segunda-feira, 3 de março de 2025

PITACOS DE BENEZÃO DA MANOLÂNDIA SOBRE O ÓSCAR


ÓSCAR É AQUELE SUJEITO PEQUENO PELADO E VESTIDO DE OURO

Por: benedito Carlos dos Santos - Historiador
Certo, ninguém pediu minha opinião, mas vamos lá: Afinal, como diz a música “Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão/ Mas não sorrimos à toa”.
Exceção do tal “O Brutalista” (cumprimento bruto demais para os meus pobres joelhos com artrose), e de “Nickel Boys”, lançado há pouco no streaming, assisti aos demais filmes oscariáveis e, juro, sem patriotismo bobo ou pachequismo tacanho, coisas que eu abomino, o filme de Salles, estrelado pela Fernanda Torres (que merecia cinco oscars!) era o melhor de todos.
OK, vocês vão dizer que o diretor é neto, filho e sobrinho de banqueiros. Verdade. Mas eu prefiro um Walter Salles, que é do tempo que a burguesia tinha ao menos bom gosto, do que centenas de sertanejos “universitários” (essa gente estudou aonde mesmo?), muitos de origem proletária, mas fabricados e vendidos pelo capital tosco, de mal gosto e reacionário. Alguém pensou em Trump e Bolsonaro?
Em anos passados, bombas tupiniquins como “Quatrilho” e “O que é isso, companheiro”, concorreram ao Oscar de filme internacional. Duas bagaças indefensáveis. É claro, Fernanda Montenegro em 1998, foi a injustiça dos séculos e no dia do juízo final os membros da Academia que votaram em Gwyneth Paltrow (alguém se lembra dela?) pelo trambolho “Shakespeare Apaixonado” (alguém sabe do que se trata?) terão que se explicar aos deuses da arte tamanha infâmia.
Gostei muito de “Conclave”. O clássico espetáculo britânico: bem dirigido, esplendidamente produzido, com uma grande atuação de Ralph Fiennes. Assisti-lo não vai mudar sua vida, mas você não sai insultado do cinema, ao contrário do que ocorre quando aguentamos “aquele” musical patético, causador de vergonha alheia. Zoe Saldaña só ganhou o Oscar de atriz coadjuvante como compensação pelo constrangimento a que foi submetida. “Emília Perez” nos seus “melhores” momentos me lembrou “Chaves”. Nos piores emulou as ponochanchadas brasileiras dos anos setenta, clássicos como “Bacalhau” ou “Ipanema toda nua”. A diferença é que nas pornochanchadas brasileiras as atuações eram melhores!
“Anora” é bonzinho no gênero. Nada mais do que isso. Sean S. Baker, seu diretor, virou queridinho da Academia por, supostamente, dar voz aos marginalizados da América. Eu acho conversa fiada. Seus marginalizados não passam de estereótipos que dizem “fuck” a cada cinco frases ou menos. Seus pobres lembram aqueles pobres de mentirinha das novelas da Globo de antanho. Seu melhor filme é “Projeto Filadélfia”, com menos estereótipos, menos “fucks” e personagens menos caricatos. Mas o cara é novo, vamos ver. E, é claro, Mikey Madison (Oscar de melhor atriz), é fofa, mas compará-la com Fernanda Torres é brincadeira. Só o gado bozoafetivo, que acha que “Rambo II” e “Rock 4” são uma obra prima, poderia tecer uma comparação entre as atrizes.
No mais, não serve de consolo, mas o povo que atribui o Oscar, ja deixou passar em priscas eras o lisérgico e fabuloso “Apocalipse Now” em favor da xaropada “Kramer Versus Kramer” ou “Touro Indomável” de Martin Scorsese” em favor de “Gente como a Gente. Ou seja, em matéria de injustiça, a Academia não tem nada pessoal contra o Brasil. Eles são uns cretinos mesmo. Sim, às vezes acertam, como quando concederam ao filme de Salles o prêmio de melhor filme internacional, mas de modo geral, estão presos ao velho subjetivismo pequeno burguês pseudo romântico. 
E tenho dito!

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