sábado, 28 de junho de 2025

TOMO MCXM - É PREMENTE, EMENDAR AS EMENDAS

Sou um setentão convicto, apesar de minha convicção, sou igualmente obrigado a informar que nos primeiros anos de minha vida vivi sob ditaduras. A primeira: a inexistência de energia elétrica, logo, sem acesso a informações. A segunda; quando estas informações, vinham em fleches: - tipo "REPÓRTER ESSO" - isto, já num tempo em que as informações vinham em manchetes de capas de jornais, dependuradas nas bancas, bancas que, aliás, não existiam na Vila Brasilândia.
A Vila Terezinha, onde realmente moramos, só conheceu mesmos uma banda de jornal, muito tempo depois, ainda aos onze anos, veio o golpe de Estado e, uma feroz ditadura militar, que impôs uma igualmente ferrenha censura às informações. Logo, minhas referências a algo chamado "emenda parlamentar" só vieram a existir, quando depois daquela atroz ditadura defendida por dois tipos de pessoas: os que mamam nas regalias das censuras, ou, para aquele enorme contingente de pessoas, que por pura preguiça de pensar, aplaudem que pense por elas, mesmo, que neste pensar alheio, tenha seus direitos a regalias mínimas suprimidos.


Assim, minhas informações sobre emendas parlamentares, só vêm aparecer com o fim da tal "ditadura militar". Ainda antes da constituição cidadã, quando deputados destinavam recursos para fins específicos, não tínhamos como imaginar esta verdadeira "farra do boi" vivenciadas depois do desgoverno do inimaginável.


É justamente na elaboração da constituição cidadã, que além de ouvirmos falar muito claramente de emendas parlamentares, ouvimos falar também, de uma regra bastante específica para elas: quando o parlamento aprovasse uma emenda destinando verbas para um fim específico, deveria, ao mesmo tempo, suprimir o mesmo valor do orçamento do executivo, mantendo assim o tal "equilíbrio fiscal". Não havia, pois, uma imobilização do poder executivo, que é quem, por princípio, nesta composição "democracia burguesa", que passou a existir com os Estados modernos, antes, o executivo, além de legislar, era também o juiz.


Saímos das minhas memórias, nada afetivas, para algumas realidades, todas elas, em governos que careceram de força política, quer pela inexpressão da liderança, ou pela continuidade da situação anterior. É exatamente esta que o Brasil está vivenciando hoje.

Em consequência das tramóias levadas a existir, primeiro para a consumação do golpe contra o governo Dilma, que se efetivou com uma criminalização contra o ideário popular, por consequência, contra os pensamentos de esquerda, que culminaram com o atual congresso, que em suma, representa aqueles que sempre tiveram preguiça de pensar, mas acreditando, que apesar das eternas preguiças de elaborar qualquer pensamento, acreditam piamente, que esta inexistência de fundamentos, fundamentam todas as complexidades de uma sociedade moderna, que na verdade, seja uma sociedade onde um rei absoluto, "absoluto" por na visão destes preguiçosos, trás em si, o batismo de uma divindade igualmente absoluta. É exatamente assim, ou por, que tanto os parlamentares da extrema direita, ou os candidatos a cargos executivos que tenham as bençãos deste "antidemocráticos" grupos. Tem como base, o batismo de um Cristo que não faz nenhuma questão de optar pelos pobres.


Antes de registrar que o Cristo, veio, exatamente para defender os excluídos, ou seja, sem nenhuma proximidade com os pensamentos de direita, já que este Cristo, além de optar claramente pelos pobres, ainda pedia que estes tivessem o protagonismo, que não vivessem na dependência dos reis.

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