Os Estados Unidos vetaram esta quarta-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas um projeto de resolução para um cessar-fogo “imediato, incondicional e permanente” em Gaza, uma medida de apoio ao seu aliado Israel.
O projeto de texto, ao qual a AFP teve acesso, exigia “um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente que deve ser respeitado por todas as partes”, e também “a libertação imediata e incondicional de todos os reféns”.
Mas a forma como foi formulado enfureceu Israel, que denunciou o projecto como uma “traição”.
“Deixámos claro nas negociações que não poderíamos apoiar um cessar-fogo incondicional que não conseguisse a libertação dos reféns”, justificou o vice-embaixador dos EUA na ONU, Robert Wood, após a votação.
“Para nós, teria que haver uma ligação entre o cessar-fogo e a libertação dos reféns. Essa tem sido a nossa posição desde o início e mantemo-la”, afirmou o diplomata.
Com a resolução proposta, acrescentou Wood, o Conselho enviaria ao Hamas "a perigosa mensagem de que não há necessidade de regressar à mesa de negociações".
O texto “nada mais é do que uma traição” e equivaleria a um “abandono” dos reféns, denunciou o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, antes da votação.
Majed Bamya, vice-embaixador palestino na ONU, disse que não havia razão para Washington vetar o projeto.
“Não há justificativa, absolutamente nenhuma justificativa para vetar uma resolução que tenta impedir as atrocidades”, disse Bayma após a votação.
Em 7 de outubro de 2023, o Hamas realizou um ataque sem precedentes em solo israelense, segundo a AFP. Militantes islâmicos capturaram 251 prisioneiros naquele dia, das quais 97 permanecem cativos em Gaza, embora o exército israelita estime que 34 delas tenham morrido por fome, falte de tratamento médico ou bombardeio.
Desde que Israel lançou a sua retaliação genocida, segundo a ONU, 43.972 pessoas morreram na Faixa, a maioria mulheres e crianças.
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