segunda-feira, 9 de junho de 2025

TOMO MD300LXXI - UMA QUESTÃO DE FÉ, "SÓ QUE DESCRENTE"

Antropologicamente falando, a existência da fé é perfeitamente explicável, assim, como é explicável, "ainda que deveríamos ter superado", a incapacidade para a leitura.

Para que compreendamos as necessidades humanas por uma proximidade com um mundo metafísico, vêm dos primórdios da existência humana, que via desconhecimento, tanto de sua origem, como o depois da vida, abra portas para o desenvolvimento de uma fé que tem norteado as ações humanas, desde não sei quando, já que para o estudo da antropologia, nos valemos ainda da arqueologia, "com base no carbono 14", na outra linha das explicações, majitoriamente aceita, é de uma origem divina, ou seja, que um deus tenha criado, não só a humanidade, mas, como todas as coisas existentes, nesta teoria, "criacionismo" nada daquilo que tanto a antropologia, quanto a arqueologia apontam, simplesmente "des'acontece".


Nossa reflexão não vem de nossos mergulhos, naquilo que poderia ser classificado como estudo antropológico, mas, nossas vivências, são de um turista, não de um estudioso. 


Nossos questionamentos, tem por base, nossa indignação com os bullying do tempo de escola, que nos levou a ler a bíblia, assim, até por nos identificarmos com os ensinamentos do mestre Paulo Freire, mesmo antes de ter capacidade de compreender seus escritos e, até mesmo antes do contato com seus escritos. "A leitura do mundo precede a leitura da palavra".

Para que a leitura impulsionada pela teoria do criacionismo seja aceita, precisaríamos imaginar que todos os seres humanos teriam a mesma aparência, ops, não temos. Também não é bem esta a discussão.


A discussão é mesmo, da mesma incapacidade de leitura que leva boa parte da humanidade a aceitar que a ideia de uma origem única.

O que enriquece grande parte dos pastores, é um texto do livro Gênesis, "ou seja, de um tempo que Cristo, teria vindo para superar", não há no novo testamento, um único que induz a cobrança do dízimo, citação, não só do velho testamento, mas, ainda anterior a existência de qualquer organização estatal. 


Falando claramente, para qualquer pessoa, mesmo religiosa, o suficiente para aceitar a teoria do criacionismo, que tenha como princípio os ensinamentos cristãos, que aceite a visão pentecostal, "cinco livros", neste livros, o Cristo é profecia, não uma existência.


Se já é absurdo, a existência de uma igreja cristã pentecostal, mais absurdo ainda é um cristão que pague dízimo, já bizarro, é a existência de espertalhões, que explorando as incapacidades de leitura de seus fiéis para enriquecer.

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