A Indústria da Morte
É difícil, quase impossível, determinar quando o ser humano matou outro pela primeira vez. Faltam registros, faltam certezas. Nem mesmo sabemos quando o homem começou a matar outros seres vivos para se alimentar. No início — não o da Bíblia, mas o da espécie — éramos coletores e catadores, sobrevivendo de frutas e restos de caça deixados por animais maiores.
Como a história não nos dá precisão, recorramos à Bíblia. O povo judeu nasceu para ser anárquico e desmilitarizado — sem governo, sem exército. Mas há sempre um “mas”. Por agressões sofridas ou por pura ganância, esse povo deixou de ser o que era. A lógica do futebol — “a melhor defesa é o ataque” — virou doutrina. E assim, o povo de Deus passou a guerrear em nome de Deus.
Com a invasão do Império Romano, a fé foi modificada. A religião que hoje domina o mundo ocidental não é cultuada em Israel. É uma fé adaptada à lógica imperial: a busca cega pelo poder. Mesmo antes disso, o povo judeu já havia ido à guerra, promovendo festivais fúnebres em nome da “bondade” divina. Mas esta é uma crônica, não uma tese — basta registrar que a guerra, mesmo sagrada, sempre foi política.
A indústria da morte nasceu da ânsia pelo poder. O medo, que antes gerava adrenalina, passou a ser alimentado por ópio — distribuído pelos exércitos para que cidadãos humildes aceitassem ir ao campo de batalha assassinar pessoas que nem conheciam. O mundo moderno juntou tudo num mesmo pacote: religião, poder e ópio. Hoje, o treinamento para matar começa nas telas dos videogames, onde a morte é banalizada. E, em algum momento, essa morte virtual passa a ser incentivada por líderes políticos, como se fosse um jogo.
“Vamos metralhar a petralhada”, disse o ex-presidente, que também destilou ódio contra indígenas, negros, mulheres e todas as minorias. Nesse contexto, a morte de uma jovem jogada de uma ponte ou a agressão a um idoso por causa de um adesivo político não são apenas crimes — são sintomas de uma sociedade treinada para odiar.
Se somos herdeiros dos ensinamentos do Pai de Cristo, precisamos destreinar. Precisamos construir uma sociedade sem governantes ávidos pelo poder, que transformam seus cidadãos em assassinos por nada.
VIOLENTAMENTOS
O medo sempre existiu,
Pelo medo, uma estratégia,
A melhor defesa é o ataque,
Não, não estou falando de futebol,
Estou falando de vida,
Mas, onde ou melhor quando, isto começa?
Há, uma tal de dropanina,
Onde o corpo estimula o corpo, para!
Falando, em história, falo de guerras,
"Falando de Marx" falo de luta de classes.
Falo então, das mortes então...
Das mortes em nome de deus,
Falo das "cruzadas", já que disto,
Invadiram o Brasil.
Em nome de deus, mas, para buscar especiarias,
A igreja, "católica", abençoou os cruzados,
Quando fecharam o mediterrâneo,
Mataram os índios,
Escravizaram os negros,
Tudo em nome de deus.
Santo Semfé

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