Anos atrás, ainda no séc passado, deixei de ser empregado, para ser um colaborador, aparentemente, era só uma questão de termologia, e para eu, certamente foi, no entanto, aqueles colegas de trabalho, aqueles, que sempre vestiram a camisa do anti-sindicalismo, estes passaram a achar que os reajustes salariais, eram aumentos, mas, só, e especialmente, para cada um deles, pra estes inexistentes aumentos, não eram agrados, nem mesmo, para outros "puxa-sacos, iguais a eles, era uma inexistente conquista individual.
Claro, para os indiferentes, tudo é indiferente, o patronato, nunca existiu, sempre foi "um amigo" que lhes permitia pagar as contas diárias, ainda que os fizessem trabalhar o mês inteiro, ou seja, o trabalhador descapitalizado, é credor, por até trinta e cinco dias, "isto após a constituição cidadã", já que durante a ditadura, amada pelos amantes das regalias dos poucos mesmos de sempre.
A questão, infelizmente, não é pontual, nem no tempo, nem no espaço, nem mesmo aconteceu depois da mudança da termologia, a questão é que o trabalhador, "caiu no conto burguês" da igualdade de oportunidades, assim, caso ele se converta cegamente aos ditames da regra burguesa, ou seja, que todos e qualquer, caso trabalhe com afinco, pode dormir um explorado e acordar um explorador, o problema, é que ele nunca se viu um explorado, logo, caso pague para alguém que dificilmente ele terá sob seus caprichos, um salário mínimo, enquanto ele nada em cartas de vinho, com este custo à garrafa, tudo bem!
Há eterna e necessária necessidade de nós trabalhadores acordemos deste "boa noite cinderela" desferido no refluxo da revolução francesa, quando a sempre esperta burguesia, esperou ardilosamente que os trabalhadores destituissem as elites de seus tronos, para "herdar" a nova ordem mundial. Depois disto, houveram guerras, a tal esforçada burguesia, esforçada em fazer com que outros se degladiem para que ela colha os frutos, fez com que os trabalhadores matassem outros trabalhadores em guerras de interesse único de burguesias iguais as mesmas, que em nome de "bandeiras, hinos, territórios, populações e crenças" dos trabalhadores que de fato, são os únicos a perderem a vida.
A questão das bandeiras, nestas horas, nunca importam, o que importa mesmo, são os lucros e, estes só existem, por que os trabalhadores, aqueles que de fato geram as riquezas, aceitam "agrados" de seus exploradores.

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