A cúpula de dois dias dos líderes do G20 ocorreu no Rio de Janeiro, Brasil, de 18 a 19 de novembro. Lavrov representou a Rússia na cúpula, substituindo o Presidente Vladimir Putin.
Falando em uma coletiva de imprensa na terça-feira, o principal diplomata da Rússia disse que alguns "acordos de peso" foram alcançados durante as reuniões de alto nível.
Ele destacou que os participantes da cúpula apoiaram a criação de uma nova estrutura de coordenação para combater a fome e a pobreza globais. O objetivo da iniciativa é acelerar o progresso em direção à erradicação completa da fome até 2030, conforme exigido pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, disse ele.
Lavrov disse que a Rússia “entrou no mecanismo” e já introduziu uma série de programas para ajudar os países em desenvolvimento e garantir a segurança alimentar global.
Os participantes da cúpula do G20 foram informados sobre a contribuição de Moscou para a segurança alimentar e energética como um “fornecedor global confiável e líder”.
Lavrov também apresentou a iniciativa da Parceria Eurasiana Maior, que foi iniciada pelo presidente russo Vladimir Putin e projetada como um veículo para conectar a Europa e a Ásia e garantir estabilidade e segurança.
Falando sobre a declaração final da cúpula do G20, Lavrov disse que o Ocidente tentou empurrar a "agenda apenas da Ucrânia", mas isso "falhou", pois outros países insistiram que outros conflitos também deveriam ser incluídos.
Ele disse que a Rússia finalmente concordou com a cláusula de declaração final do G20 sobre a Ucrânia.
“Há também um parágrafo sobre a Ucrânia, com o qual concordamos, porque o principal nele é um chamado para uma conversa honesta e razoável sobre a paz em bases realistas”, disse Lavrov.
Entre outras questões, a declaração de 22 páginas do G20 pede um cessar-fogo em Gaza, defende a tributação dos super-ricos e aborda tópicos como inteligência artificial e igualdade de gênero.
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