Cantorias, ditaduras e messias de ocasião
A sensibilidade de um artista, expressa em suas cantorias, costuma oferecer uma leitura única do mundo. Não necessariamente do mundo real, mas de um mundo possível, imaginado, sonhado. E, paradoxalmente, essa mesma sensibilidade pode conviver com a realidade dura de pessoas de boa índole que, em determinado momento, elegem um genocida. Um homem que tentou um golpe de Estado e que, como um psicopata — digo isso apenas como leigo, sem formação em psicologia — ainda insiste em se ver como vítima da justiça que o condenou.









