sábado, 12 de julho de 2025

NÓS CONTRA ELES. ALGUM DIA FOI DIFERENTE?


No início da década de 1990, com o fim da União Soviética e a queda do muro de Berlim, muita gente profetizou o “fim da história”. Ou seja, a vitória do capitalismo liberal (que nunca foi muito liberal!) e do malfadado “Consenso de Washington”.

Por: Benedito Carlos dos Santos - Prof. Historia

Não foram poucos os progressistas que aderiram a esse delírio reacionário e decretaram, sem consultar a burguesia de seus respectivos países, que a luta de classe era coisa do passado e que o “conceito de imperialismo” deveria ser revisto. 

 Partidos de esquerda combativos foram destruídos por suas direções oportunistas em Europa França e Bahia, como diria o poeta.

Nós, os velhos esquerdistas, éramos vistos como os últimos dinossauros à espera daquele meteoro.

 Pois é.

 Trotsky, o bolchevique, dizia não haver vingança mais terrível do que a vingança da História. Com H maiúsculo! 

O que é esse congresso brasileiro eleito em 2022 senão a representação mais escancarada, não da luta, mas de uma verdadeira guerra de classes? Pior, da guerra constante e do massacre dos ricos sobre os pobres no Brasil. O imperialismo não existe existe? O “conceito” está ultrapassado?

Como se explica então a verdadeira declaração de guerra de Donald Trump ao Brasil? Ou inocentam  Bolsonaro e os golpistas de 08 de janeiro ou haverá taxas sobre os produtos brasileiros! Ou a justiça brasileira para de aplicar leis brasileiras sobre as  plataformas criminosas das redes sociais ou…

Os bolsominions, essa malta estúpida e entreguista mal disfarçada de patriota, apresenta a solução conciliadora: anistia para o Inominável!

 Ou seja, não apenas o imperialismo continua firme e forte, como cada vez mais ele conta com a adesão de sabujos ignorantes e venais.

 Uma resposta firme tem que ser dada. O governo Lula, o PT e a esquerda em geral devem sair do seu marasmo e apelar para as massas. A família Bolsonaro e entreguistas como Tarcísio e Zema tem ser denunciados e apontados como o que são: traidores do país, capachos do imperialismo, inimigos do povo.

Mas isso não instiga a política do “nós contra eles”? Não, quem está instigando isso é o nosso Congresso que protege os ricos e o imperialismo norte-americano que acoberta fascistas em sua terra e no país dos outros. A polarização ideológica, tão lamentada por liberais fajutos e chorões, sempre existirá enquanto houver luta de classes.

 Sim, somos nós contra eles! Hoje e sempre. Algum dia foi diferente?

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