No início da década de 1990, com o fim da União Soviética e a queda do muro de Berlim, muita gente profetizou o “fim da história”. Ou seja, a vitória do capitalismo liberal (que nunca foi muito liberal!) e do malfadado “Consenso de Washington”.
Por: Benedito Carlos dos Santos - Prof. Historia
Não foram poucos os progressistas que aderiram a esse delírio reacionário e decretaram, sem consultar a burguesia de seus respectivos países, que a luta de classe era coisa do passado e que o “conceito de imperialismo” deveria ser revisto.
Partidos de esquerda combativos foram destruídos por suas direções oportunistas em Europa França e Bahia, como diria o poeta.
Nós, os velhos esquerdistas, éramos vistos como os últimos dinossauros à espera daquele meteoro.
Pois é.
Trotsky, o bolchevique, dizia não haver vingança mais terrível do que a vingança da História. Com H maiúsculo!
O que é esse congresso brasileiro eleito em 2022 senão a representação mais escancarada, não da luta, mas de uma verdadeira guerra de classes? Pior, da guerra constante e do massacre dos ricos sobre os pobres no Brasil. O imperialismo não existe existe? O “conceito” está ultrapassado?
Como se explica então a verdadeira declaração de guerra de Donald Trump ao Brasil? Ou inocentam Bolsonaro e os golpistas de 08 de janeiro ou haverá taxas sobre os produtos brasileiros! Ou a justiça brasileira para de aplicar leis brasileiras sobre as plataformas criminosas das redes sociais ou…
Os bolsominions, essa malta estúpida e entreguista mal disfarçada de patriota, apresenta a solução conciliadora: anistia para o Inominável!
Ou seja, não apenas o imperialismo continua firme e forte, como cada vez mais ele conta com a adesão de sabujos ignorantes e venais.
Uma resposta firme tem que ser dada. O governo Lula, o PT e a esquerda em geral devem sair do seu marasmo e apelar para as massas. A família Bolsonaro e entreguistas como Tarcísio e Zema tem ser denunciados e apontados como o que são: traidores do país, capachos do imperialismo, inimigos do povo.
Mas isso não instiga a política do “nós contra eles”? Não, quem está instigando isso é o nosso Congresso que protege os ricos e o imperialismo norte-americano que acoberta fascistas em sua terra e no país dos outros. A polarização ideológica, tão lamentada por liberais fajutos e chorões, sempre existirá enquanto houver luta de classes.
Sim, somos nós contra eles! Hoje e sempre. Algum dia foi diferente?

Nenhum comentário:
Postar um comentário