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| EM NOME DE DEUS |
Confesso, nasci no campo, numa já inexistente "VILA FORMOSA", uma hidroelétrica a engoliu. Quando nasci, minha família de migrantes nordestinos foi trabalhar a terra na condição de "arrendatários, meieiros". Pela imposição do armazém poderia até serem "decimeiros", já que corriam todos os riscos enquanto o dono da terra apenas teria mais, ou menos lucro. Ainda que já tivesse os lucros do armazém, garantidos. A região plantava arroz.
Antes mesmo de entrar na questão que nos leva à reflexão de hoje, paro para reforçar a importância das "talitas" estes pequenos animais, qual chamamos de insetos, que polinizam fazendo com que haja flores, frutos e novas plantas, que correm graves riscos de extinção, graças aos (defensivos agrícolas: "inseticidas e pesticidas"). Daí é justamente a razão da pergunta título, mas, não, ainda da reflexão. Um lado pode trabalhar até morrer, enquanto o outro também pode, "como o Tio Patinhas" mergulhar em sua caixa-forte, uma piscina de dinheiro.
Nossa reflexão esbarra nas idiotices, de uma leitura atravessada das escrituras tidas como "sagradas" que nestas, um deus único, teria, num passe de mágica, que durou sete dias, curiosamente, o período de uma fração observável do círculo lunar, mas, que deixou para as criaturas, criadas por este mesmo deus no sexto dia, "o sétimo, foi para descanso", para estas criaturas, o criador reservou "sortes diferentes", enquanto os donos de graciosas frações da terra criada por este deus mágico, a piscina de dinheiro, podendo estes, pelo uso indiscriminado de "defensivos agrícolas" ameaçar, inclusive, os insetos, heróis da polinização, que também fabricam o mel. Tudo em nome do sagrado lucro, garantido pela posse, como direito divino, à esta pequena parcela da humanidade, a terra criada pelo mesmo deus, que teria criado, também, todos os homens, com, ou sem, o direito a uma piscina de dinheiro.
Na extensão desta conversa, está mais uma guerra, "inventada" por uma alegação qualquer, pelo mesmo povo que inventou também, este caprichoso deus único, como eles inventaram este deus mágico, o deus que eles inventaram, inventou para eles, o direito de fazer todas e qualquer guerra, para exterminar inimigos que eles inventaram existir. "Na ficção, "ou facciosa" invenção deles, qualquer um que não tenha como herança, o sangue da tribo deles, não é digno de existir, a não ser que profecem a mesma sua fé, no seu Deus único.
Chegamos, infelizmente, às rotulações, às formas que enxergamos tal guerra de ocasião, "foram muitas", qualquer um que apoie as agressões israelitas, podem ser ladrões de jóias, podem ainda, interferir no judiciário, no processo eleitoral, pode utilizar as estruturas do Estado a seu bel-prazer, e tudo bem, pude ainda tentar, "ou dar" um golpe de Estado, aqui, ou na sede do império do mal, e tudo bem, mas, se você, discorda, um micronéssimo de milímetro, do sagrado direito dos herdeiros do sangue daquela tribo, mesmo que você, apenas bata palmas, a este excludente processo de viver, que garante a uns, a piscina de dinheiro, aos demais, uma piscina, mas de suor, já que são os "suores" de todos os demais seres humanos, inclusive, dos que cegamente aplaudem, ainda que integrem apenas o exército dos que transpiram, que garantem as piscinas de dinheiro, garantindo por extensão, um mundo sem as "talitas", ou seja, um mundo sem mel, e também sem polinização.

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