segunda-feira, 15 de junho de 2026

TOMO MMCCXLII MORTICÍDIOS QUE DEVERIA. REFLEXOS DA BURRICE VOLVER!


 A Camisa do SUS

Faço hoje, com muito atraso — é bom que se diga — uma justa homenagem ao pessoal do SUS. Demorei, confesso, porque ainda me custa imaginar que profissionais da saúde tenham votado no inominável. E, pior, que o inelegível tenha recebido votos também entre educadores. Quer piorar? Milhões de votos vieram de pessoas que se dizem cristãs.

Volto à educação. Parece que alguém faltou às aulas de interpretação de texto — inclusive quem as ministra. E volto ainda mais atrás, à questão antropológica: desde o Concílio de Niceia, fomos “educados” a pensar pela ótica do imperador. Mas não, não somos habitantes de palácios.

Lamentações à parte, a situação só não foi mais grave porque o pessoal do SUS, até mesmo os negacionistas, literalmente vestiram a camisa de uma predestinação antiga — a de Camilo de Lélis: servir ao outro por vocação, não por conveniência. Prestaram assistência à saúde movidos pela preocupação genuína com o próximo.

É preciso registrar — ainda que tardiamente e de forma insuficiente — essa homenagem aos trabalhadores do SUS. Eles não apenas cumpriram suas obrigações, mas acolheram pacientes despejados do sistema privado e enfrentaram patrulhas de negacionistas que invadiam UTIs com celulares em punho, buscando leitos “vagos” que nunca existiram.

O Brasil derrotou o negacionismo nas urnas, mas apenas no Executivo central e em poucas unidades federativas. No Congresso, o placar foi de 7x1 — ou talvez 7x0. Estamos a três meses de uma nova eleição. Que as pessoas de boa índole despertem para a farsa da “pauta moral” que embala o voto negacionista.

Não basta esperar. Esta homenagem ao pessoal do SUS é também um alerta: precisamos varrer para o lixo da história o burrismo que sustenta o negacionismo. Para que não precisemos chorar, novamente, a perda de profissionais da saúde que deram a vida lutando contra uma pandemia — e contra a ignorância.

PRECISAMOS DIARIAMENTE FAZER HOMENAGENS AO PESSOAL DO SUS, ATÉ MESMO AOS NEGACIONISTAS


AINDA DÓI:

Foram mais de setecentos, 

Setecentos, só que mil mortes,

No mundo inteiro morreu gente, 

Mas, proporcionalmente, 

O meu Brasil foi. CAMPEÃO!


DÓI, DE UMA DOR,

MORTALMENTE DOÍDA,

Que também, é muito doida, 

Porque a maior parte destas mortes,

Têm como causa, não a pandemia em si.


PARTE DESTAS MORTES, FOI POR NEGACIOMISMO mesmo.


O que mais neste morticidio,

Não chega ser mesmo a pandemia, 

Mas, a burrice que elegeu um negacionista.


Anesino Sandice)

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