Quando criança, sempre que um ex-combatente da segunda grande guerra, chegava até nós, mesmo em posições subalternas, "no caso específico de brasileiros" os campos de combate eram a Itália, ninguém relatava os horrores que nos deparávamos nos livros e filmes sobre o tema.
Seria muito fácil se nós comprássemos a tese da "história do vencedor", que demonizava os inimigos, para endeusar seus atos "heróicos" as aspas na qualidade, é proposital, já que desse o golpe de sessenta e quatro, desconfio das bondades dos narradores, isto no entanto, não suprime, os malefícios do nazi-fascismo, quer no carácter pessoal do ideólogo das situações criadas, nem das condições pré-existentes para a guerra, muito menos das condições criadas para novos conflitos.
Poderíamos utilizar páginas, para descrever a guerra-fria, e como ela "doutrinou" as ideologias, doutrinando também, as visões que os brasileiros, principalmente, os identificados como direitistas, quase sempre carregados pelo mesmo "pseudo" componente religioso, que induz ao pensamento direitista.
A grande questão é que a guerra existiu, bem como os horrores dos campos de concentração e de extermínio, mas antes destes, um estado de exclusão, que cresceu em proporção, por uma gigantesca fábrica de preconceitos.
Se a primeira grande guerra criou as condições objetivas para a segunda, assim a segunda criou as condições objetivas para os conflitos, quais o mundo é repetidamente envolvido desde então.
Há duas questões majoritárias para tal, a primeira a criação do Estado de Israel, exatamente no local em que foi criado, "conheço e reconheço as questões antropológicas para que os remanejamentes daquele povo pleiteasse aquele local". Conheço e reconheço, igualmente, que este local está ocupado há dois mil anos por outros povos, logo.
Há um outro ponto tão crucial quanto este, os donos dos capitais que lucram com as guerras. Se na história recente, estes barões do capital bélico, vivem e muito bem, na sede do império do mal, seus tentáculos, reacendem as mesmas ideologias que foram os "explosivos, estopim e combustível" da segunda grande guerra, o nazi-fascismo, inclusive, mas não só, nos seios do povo que foi vítima, mas não a única, dos campos de concentração e de extermínio.
Parcelas deste povo em especial, munidos de capital, de um potente aliado político, "não importando em nada" qual partido está na gestão do império do mal, as condições para as constantes guerra no oriente médio, estão dadas
Se o aliar, das forças bélicas e políticas, em si, já são graves, entra em cena uma famigerada rede de apoios, estas oriundas das correntes religiosas, que unem no mesmo barco, (sem o devido remorso, "vindo de um arrependimento" o povo que teria torturado e executado o Cristo) que é seguido como Deus, por bilhões de pessoas que apoiam o Estado criador das guerras, que é também é, por parte de seus cidadãos, os donos dos capitais, que crescem, e muito, com estas frequentes guerras.
Até, registraríamos, se preciso fosse, que o Deus dos bilhões de pessoas que apoiam o Estado que promove as guerras, sendo que aquele referido Estado, "povo", é o mesmo que foi vítima do nazi-fascismo, que usa, contra as populações que vivem no território de onde eles saíram a dois mil anos.
Nas razões para as guerras, neste ponto específico do Globo terrestre, além da sede de lucro, os ideais nazi-fascistas.

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