domingo, 1 de junho de 2025

POESIA QUE REFLETE PARA REFLETIR


OS DIAS DOS DIAS, PLUGAÇÃO (PLUGAR EM AÇÃO), DEUSES, EPIFANIA, DESDENHAÇÃO

DESDENHAÇÃO



Ganho por desdenhar,

Ganho likes, nas redes sociais,

Se tiver canal monetizado,

Além dos likes,

Ganho grana de montão.




Já sou um setentão,

No meu tempo,

Internet,

Não tinha não,

O que hoje chama trolar,

Que foi e ainda é bullying,

No meu tempo,

Era zoação.




Zoação, do zuar,

Que vira, ação.




Zoa-se, bulinando,

O diferente,

"Isto foi, só politicamente incorreto",

Hoje a extrema direita,

"Corretou" o incorreto.




Hoje, não só hoje,

A extrema direita,

Faz da zoação,

Militância política,

Não pela conscientização.




Para a extrema direita,

Consciência é igual a idiotização.



Anesino Sandice




EPIFANIA


Sóstenes, era amigo de Saulo,
Que era um capetão do exército romano,
Que por imposição dos rabinos,
Perseguia os cristãos.


Mas, Saulo, por uma epifania,
Percebeu as injustiças,
Sóstenes, por ser amigo de Saulo,
Sofreu perseguição dos centuriões romanos.


Sóstenes, sem a epifania,
Não se converteu.


Paulo, nasceu pela epifania,
Largou a espada e o escudo,
Fez das palavras de Cristo, sua arma.


Mas, Sóstenes, mesmo amigo de Paulo,
Era na verdade amigo do Saulo.


Assim como Sóstenes,
Mesmo conhecendo Paulo,
Optou pelo império.


Paulo, vive em quem luta por justiça,
Saulo vive, sem epifania,
Em quem se diz cristão,
Que se esquece que Cristo,
"Torturado e executado" defende a tortura.
Saulo sem epifania, vive,
Em quem diz ser cristão,
Que se esquece que Cristo,
"Torturado executado",
Defende a execução.


O Paulo que luta por justiça, vive,
Vive nos Glaubers, que luta,
Luta por uma justa justiça.


Santo Semfé




DEUSES


Lembro, ainda, incrédulo,
De um negacionista histórico,
Não que este fosse um histórico,
Por ser na negacionista,
Ele só negava a existência da história.
Para este negacionista, a bíblia era a única verdade.


Ele faleceu, por negacionismo,
Não diretamente da história,
Mas, negou, que úlcera estomacal
Pudesse matar.


Ah, talvez nem precisasse informar,
Ele era um fervoroso defensor do Cristo,
Mas, não do Cristo do novo testamento,
Mas, sim de um inexistente Cristo "pentecostal".


Conclusão, um bozomerdista.


Este veio a óbito por negacionismo,
Antes da derrota eleitoral do bozo.


Caso estivesse vivo,
Teria ido dormir na porta de um quartel qualquer.


Se estivesse vivo, teria ido orar,
Para algo tão inexistente,
Quanto o Cristo pentecostal,
Aquele Cristo sado-masoquista,
Ou aquele Cristo que "gozou", ao ser torturado.


Caso estivesse vivo, teria ido orar,
Para algo tão inexistente quanto o Cristo pentecostal,
Aquele Cristo sado-masoquista,
Ou aquele Cristo que "gozou" a ser executado.


Já que muito antes de morrer,
Este personagem real,
Teve uns quinhentos orgasmos por segundo,
Ao ouvir o voto de seu capetão,
No golpe contra a Dilma.


Como este personagem veio a óbito antes,


Ele não teve a chance de orar para um pneu.


Santo Semfé


PLUGAÇÃO (PLUGAR EM AÇÃO)

a) uma prévia para a crônica para organizar tomo 1459


Sou naturalmente freireano,
Com o mestre aprendi que:
A leitura do mundo,
Precede a leitura da palavra.


Como freireano que sou,
Leio constantemente no mundo,
Uma diversidade de aparências,
Se fossemos originários do mesmo DNA,
Seríamos exatamente iguais,
Só que não, nem de perto.


Pensa-se que as fakes são invenções da direita,
E são, mas, não de hoje.


As fakes, são quase eternas na humanidade.


Mas, as fakes, lá de trás,
Que respingam no hoje,
É uma questão de direita.


Se Cristo está à direita do pai,
E o Cristo da bíblia,
É visivelmente de esquerda,
Já imaginaram, quão de esquerda é o pai?


Santo SemFé


P.S Se há religioso de direita,
Não é da bíblia que vem sua verdade




QUE DIA PARA ESTAR ABSTÊMIO?


Uma nutricionista, me proibiu,
Preciso passar dois meses sem álcool,
Aí, uns amigos disseram:
Deixe passar a páscoa,
Não terá bacalhau na sexta feira santa?
Não terá churrasco na páscoa?
Adia!


Respondi: de que adianta adiar,
Depois da páscoa,
Tem o dia das mães, ah, está previsto,
Hum,
Previsto uma feijoada,
Feijoada, que pede uma boa caipirinha,
Olha, isto eu faço bem,
Ah, a feijoada, também pede um suquinho de cevada,
Esta loira, que transpira o copo,
Putz, aquela caneca especial,
Com um verso do Sandice,
Depois do dia das mães,
Aniversário do Yuri,
Na noite anterior, dia dos namorados,
(Pediria, um bom vinho),
Os quarenta anos do filhote,
Dia dos pais.


Menos de dois nesses,
Ops, só então, eu teria dois meses,
Pois, pouco mais de dois meses depois,
Eu chego aos setenta e três.


Ande fica minha disciplina?


Iniciei os sessenta dias de absenteísmo,
Justamente antes do bacalhau da sexta.


Iniciei os sessenta dias de absenteísmo,
Antes do churrasco da páscoa,
Até aqui tudo bem!


Mas, a noite deste 24/04/25,
Véspera do aniversário "uma boa ideia",
Da revolução dos cravos,
Aí, um péssimo momento para um absenteísmo,
Xandão autoriza a prisão Collor,
Mais um desafio para meu absenteísmo.


Anesino Sandice




OS DIAS DOS DIAS

Teve o dia do abraço,
Se dou meus braços,
Para fraternos abraços,
Não só ao amado corpo.


Não só no dia do abraço,
Abraço a liberdade,
Ainda que esta, seja apenas sonhada,
Ao sonhar com a liberdade,
Preciso construir saberes.


Estranho, não, não há liberdade,
Sem a consciência do que liberdade,


Imagine só, estou com vontade de comer algo,
Antes de perguntar se é doce ou salgado!
Perguntaria se é vontade, ou capricho?


É exatamente igual a liberdade,
Não se é livre sem saber o que e liberdade.


O dia da liberdade é só um dia,
Já a liberdade é muito mais que filosofia.


Minha liberdade de abraçar,
(Os sinda não libertos),
Não só o Trindade,
Pois, este, igual a mim,
Sabe que a liberdade se constrói.


Abraço em versos os negros,
Abraço em versos os indígenas,
Abraço em versos os pobres,
Abraço em versos "todas as minorias".


No dia do abraço, abraço
No fia do amigo, abraço,
No dia da água, abraço,
No dia das mães, abraço,
No dia dia namorados,
Não só neste dia,
Mas em todos os dias,
Abraço o corpo amado,
De minha eterna namorada.


Otavinho da Propriedade


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