quinta-feira, 26 de junho de 2025

TOMO MD3000LXXXVIII - 1978 ANO DO RENASCER


DOS MORTOS, QUE NUNCA NA VERDADE MORRERAM

O ano de 1978, marca algo curioso para o universo católico, não sei se o único, mas, neste ano, morreram dois Papas, "Paulo VI e João Paulo I", mas é um período também que esteve no cargo de primeira-ministra da Inglaterra a líder, (até então na oposição, "1975-1979", Margareth Thatcher), este período, ou estes dois fatos, são também marcas fundamentais para o renascer de algo, que nunca morreu, os pavorosos pensamentos da extrema direita.


Estes pensamentos, que dominaram o mundo na primeira metade do séc XX, aparentemente derrotada com o fim da segunda grande guerra, voltam à tona, não necessariamente em 1978, mas, dois fatos deste ano, são fundamentais, ou sem eles, certamente, não aconteceriam: os falecimentos dos Papas "Paulo VI e João Paulo I", matam também, ainda que não imediatamente, a teologia da libertação, já a implantação das teorias econômicas: "neoliberalismo e globalização", estas duas teorias, derrubam completamente as barreiras para o dinheiro, mas, não derrubam as barreiras para os seres humanos.


Quando os teóricos destas visões econômicas: "Friederich Haeyk e Minton Friedman" apresentam suas teorias econômicas, que são implantadas primeiro na Inglaterra, leva, principalmente pelo fim das barreiras para o dinheiro, a uma irreversível desindustrialização de países com uma organização sindical mínima, levando estas indústrias para os "TRIGRES ASIÁTICOS", com isto, os pontos em que as atividades econômicas, gera os mesmos os donos dos mesmos capitais, só que sob outras bandeiras.


Estes fatos: "globalização, neoliberalismo e o fim da teologia da libertação", cria algo que será sentido apenas já neste séc. O renascer das ideologias da extrema direita.


No fim da industrialização, em economias com uma estrutura sindical, levando a importância econômica para a prestação de serviço, ou seja, plantas de emprego, com o patrão e um grupo pequeno de funcionários, as relações "conversas" dos trabalhadores, é com seus patrões, uma classe "mérdia" que apesar dos privilégios de não viverem com pouco mais de um  salário mínimo, mas, muito longe de pertencer à alta burguesia. Não é claro, no ego e no discurso.


Sem um sindicato "no chão de fábrica", sem uma base onde trabalhadores tenham outros trabalhadores para conversar, aliado a uma mesma religião cristã, mas que não tenha as claras pregações de um Cristo presente no novo testamento, buscando este mesmo Cristo, só que pentecostal. É exatamente neste cenário que a extrema direita renasce.


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