MAS, ONDE MESMO FICA O SER HUMANO?
Confesso, foi para eu, um choque, descobrir que o ser humano faz parte do meio ambiente. Isto aconteceu no séc passado, minhas preocupações, nos levou a um artigo num jornal, nem me lembro qual, estávamos dias antes de um '05/06", as discussões, era a preparação para o dia mundial do meio ambiente.
Minha preocupação, no momento, era o contínuo transbordar de um córrego, na periferia da zona norte paulistana, na minha ingênua cabeça de então, o córrego, simplesmente transbordava, como o córrego, só transbordava, jamais imaginávamos, que o tal córrego, pudesse transbordar antes de ter suas margens tomadas por paupérrimas habitações, muito menos que estas paupérrimas habitações, impactaram, e em muito, na quantidade de água que estravasava do "estremido" leito do Rio.
A presença humana, tinha, para eu, a partir daquele dia, um peso enorme, não só, como vítimas, mas, também, como algoz do mesmo Rio.
Pulando de séc, chegando, não necessariamente, a este "05/06/25", mas, num dia de chuva qualquer, quando em virtude de lixo entulho jogado irregularmente, na esquina das ruas Alfredo Lúcio e Muniz Barreto, que impede que as águas das chuvas, cheguem ao boeiro, alí existente, fazendo com que estas águas escorram até o portão da "EMEF ALCKMIN" localizada logo abaixo. Grave, esperem, piora. Muitas das casas, "pobres e antigas", não possuem a separação do que é água pluvial, das águas do esgoto, indo todas estas para o esgoto, que não suporta tamanha quantidade de água, conclusão, com isto, não é apenas a água, mas também o esgoto, que invade o portão da escola. Greve, ainda piora. Estas mistura, e quantidade de água e esgoto, estoura, as tubulações do esgoto que correm pela estrada Lazzaro Amâncio de Barros, com isto, precisa haver constante manutenção, que leva inclusive, parte do asfalto desta referida via. Seria esta uma questão específica desta via. Certamente não.
Se, quando estas habilitações, foram construídas, muito antes da hipótese de haver saneamento básico na região, que quanto isto aconteceu, os proprietários destas casas, não tinham, nem consciência, muito menos os recursos, para tal separação. Logo, caberia ao poder público, realizar tal separação, que certamente seria muito mais econômico que os custos de manutenção da via, e ainda, os gastos com saúde, pela contaminação, qual os estudantes da referida escola, são constantes expostos.
O ser humano, não só faz parte do meio ambiente, que é ele que degrada o meio, que sem a presença deste ser humano, o transbordar daquele referido córrego na periferia da zona norte paulistana, ou em qualquer outro lugar do mundo, seria só o transbordar de um córrego, sem mesmo emissoras de TV, para noticiar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário