Cada mês uma cor, uma louvável atitude, afinal, a sociedade precisa adquirir consciência quanto à preservação da saúde.
Há, no entanto, algo nebuloso no ar, primeiro, adoraríamos parecer o idiota que realmente somos e, dizer que estamos entre as dez maiores economias do mundo, logo, a orçamento público para bancar a estrutura necessária para tal. Apesar de sermos tão idiota quanto, já deixar transparecer, é querer demais.
Apesar da economia brasileira estar realmente entre as dez maiores do mundo, há um componente desta história, nunca contado, (um negócio chamado: "renda per capita"), aí simplesmente a glória de estarmos entre as maiores economias desaparece e, estaremos lá atrás. Grave, sim, mas, nem tanto.
Apesar desta história nunca contada, a tal "renda per capita" o Brasil oferece a seus cidadãos, algo inexistente na maior economia e também "renda per capita" o império do mal, ou "o reino do bozo estadunidense". Sim, lá apesar do tamanho da economia não tem SUS, e quem não tiver um bom emprego que garanta um plano de saúde, perde a casa, caso quebre um braço.
Nossa conversa não é sobre o Tio San, e sobre o nosso Brasil. Até porque, se estivéssemos falando de lá, falaríamos também do sistema da previdência, daquilo, assim como o nosso SUS, é melhor que o deles. Puts, lá também não há ensino público universal.
O nosso SUS é fantástico, no entanto, as tais "emendas parlamentares" via-de-regra, muitas vezes sem regra nenhuma, tomam de assalto, os recursos destinados justamente à educação e à saúde.
Mas, porque o povo aceita estes "assaltos" passivamente, primeiro, entra em ação a máquina publicitária da grande "mérdia" financiada pelos grandes conglomerados financeiros, que contaram e muito bem, os tais analistas do mercado, para vender o "risco Venezuela" caso os recursos não garantam a lucratividade dos investidores, não haverá "segurança jurídica" assim os donos dos "capetais", uma vez que o dinheiro é na verdade o único ser realmente globalizado, sairá das fronteiras brasileiras e irá "regar" fundos de investimentos em qualquer paraíso fiscal. A verdade, no entanto, é que mesmo com a taxação mínima de "10%" para quem tem renda superior a R$50.000,00 mensais, o Brasil ainda é um verdadeiro paraíso fiscal.
Assim, para que possamos realmente ser uma das maiores economias do mundo, precisaríamos multiplicar algumas vezes nosso PIB, para que possamos ter as mesmas rendas per capita das outras economias com tais volumes. Mas, começar a fechar feridas por onde jorram recursos, que entre outras coisas abastecem isenções para milionários, inclusive para aqueles artistas, radicalmente contrários à lei Rouanet, já que esta impõe um controle. Mas, quando tal contratação vem por emenda parlamentar, não há controle algum.
Só fechando tais sangrias, poderemos, mesmo sem as mesmas rendas per capita, começar a construir estruturas que vá além dos lacinhos nas cores dos chamados à consciência, em relação à saúde.

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