domingo, 30 de novembro de 2025

TOMO MMXXV - HOMILIA: PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO


"ENTRE A ESPADA E O ARADO"


"Há uma nada, sútil diferença,

Em um molusco e o capetão,

O segundo, armamentista,

Expõe, até nos púlpitos das igrejas,

Armas, de fogo, sem artifício",

Enquanto o primeiro, questiona,

Os desumanos gastos bélicos.


Os gastos bélicos, dos amantes do segundo,

Matam.


Os sonhos do primeiro, ceifa,

Não a vida, mas a fome.


De controverso, o segundo, 

Exala em palavras, uma hipócrita religiosidade,

Levando uma multidão de "doutores da fé", 

A uma nada controversa, defesa,

Defesa de um Cristo bélico,

Que, por criminoso, contra as elites,

Fez jus, como Sócrates,

À pena capital.


Santo Semfé


Honestidade, ainda que lembre, da hipocrisia, da primeira missa que me lembre, não lembro, exatamente do dia, mas, me dói, a hipocrisia, dos "ditos" cristãos, isto em 1958, quando, as catingas, fomentavam a igualdade, as práticas, a desunião.


"Que toda as espadas,

Deixem, até a posição de repouso,

Lâminas para baixo,

Assumam o útil papel,

Do metal, em tempo de Paz,


Que, as lanças, igualmente,

Percam a beligência,

E para a Paz, ajude a alimentar,

Como ocinho, 

Foice, para o corte de capim,

Leve o pão a todos os lares.


Anesino Sandice 


O Messias da Fome e o Farisanato da Bala

Viajo, instantaneamente, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. As múltiplas igrejas evangélicas transformaram-se em um mar de camisetas amarelas, num coro uníssono para eleger o “capetão” dos apelos bélicos, em pleno altar. O voto desses supostos cristãos era, nada veladamente, panfletado por fariseus dos tempos modernos. Preferiam eles o ladrão: um ladrão de vidas em plena pandemia, um ladrão das joias do erário, um ladrão privatista dos bens públicos — sempre contra as falas de paz.

Não há como a paz conviver com a fome. O adversário desse insalubre Messias falava de combate à fome, enquanto o Messias, rotulado de mito e capetão, conclamava a liberdade do tiro. O adversário já havia governado antes, sem fechar nenhuma igreja. Ainda assim, a acusação de fechamento de templos ecoava nas igrejas que nunca haviam sido fechadas.

O “farisanato” replicava pregações inexistentes. Felizmente, no segundo turno, não lograram conduzir o futuro do país pelos descaminhos desse Messias. Mas, infelizmente, quatro anos antes, a desgraça já havia sido feita. No primeiro turno, consolidou-se a tragédia: milionários não foram taxados, e quando eles não pagam impostos, sobra para quem? Para o povo.

Há uma cumplicidade ativa e efetiva das lideranças religiosas. Tudo passa pelo não ler das escrituras, pelo não compreender que os profetas anunciavam a vinda de um Messias da reconstrução, não de um bélico capetão. O farisanato conclamou o povo a preferir um ladrão — um ladrão armamentista — em vez de um Messias que pregasse o combate à fome.

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