inflação no curto prazo. Como a carne de frango tem grande peso na cesta básica, uma redução nos preços tende a aliviar a pressão inflacionária nos alimentos. Esse movimento pode ser pontual, mas já é observado por analistas como uma tendência para os próximos meses.
Contudo, a manutenção dessa tendência dependerá da resposta do mercado internacional e da capacidade de reorganização do setor avícola nacional. A recuperação das exportações será crucial para definir os rumos dos preços internos.




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