quarta-feira, 16 de julho de 2025

TOMO MCMVIII - DIVISOR DE ÁGUAS

A fama na cultura popular: 
Papagaio come o milho, periquito leva a fama.
O conceito de democracia vem da Grécia antiga, porém, lá, a escravidão existia, não por um questão racial, como a imposta aos filhos da África. Não entraremos nestes detalhes, já que vem da terra que fez com que a corte lusitana, fugisse "a lá bozo" que elevou o Brasil, a condição de vice-reino, à pseudo-independência, que nos mantém dependente de alguma metrópole até hoje, que numa espécie de "SÍNDROME DE COPENHAGUE", nossas elites, resistem às tentativas de uma real independência.




Falando das terras que fez o corajoso d. João VI, o pai do Pedro, que com a tal farsa da independência, virou Pedro I, mas, em virtude da farsa, denunciou, para virar Pedro IV, na corte lusitana. De lá, visitemos Montesquieu, que nos ensinou sobre a separação dos poderes.


Enquanto mero leitores da cultura grega, ouvimos falar do código draconiano, um rei "Drácon" teria outorgado o tal código, que apesar de ser uma lei, é vista como símbolo de austeridade, não de democracia. Ou seja, apesar de haver regras, estas estavam muito longe de algo democrático.


O parlamento chega a este leigo, quando visita o império romano, o senado aparece, muitas vezes, questionando o imperador. Há história de imperador nomeado seu cavalo para o senado, na ditadura, os milicos inventaram o senador biônico, para garantir que sempre teriam um terço da casa, que na prática impediria entre outras coisas, a derrubará de algum preceito ditatorial.


Enquanto, a democracia tem muitos pensadores, Montesquieu, é só um deles, este falou sobre a divisão "ou independência", dos poderes.




A ditadura interviu no supremo, aposentado com base no AI-5, o bozo estadunidense, praticamente, remodelou a suprema corte de lá, ainda que sem ilegalidade nenhuma. A suprema corte de uma nação que tem a fama de maior democrática de conviver "pacificamente com milícias supremacista, lembraríamos , se preciso fosse, que esta tal democracia, representaria a igualdade entre as pessoas, como pode haver democracia numa sociedade que admite a existência de cidadãos que se julgam superiores?




Isto só se possibilita, porque as elites têm no modelo "capetalista", a certeza que serão sempre elites. Para tal, a tal independência dos poderes.




No plano prático, esta independência dos poderes sofre duas oposições estruturais. Para o legislativo, estas elites largam na frente, pelo privilégio de saberes, fundamentados nas poses, por ser da elite e dos recursos pelo mesmo motivo. No judiciário, são eles que conseguem estudar. Ou seja, estão aptos aos cargos no judiciário.




O Trump tupiniquim, para o legislativo, cedeu o orçamento secreto, garantindo com isto, a conclusão de seu mandato. Em relação ao judiciário, abriu um combate aberto, com a finalidade de calar este poder, sugerindo, de forma nada velada. A intervenção neste poder.




Há uma grave confusão no que é realmente democracia.

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