domingo, 16 de novembro de 2025

Poesia de domingo é poesia para todos os dias


SOLUÇOS, DEZ PARTES DE UM ZERO, DESPERTEMOS, DESPERTAI OS, ENTRE AS COISA QUE SINTO, FECHEI O QUEBRA-CABEÇAS, E POR FALAR EM RESISTÊNCIA, DEVE-SE, O MORRER DO MEU RESSUSCITAR 



 SOLUÇOS

Há, quem soluça, para golpear,

Quer, cada suposto soluço,

Minguar nossa soberania,

Levando junto, nossa, já inexistente democracia.


Mas, falando de soluços,

"Pausa" na respiração, ops,

Pausa forçada na respiração.


Precisamos mesmo, é fazer de nossa soberania,

Não alguns soluços,

Mas, uma prática plena de democracia.


Construir uma rede de soberania,

Vai para muito além de um grupo e uma sala.


A sala da soberania, é as fronteiras internas,

Desta pátria chamada Brasil.


Diferenciar, o patriotarismo de patriotismo.

Primeiro missão.


Não há nação sem bandeira.

Temos a nossa "verde e amarelo"

Não há nação sem hino,

Temos o nosso.


Não há nação sem território,

Temos nossa vasta nação,

Não há nação sem gente,

Nossa gente, nosso povo, nossa nação.


Soberania, também é autonomia de produção.


Se já foi nos roubado o Pré-Sal,

Precisamos defender as terras raras.


Anesino Sandice


DEZ PARTES DE UM ZERO


Amar a Deus sobre todas às coisas,

Mas, só se este Deus, "for a favor da exploração"?


Não usar seu santo nome e vão,

Desde quando o lucro da meia dúzia é vã,

Caso morra milhões, estas mesmas vidas, são vãs,

Não por ir, mas, por ante ao lucro,

A vida, é realmente vã!


Guardar domingos e festas,

O domingo é o dia do dono,

A este fazemos festas,

Nas festas, pode haver pão,

Depois, não sei não!


Honrar pai e mãe,

Mas, só se o pai não souber pensar,

Pois, se ele pensar,

Manipular, não dá não!


Não matarás,

Sem isto, não há direita,

Então, isto é prioridade zero.

Apaga, tira isto destes mandamentos!


Não pecar contra a castidade,

Isto só importa mesmo às inexistentes moralidade,

Sexo, que já foi apego de consciência,

Hoje, é de alienação.


Não furtarás,

Sem furtar, não há acúmulo de riquezas,

Então a gente criminaliza e mata,

Quando o ladrão for pobre,

Já, nós, somos nós,

Então, roubar, assim como matar,

É sempre muito bom.


Não levantar falso testemunho,

Como? Se falarmos a verdade,

Todo mundo descobre,

Que Deus único, faz de tudo mundo,

Um mundo de iguais,

Se o mundo for de iguais.


Não haverá elite não,

Sem elite, não haverá direção,


Se as elites, o povo vai perceber,

Que eles podem dirigir a conversão.

Convertidos, o dez, será, dez, e nós?


Santo Semfé



DESPERTEMOS, DESPERTAI OS


Da mais longínqua noite,

DESPERTEMOS,

Da mais longínqua das noites,

Despertaivos,

O Brasil tem pressa,

O meio ambiente,

Da mais longínqua das noites,

Despertemos,

Da mais longínqua das noites,

Despertaivos.

As sobras de humanidade que,

Deveria haver por aqui,

Pode simplesmente, não esperar.


Nos meus quase setenta anos,

Vivi o interminável pesadelo,

De vinte e um anos de noite,

Os vinte e um anos de noite da,

Sanguinária ditadura militar,

Que ceifou vidas.

A sanguinária ditadura militar,

Que exilou brasileiros na intransigente defesa,

Da entrega de nossa soberania,

Ao capital externo,

Os vinte e um anos da interminável noite,

Foi de massiço investimento estatal,

Na tentativa de fazer crescer um bolo,

Para nunca ser dividido.


O despertar deste pesadelo,

Não despertou,

Um colorrido, não acordar,

Ninado, aos globais acordios,

Globais acordios privatizantes,

Os globais acordios privatizantes,

Foram seguidos pelos tucanóides,

Tecnocratas, igualmente privatizantes.


Quando conseguimos acordar,

Não acordamos no entanto,

Da pressão do capital,

Nem da sede do entreguismo.


Outro golpe, outra noite.

Despertemos,

Outro golpe, outra noite,

Despertaivos.


Anesino Sandice


AS COISA QUE SINTO 


Entre as coisas que sinto 

Hoje a mais significativa é a saudade, 

Dói a saudade de um abraço,

Da conversa no bar, 

Da roda de conversa, 

Dos amigos, do sarau, 

Das crianças nas ruas, 

Do almoço em família. 

Entre todas as dores de tantas saudades,

Cito, o show do artista amigo,

É do parente distante,

Da caipirinha na praia. 


Porém, nada se compara a uma olhada no Facebook, 

Pessoas morreram por irresponsabilidade do presidente!


Dói então a saudade de não sentir saudade!


Tem algo que está de volta, 

E disto não tinha saudade e,

Não queria de volta,

O Brasil voltou a ser o país do futuro!


Isto estava esquecido desde 2003 

Poderia continuar distante.


Anesino Sandice


FECHEI O QUEBRA-CABEÇAS


Fechei o quebra-cabeças,

Claro só dentro da minha,

Mas o quadro está completo,

Acordei e deparei com o dia, 

As tempestades violentas, sonhos, 

Se esvairam ao acordar,

Ficará pois, o entulho,

Algo para mais de um caminhão, 

Ficará pois, o entulho,

Algo para mais de duas mãos ou dias,

Ficará pois, o entulho!


Para dar fim ao entulho sabemos,

Não basta caminhão, dias e mãos,

Projeto, projetamos pois, o fim,

O fim deste insano pesadelo.


Anesino Sandice


 E POR FALAR EM RESISTÊNCIA 


E por falar em resistêcia 

Não resisti a tentação, tentei,

Tentei me manter distante, 

"A distância do apenas tentar",

E a clara vontade de dar vazão,

Vazou por entre os dedos a razão,

Não a razão de dois por dois,

Vazou a razão de uma razão sem razão,

Vazou das mantes de milhões de cristão,

Vazou destes milhões, vazou a eleição,

Neste vazamento sem razão ou lógica,

Vazou todos os maus agouros,

Vazou do plano presente,

Vazou a esperança de futuro possível,

Vazou dos planos futuros a certeza  

Sem a certeza de dias melhores,

Ficou a certeza de dias sombrios,

Serão daqui até podermos de novo sonhar,

Mais de dois mil e seiscentos dias,

Lembro porém, se as noites não permitirem os sonhos,

Os estado de vigilância de minha mente, 

Empunhará meus braços à LUTA,

Uma luta que ultrapasse os limites de meus braços,

Para que sejamos ainda hoje,

Não só os meus braços à árrar o chão,

Depois de amanhã, além de vocês e eu,

Vazará os sonhos de outros mais.


Daqui até passarrem estes dois mil e seiscentos dias,

Terá vazado a tentação de sonhar,

De milhões de brasileiros e, o Sol aniquilará as trevas,

Que hoje entristece o meu Brasil. 


Anesino Sandice



DEVE-SE

Devemos amar ao pobre,

Não a pobreza,

Assim, como devemos amar o aprendizado,

Daí, se um dia formos sábios,

Será uma consequência, não obviedade.


Falando da bíblia,

Se o bom samaritano,

Amasse a enfermidade,

Ele pisaria, "abandonaria" o enfermo, 

Deixando-o ao léo.


Já, não basta pois, 

Amar ao pobre,

Não basta pois,

Dar-lhe o peixe,

Não basta pois,

Lhe ensinar a pescar,

É preciso falar da maré,

É preciso falar de ecologia,

É preciso falar de saneamento,

É preciso falar de resíduos sólidos,

É preciso falar de poluição,

É preciso, por fim, falar do meio ambiente.


Falando de meio ambiente,

O meio ambiente, incluí o homem.


Deve-se por fim,

Falar que falar de amor,

Precisa-se saber para ensinar,

Que Estado mínimo,

É sempre mínimo para quem precisa.


É preciso aprender para ensinar,

Que o Estado mínimo, 

É mínimo para o pobre e,

Máximo para quem não precisa.


Santo Semfé


O MORRER DO MEU RESSUSCITAR 


Contemplava, o suor da taça gelada,

Pensava, no pedaço do queijo,

Aquele mesmo que o saldo do cartão,

Me fez esquecer de comprar.


A vazia cachola, viajou, longe no tempo,

A vazia cachola, viajou, longe no espaço,

A vazia cachola, viajou, longe no tempo e no espaço.


Foi até o principado Sacro-Germânico,

Ali, debruçado sob a luz dos saberes de Kant,

Pensou na crítica da razão pura,

E sem nenhuma razão,

Se deparou com as tradições à pátria,

De "históricos" kkkkkk "patriotas".


Ah, falando em razão,

Ah, falando em Kant,

Nada mais sapio,

Que um cristão, defensor da tortura.


Minha vazia mente,

Vagava pelos tempos do principado,

"Sacro império germânico",

Terra que cento e poucos anos depois,

Viveu o bigodinho.


Enquanto minha vazia mente, "vagava".


O cristão, amante de torturador,

Fez-se claro,


Não para minha mente,

Afinal, lembrando o bom burguês,

Presidente do partido "aceito' pelos ditadores,

Temos ódio ditadura,

Isto após vinte anos de tolerância,

Por parte deles.


É dolorido, sentir a dor,

Não da minha vazia mente que vaga.


Mas, da falta de dinheiro, para o queijo,


Isto consequência, do achatamento do pecúlio.


Pior, é aguentar, alguém que se diz cristão,

Pior, é aguentar, alguém que se diz sábio.


Mas, se agarra, com medo do igualdade,

Sentado na crença desta mesma igualdade.


Santo Semfé


TRAQUEJOS "traquinagens como jeito"


Pare de traquinagens moleque,

Gritava minha mãe assinada,

Era a bola no pé,

Na cozinha, inventando um lanche,

Este, saído de coisas do quintal.


Um refogado se Cambuquira,

Brotos de chuchu ou abóbora,

Banana verde, recém tirada do pé,

A banana nanica, pequena no pé,

A banana nanica, grande a banana,

A banana prata ou maçã.

Doce de batata-doce,

Doce de chuchu,

Mingau de farinha de mandioca,

Da mandioca, cozida,

Batata-doce assada.


Nada disto parece a vila Terezinha de hoje.


Queria mesmo eu, que meus filhos,

A se as traquinagens dos meus filhos,

Tivéssemos as ruas para as bolas nos pés.


Queria mesmo eu, que no quintal dos filhos meus,

Houvessem as plantações.

Que destas plantações,

As traquinagens na cozinha.


Hoje, quando pouco se descasca,

Hoje, quando muito se desembrulha,

Hoje, quando os aprendizados se perdem,

O chão, o cheiro da terra como lição.


Dói uma saudades doida e doída,

A infância perdeu algo de bom.


Anesino Sandice 

Especialmente para meus amigos'as que optam por ser educadores'as. Sou fã de vocês


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