Há um tempo em que as coisas mudam, tipo; o instante em que o arroz, água, sal, óleo e uma quantidade de energia vira o complemento fundamental do prato da maioria dos brasileiros. Tudo se situa entre o tempo necessário para a maturidade, sem a qual não haverá uma mudança estrutural. Perguntaríamos então: Qual foi o tempo necessário para transformar um patriota num patriotário? Nossa primeira constatação seria que nunca chegou de fato a existir o tal patriota, assim, o patriotário, não chega a ser tão absurdo assim.
Obviamente, replicaríamos aqui, trechos de Gilberto Freire, "CASA GRANDE & SENZALA" ou ainda Sérgio Buarque, "GENTIL HOMEM BRASILEIRO", para negar nossa afirmação. Porém, tanto as gentilezas trazidas pelo pai do Chico, ou as agruras retratadas pelo conterrâneo do Paulo Freire, de fato, se abstém de explicitar o patriotismo. Este só aparecem mesmo em relatos da caserna, numa caserna, até a amedótica cena da independência, "e até além" recheada de mercenários, que apenas alugavam suas armas, em troca, não só dos soldos, mas, ainda se ter saciada sua sede de sangue. Ou seja, base para a exclusão dos excluídos, aliada a um sentimento de direita, até antes do conceito de direita existir.
Em pleno séc XXI, o fato de um des,deputado "licenciado de araque" estar em terra estranha fazendo barulho contra seu próprio país, deixaria de ser estranho, de este des'deputado, não fosse um alienígena, no domicílio eleitoral que o elegeu. "A falta de patriotismo, não é só em relação à nação, mas, atinge ainda uma supressão de bairrismo, que nos meus tempos de criança, eram para lá de arraigados.
Esta coisa estranha, "música do Roberto Carlos, magistralmente entoada pela Gal Costa" não tem em sua versão real e cotidiana, nenhuma magistral magia, carece ainda de qualquer romantismo. Retorna sem nenhum palco o brasileiro ao momento onde ele batizava a invasão de descobrimento. Ou seja, ele mesmo sentindo diuturnamente o "pé na bunda", ainda endeusa qualquer metrópole de ocasião, hoje, o pretenso ditador laranjão.
Os amantes das mercenárias forças armadas, aplaudem calorosamente, os acenos do laranjão, como se estivessem nos gozos de múltiplos orgasmos simultâneos. Enquanto o irreal gozo acontece. O Brasil, nunca imaginado pelos amantes e desafia seu passado inglório, de até um quarto de séc, e se alça ao protagonismo mundial.
Aqui, neste alçar ao protagonismo, uma outra carência, aparece altamente vibrante, esta, não apenas da pátria dos patriotários, mas, da humanidade como um todo, uma humanidade que cultua a existência de um deus único, mas, rejeita, com veemência, a igualdade que sugere a existência deste tal deus.
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