Se, não houvesse o "NA",
ninguém chamaria "Ana",
Se não fosse o "TOMO",
Não existiria o átomo.
Muito antes de conhecer a tese de mestrado de Lívia Barbosa, O Jeitinho Brasileiro, já concordávamos com ela — ainda que sem a menor pretensão intelectual de formular qualquer teoria. Era uma concordância instintiva, quase empírica, nascida da observação cotidiana.
Sim, é saudosismo — e assumo. Afinal, o setentão aqui viveu num tempo em que o asfalto era raridade. Para ver um pedaço dele, era preciso andar mais de um quilômetro. O transporte público ficava longe, e o campo era qualquer terreno baldio ou chácara abandonada. Era ali que nascia o futebol de verdade, o da bola de borracha e dos sonhos.
É difícil, quase impossível, determinar quando o ser humano matou outro pela primeira vez. Faltam registros, faltam certezas. Nem mesmo sabemos quando o homem começou a matar outros seres vivos para se alimentar. No início — não o da Bíblia, mas o da espécie — éramos coletores e catadores, sobrevivendo de frutas e restos de caça deixados por animais maiores.
Faço hoje, com muito atraso — é bom que se diga — uma justa homenagem ao pessoal do SUS. Demorei, confesso, porque ainda me custa imaginar que profissionais da saúde tenham votado no inominável. E, pior, que o inelegível tenha recebido votos também entre educadores. Quer piorar? Milhões de votos vieram de pessoas que se dizem cristãs.
Religião, confesso, raramente me inspira a escrever. Mas há cabalidades curiosas nas escrituras, inclusive na doutrina cristã, que os conservadores rejeitam por associarem ao “pagão”. Ora, pagão seria apenas quem não nasceu dentro da religião. Cristo, na parábola do bom samaritano, já havia ensinado que não é a filiação religiosa que define alguém, mas suas atitudes.
Desde o seu início, na década de 1970, a guerra às drogas promovida por Washington na América Latina tem sido alvo de controvérsia e debate....