terça-feira, 11 de novembro de 2025

TOMO MMXXVII - LODAÇAL & TRISTEZINHAS DOS ARAUTOS DA MORAL


a) lembro de minha mãe, D. Maria Aurora, à luz de uma lamparina, repetia a pedidos dos filhos, inclusive, eu, cinco anos de idade, a ladainha católica: "salve rainha, mãe de misericórdia, esperança nossa, salve, salve rainha advogada nossa, salve, filhos de Eva, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas".

Realmente, não sei se minha mãe, em virtude da inexistência de leitura, ou se minha lembrança, ou se a criatividade dos meus cinco anos, mas, há algo bastante comum, entre.meus censo crítico de então, e dos adultos, que se encantam com as pregações de religiosos bolsonaristas, a nada velada admiração pelos judeus, já que aos cinco anos, "o lavar as mãos" de Pôncius Pilatos, era igual aos romanos terem executado o Cristo, herói e deus de minha mãe, e meu, por osmose.


Confesso, tal narrativa, perfurou em minha mente, por décadas, confesso, ainda, a maior parte destas, tão esquecida, que nem em "nos mais difíceis momentos, vinham à tona". Porém, ai porém, num dos trabalhos propostos pelo prof. Edmilson Felipe, "antropologia e valores cristãos" fomos levados a uma releitura atenciosa da bíblia e, por consequência, dos versos desta ladainha.

Aí, já não mais com cinco anos de idade, a tal paixão de Cristo, virou tortura a um prisioneiro e a crucificação, virou execução, mas, principalmente, o lavar as mãos, deixou de ser, vá lá, crucifique-o, para ser, vocês venceram, apesar dele não representar nenhuma ameaça ao império romano, lembremos, Carl Marx, só nasceu quase dois milênios depois, assim como os bolzominins, possuem capacidade cognitiva para compreender a necessidade da preservação do meio ambiente, os romanos, não consideravam Cristo uma ameaça, pela simples inexistente de capacidade de compreender de o tal Cristo pregava o até então inexistente socialismo. Os bolzominins, em virtude da mais completa incapacidade de abstração, ainda acreditam que sempre que abrir uma torneira, irá jorrar água, ou quando abrir a janela na manhã seguinte, o perfume de lavanda, juntamente com o cheiro de terra molhada, irá tomar as narinas.

Lamento por eles, muitas vezes, a primeira, também por qualquer pessoa, que já aprendeu, que preservar é mais que fundamental. Uma segunda, é que assim, na tal ladainha, eles estão imersos, num lave de lágrimas, a única diferença, é que segundo a fé, que atravessou dois milênios, aquele senhor crucificado, era o Messias, já Messias deles, irá viver, uns bons anos atrás das grades, já que muito diferente deles, o Estado de direito, deve ser e, é radicalmente contrário pena de morte.


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