Volto, mentalmente, num passe de mágica, a um longínquo início dos anos sessenta, exatamente nos dias subsequentes à renúncia do então presidente: "Jânio da Silva Quadros", seu vice, eleito na na própria chapa, imposição legal desde o golpe, mas, de uma chapa adversária. João Goulart, "Jango", estava na China, a mesma China de Mao-Se-Tung, ainda no processo revolucionário, o Jango estava lá, em missão oficial, acertada pelo próprio Jânio, qualquer semelhança com a ida "fuga" do inominável, em "30/12/22", não é mera coincidência, a diferença , é que o bozo armou uma estratégica fuga, para se desvincular do golpe ensaiado, já o Jânio, imaginava, a simples destituição de seu vice, por este ter estado num país comunista.
Ainda que os milicos tivessem dificultado a posse do Jango, a única diferença, é que o mandato estava no início, e não no final.
O golpe começou com a imposição de um parlamentarismo, "não inconstitucional" como o orçamento secreto, que manteve o inelegível, como presidente, por quatro anos e, segue impedindo a instalação do governo Lula. Personagem, infelizmente citado, "Trancredo Neves", primeiro-ministro deste governo, depois, candidato de uma pseudo-redemocratização, no pós ditadura, cujo seu sobrinho-neto, é personagem central, nas desconfianças, "das urnas eletrônicas" que culminaram como estopim para o "08/01/23". Não é só a China, que há de comum nesta história.
Além da família "Neves", do medo de um já não existente comunismo, que tanto em sessenta e quatro, dois mil e dezesseis, golpes efetivados, nestes o nacionalismo, fez o país "Brasil", virar refém do interesses norteamericano, em vinte e três, como o golpe, não chegou a ser efetivado, as ameaças, seguem latente.
Tanto em sessenta e quatro, como em dezesseis, o papel da parte conservadora das igrejas "ditas cristãs" são parte que não podem ser desprezadas, mesma fração religiosa "pseudo-cristã" por trás das ainda frustradas tentativas de vinte e três, como frustrou o golpe, interferência estrangeira através dos eternamente costumaz testas-de-ferro. Hoje, os entreguistas já perderam toda e qualquer demonstração de vergonha, deixando de lado os sentimentos pátrios e deixando em seu lugar um deslavado patriotarismo.
Os filhos do bozo, nem seus seguidores, não escondem suas pretensões que o governo estadunidense interfira diretamente suprimindo nossa democracia e soberania, claro, na doce ilusão de um bozo qualquer, eles seriam os testas-de-ferro da intromissão estadunidense em nossa soberania, mas, como já fez espalhar o bozo 03, uma possível terra arrasada, já o sacia.
Ou seja, num bom e claro português-tupiniquim, mesmo que os bozos, ou um de seus bozolóides, sejam excluídos deste processo, tudo bem, desde que o Brasil seja apenas só mais estrela na bandeira das terras do Tio San.

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