(HOJE NÃO)!
Salve meu São Xandão,
Senhor das punições aos golpistas,
O Santo, que tornou possível,
O até então impossível,
Mostrou e está mostrando,
Que rico engravatado,
Pode ver o Sol nascer quadrado,
Seja ele milico, capetão,
Seja ele milico, general,
Seja ele milico, coronel,
Caso seja um capetão,
Pode até ser capetão,
Da estrutura partidária,
"Só não só não chegou ainda,
No capetão da evangélica arrecadação.
Salve de São Xandão,
Prenda logo o tal capetão,
Só não faça isto neste fim de semana não,
É que meu champanhe está gelando,
E eu, não estou em casa não,
É meu São Xandão,
O champanhe é caro,
P'ra live da prisão.
Salve meu São Xandão.
Santo Semfé
O setor financeiro costuma ser envolto em narrativas que tentam suavizar sua lógica essencial: a busca incessante pelo lucro.
Quando surgem rumores sobre a quebra de um banco, como no caso do Master, não é raro que vozes se levantem para defender a tese de que se trata apenas de uma disputa entre grandes grupos, um jogo de hegemonias. Essa leitura pode soar simpática, pois sugere que haveria espaço para instituições menores “furarem a bolha”. Mas a verdade é que, no mundo do grande capital, não existem bolhas inocentes. O capital sempre tem lado, e esse lado é o da exploração.
Não há banqueiro que, por benevolência, abra mão de ganhos em favor de seus clientes. Quando uma instituição promete lucros muito acima da média do mercado, dificilmente está oferecendo uma oportunidade genuína de prosperidade coletiva. Trata-se quase sempre de uma operação calculada, que transfere riscos e concentra benefícios. A sede de lucros não é apenas econômica, mas também política. Foi nesse terreno que o chamado “bozo 03” abandonou seu mandato parlamentar para atuar em favor de um império que, em troca de apoio, comprasse a tese do “salva meu pai”. O resultado foi a imposição de taxas extras às importações vindas dos Estados Unidos, um movimento que trouxe dividendos políticos imediatos, mas prejuízos econômicos claros para o Brasil.
O desfecho dessa história é revelador. O personagem central foi condenado e está prestes a enfrentar a prisão. As tarifas que penalizavam o país estão sendo derrubadas. Os seguidores, que antes celebravam as perdas nacionais como se fossem vitórias pessoais, agora se encontram em silêncio. O contraste é gritante: enquanto eles se recolhem, há quem aguarde com champanhe o momento de explodir em alegria. Que essa explosão venha não apenas como celebração individual, mas como símbolo de que a lógica predatória do capital e da política oportunista pode, ao menos em alguns episódios, ser confrontada e derrotada.
P.S só peço a São Xandão, que espere a segunda feira chegar.

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