quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

CLARISSE CEM ANOS - A ESCRITORA MAIS TRADUZIDA DO MUNDO E UM PRESIDENTE BABACA

No centenário de Clarice Lispector, com mais de 177 mil brasileiros mortos por covid, o palhaço que atualmente ocupa a principal cadeira no governo federal e sua digníssima - 89 mil - fazem cerimônia no Palácio do Planalto para inaugurar a exposição de roupas que a madame usou na posse presidencial, em janeiro de 2019. Clarisse Lispector certamente não é conhecida pelos ignorantes desse desgoverno, portanto, assim como não reconhecem a pandemia que tem levado vidas aos montes, também não poderíamos mesmo esperar qualquer lembrança sobre esse grande nome da literatura brasileira. O BRASIL NÃO MERECE ISSO... Mas, vamos falar do que interessa, afinal:
A IGNORÃNCIA VAI PASSAR, CLARICE PASSARINHO!
Em 10/12/2020, Clarice Lispector completaria seu centenário, e em sua homenagem, a TV Cultura preparou este programa especial para trazer à luz a memória da escritora. Apresentado por Adriana Couto, a atração traz uma entrevista exclusiva com o biógrafo de Clarice, o professor e pesquisador norte-americano Benjamim Moser. Além disso, a produção resgata a última entrevista concedida pela escritora, guiada pelo repórter Julio Lerner, em 1977, no Panorama. Na conversa com Lerner, ela revela traços importantes de sua personalidade, que ajudam a compreender quem era aquela mulher, nascida na Ucrânia, mas que se dizia "brasileira e pernambucana".

No ano de seu centenário, Clarice Lispector é a escritora brasileira mais traduzida no mundo

André Bernardo do Rio de Janeiro para BBC News Brasil

Clarice detestou Près Du Coeur Sauvage, a malsucedida tradução em francês de Perto do Coração Selvagem. Chamou a versão de Denise-Teresa Moutonnier de "escandalosamente má"
A primeira tradução, reza a lenda, um escritor nunca esquece. Se for "escandalosamente má", então, pior ainda. Foi o que aconteceu em 1954 quando Clarice Lispector (1920-1977) teve seu romance de estreia, 'Perto do Coração Selvagem' (1943), traduzido para o francês.
Desapontada com o trabalho de Denise-Teresa Moutonnier, Clarice chegou a escrever uma carta para as irmãs, em 10 de maio, relatando os motivos de seu descontentamento: em um trecho do livro, a tradutora trocou "porcaria" por "excremento" e, em outro, "olheiras negras" por "óculos escuros".
Mais adiante, confundiu o substantivo "chamas", sinônimo de labaredas, pelo verbo "chamar". Foram, ao todo, quase 30 erros.

Clarice já estava decidida a dar o caso por encerrado quando foi convencida por Érico Veríssimo (1905-1975) a escrever uma carta ao editor, Pierre de Lescure, manifestando sua insatisfação.

Em resposta, o dono da editora Plon explicou, no dia 13 de junho, que, antes de ser publicado, o livro fora enviado à autora, para ela dar seu aval. Perplexa, Clarice respondeu, em 20 de junho, que não recebera carta nenhuma, tampouco o texto traduzido.


Vida e Obra de Clarice Lispector

Daniela Diana
Daniela Diana: Professora licenciada em Letras no Blog Toda matéria
Clarice Lispector foi uma das mais destacadas Escritoras da terceira fase do modernismo brasileiro, chamada de "Geração de 45".
Recebeu diversos prêmios dentre eles o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal e o Prêmio Graça Aranha.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Relator da ONU pede libertação imediata de Julian Assange

O oficial disse que 65 dos 160 presidiários da prisão de Belmarsh, em Londres, tiveram teste positivo para Covid-19.
Publicado em: Telesur



O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a tortura, Nils Melzer, solicitou nesta terça-feira, por meio de nota oficial às autoridades britânicas, a libertação imediata do fundador do Wikileaks, Julian Assange.

“Assange não é condenado nem representa uma ameaça a ninguém, por isso o seu confinamento prolongado e solitário, numa prisão de segurança máxima, não é necessário nem proporcionado, carecendo claramente de qualquer base legal”, disse Melzer.

O relator lembrou que já se passaram dez anos desde a primeira prisão de Assange e que estas se basearam em acusações de supostos crimes sexuais na Suécia, que foram finalmente retiradas por falta de provas. Segundo o representante da ONU, “sua detenção é puramente preventiva, enquanto se processa sua possível extradição para os Estados Unidos, o que pode levar anos”.

O QUE ELES NÃO QUEREM QUE A GENTE SAIBA
Publicado em: Blog 2 Litrão


O WikiLeaks é uma organização de mídia multinacional, que administra uma biblioteca de documentos, analisando e publicando extenso conjunto de dados oficiais que envolvem guerra, espionagem e corrupção. São informações de ilegalidades e atrocidades cometidas por governantes, cuja luta das autoridades para mantê-las escondidas da população tem solapado as bases do estado democrático de direito, no mundo. Julian Assange fundou essa instituição em 2006 e, desde então, tem sido perseguido pelos governos de diversos países. Justamente por lutar pelo seu direito de saber o que eles não querem que a gente saiba!

Em 2012, o ativista asilou-se na embaixada do Equador em Londres. Tinha contra ele uma farsesca acusação de estupro, promovida por promotores Suecos. Embora, o processo tenha sido arquivado em 2019, a mudança de comando no governo equatoriano possibilitou que as autoridades do Reino Unido ilegalmente detivessem Julian Assange, sem qualquer acusação nesse país. O objetivo é deportá-lo para os EUA, onde pode ser sentenciado a 170 anos de prisão, por espionagem.

A história recente do mundo já estava escrita pelos sábios do judaísmo, há muitos séculos passados. Os fatos que vivemos nesse início de milênio são suficientes para compreendermos que a Verdade está presa e a Mentira está no poder. Sim! Houve uma época quando a peste Negra levou grande parte da população mundial! Sim! Houve uma idade das trevas, quando a inquisição nos impôs um Deus malévolo! Sim! Vivemos o medo do mundo acabar numa explosão na era atômica! Sim! Houve guerras e embora nesses conflitos seja sempre a verdade a primeira vítima… Resistimos! Resistimos verdadeiros. Por querermos olhar além das mentiras. Por tentarmos descobrir o que eles não querem que a gente saiba.

“Contudo, vivemos agora a Era da Mentira! E a mentira é o Caos!”

Contudo, vivemos agora a Era da Mentira! E a mentira é o Caos! Se antes a vida se mantinha com a esperança de uma cura ou de alcançar o paraíso, ou na possibilidade conquistar a paz e o amor universal, a mentira só prospera cultivando o medo de que não haverá amanhã. Portanto, não existe esperança na Era da mentira, apenas o eterno combate contra inimigos imaginários, que nunca serão derrotados.

E um homem sem esperanças é um escravo das circunstâncias. Um escravo daqueles que controlam as circunstâncias. Um cão pavloviano que saliva somente quando os donos tocam a sineta nas redes sociais.

E os soldados da mentira estão sendo posicionados nesse xadrez de guerra. Na África, na América central, no Brasil, Bolívia, no Equador, no Reino Unido, todos cultivando o Medo e desesperança através de um bombardeio de Fake News. Mundo afora temos assistido como Trump e seu séquito de ignorantes espalham a miséria no mundo. Não apenas a miséria econômica, que flagela o corpo, mas também a miséria da mente e do espírito, que aniquilam o processo civilizatório tão duramente desenvolvido pela humanidade.

Assange tinha todas as condições de servir a esse exército da mentira, mas preferiu a trincheira da verdade porque sabe; não existe futuro para o mundo sob o jugo da Mentira. Atualmente ele paga caro por essa posição. E o preço não se limita apenas ao roubo de sua liberdade, mas corre o risco perder a própria vida, sem o tratamento adequado que lhe negam no cárcere, conforme vaticinam os médicos que o examinaram.

Nós temos o dever de manter a chama acesa. Iluminar os caminhos para que a verdade não fique oculta e para desmascarar a mentira. Por isso, nos manifestamos pela liberdade da verdade.

LIBERTEM JULIAN ASSANGE!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

A CULPA É DO POVO?


Por Prof. Benedito Carlos do Santos

Nós todos conhecemos o velho chororô de que “O povo é burro”, “O povo não sabe votar” e outras platitudes. Então, proponho essa reflexão aos jovens de esquerda que tanto se esforçaram nessas eleições e talvez estejam pela primeira vez concluindo nessa direção. 

Claro, não desejo conversar com a direita fascista bozoasnática. Dessa não espero nada mesmo. Ou melhor, espero tudo. De ruim! Estou me referindo aos supostos progressistas, que tem nos últimos dias mimetizado o discurso retrógrado que deveria ser exclusivo da direita e não deveria fazer parte do vocabulário de gente supostamente esquerdista. Ou eleitora de partidos de esquerda.

Eu sei. Derrotas eleitorais são frustrantes. Principalmente quando a gente tem certeza de que o nosso campo tem mais empatia com os pobres, ideias transformadoras e uma visão humanista acerca da gestão pública.

O coronel Aureliano Buendía, icônico personagem do livro de Gabriel Garcia Marquez, “Cem anos de Solidão”, promoveu trinta e duas revoluções e foi derrotado em todas elas. O coronel Buendía certamente é uma metáfora das diversas causas perdidas no nosso continente, revolucionárias ou não. 

Você está chateado com o resultado das eleições de novembro? Imagine a raiva de quem lutou pela democracia contra a ditadura militar apenas para ver o fim da ditadura desembocar na presidência de José Sarney. Ou capachos tecnocratas dos milicos como Roberto Campos – o célebre Bob Fields – serem elevados à categoria de herói do pensamento liberal pela sabujice da mídia corporativa. Ou um adorador de miliciano render homenagem no congresso a assassinos a soldo do regime castrense. E ainda chegar à presidência da república!


Imagine agora um norte-americano da “Old School”, que marchou contra a guerra do Vietnam e em favor dos direitos civis, ter que suportar governos como os de Ronald Reagan, dois idiotas da família Bush e ainda o famigerado Donald Trump. Agora imagine um velho operário inglês, eleitor do Labour Party, que teve que suportar o massacre contra a classe trabalhadora engendrado pela “Dama de Ferro”, Margaret Thatcher e logo depois ainda ter que conviver com a trairagem de Tony Blair, que converteu a Grã Bretanha num parceiro subalterno das aventuras belicistas dos EUA.

Então, meninos e meninas desculpem se esse velho socialista não está morrendo de pena de vocês que perderam uma eleição municipal! 

Entendo e respeito a frustração. Mas isso não lhes concede o direito de lançar aos ares – nas redes sociais - generalizações burras. Esse “povo” a quem vocês agora impingem o epíteto de burro, elegeu duas vezes Lula, duas vezes Dilma e vários prefeitos e governadores que pertenciam a partidos progressistas. Que muitas vezes trancaram-se em gabinetes refrigerados, privilegiaram a ação parlamentar e conchavos espúrios com forças sinistras e conservadoras.

= Já viram algo assim acontecer?


E, finalmente, caso vocês não tenham notado, mulheres, gente do povo preto, trans e militantes LGBTQI se elegeram com votos nas quebradas, desafiando pastores, milicianos e a grana abundante de políticos profissionais do embuste e da compra de votos.  Sim, com o voto do “povo burro”. Depreciar o tal “povo” é, no mínimo, uma falta de respeito com o trabalho e a abnegação desses companheiros e companheiras.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Do ponto de vista de um milionário chinês a causa da injustiça é a desigualdade


O milionário, Bingxin Wu tem uma vasta experiência da grande empresa estatal chinesa e experiência pessoal na construção de um império comercial que se estende depois do sistema postal na China, desde uma pequena empresa até a maior e abrangente empresa privada com 640 empresas afiliadas, 13.500 estações de trabalho e 157.000 funcionários. 

No campo da fermentação medicinal, Wu possui 20 patentes, sendo duas delas internacionais. Essas técnicas tornaram alguns dos medicamentos chineses mais eficientes, seguros e não tóxicos para o efeito do tratamento de conservação. Em seu livro, Consumo e Gestão, ele propôs sua visão a para causa da injustiça e desigualdade de consumo.


Desde a geração da propriedade privada, quando a humanidade implementou uma sociedade escravista, tem havido injustiça no consumo das pessoas e desigualdade de vida. Os três principais consumos levaram a sociedade de propriedade privada a evoluir da sociedade escravista para a feudal e depois para a sociedade capitalista. Embora a humanidade tenha se desenvolvido de tempos bárbaros para tempos civilizados, a mentalidade caduca da propriedade privada não mudou. Embora o socialismo tenha sido estabelecido em países socialistas, incluindo a China, o sistema de propriedade social privada não foi completamente destruído.

Portanto, ainda existe uma contradição de consumo entre as pessoas. Atualmente, ainda estamos no estágio primário da sociedade socialista; a produção mercantil de capital e a troca mercantil de capital devem ser permitidas, mas controladas e reguladas pelo Estado. Toda a sociedade está involuntariamente relacionada à produção de mercadorias de capital e à produtividade de uma sociedade de consumo.  Nesta fase, a sociedade deve cumprir o princípio da distribuição de acordo com os fatores de trabalho e produção, e o princípio do macro controle sobre a redistribuição repetida da riqueza social. No entanto, devido às diferenças entre consumidores e entre consumidores individuais e grupos de consumo, contradições e conflitos surgirão.


O milionário afirma que sempre existiram desigualdades e injustiças extremas entre as pessoas, e isso se reflete no consumo vivo das pessoas na sociedade como uma diferença no poder de compra. Essa diferença depende do nível de riqueza social adquirido pelas pessoas durante o processo de trabalho social. As pessoas ganham riqueza de diferentes modos e possuem diferentes quantidades de riqueza social, resultando em diferentes níveis de consumo - muitas vezes graves injustiças e desigualdades.  Essa é a razão da injustiça de classe social. A redistribuição da riqueza deve ser o primeiro passo para alcançar a igualdade e a justiça social.


Ver. Eduardo Suplicy - Carta ao Papa Francisco sobre o advento da Economia de Francisco e Clara

 

A economia deve ajudar as pessoas a serem solidárias e a construir um mundo baseado no cuidado mútuo e na comunhão com a natureza

Com informações publicadas por Marcelo Barros no site:  domtotal.com


Segundo a matéria publicada no site DOM TOTAL (domtotal.com) as Igrejas antigas iniciaram um novo ano litúrgico com o tempo do Advento, quando tradicionalmente, o objetivo destas quatro semanas que preparam para a festa de Natal, é fortalecer a esperança na realização do projeto divino e celebrar o nascimento de Jesus como sinal de renovação nas vidas e na forma de se organizar o mundo.

Acontecido em Assis, na Itália, o encontro se deu entre o Papa Francisco e mais de dois mil jovens economistas do mundo inteiro, que se propuseram a pensar juntos novo modelo econômico com sustentabilidade ecoplanetária, justiça social e viabilidade para as ciências e novas técnicas que se abrem para o futuro. O papa propôs uma economia que parta das necessidades dos empobrecidos do mundo e garanta a todos e todas as necessidades básicas como terra, trabalho e teto. (Leia mais no site dom total clicando aqui)

VEREADOR EDUARDO SUPLICY NO SUPER BATEPAPO
No Brasil, a preparação do encontro da juventude com o papa sobre Economia recebeu a contribuição do Vereador Eduardo Suplicy que esboçou uma carta para o Papa Francisco aberta a discussão dos participantes. Confira a leitura da Carta realizada pelo próprio vereador que fez questão de divulgar em primeira mão durante a entrevista que concedeu ao programa Super Batepapo.
CARTA AO PAPA FRANSCISCO
ADVENTO DA ECONOMIA DE FRANCISCO E CLARA

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Alemanha: Um vira-latas que deseja ser o Pitbull dos EUA


A ministra alemã da Defesa, Annegret Kramp-Karrenbauer fez um discurso a 23 de Outubro com o que chamou uma «oferta»: a Alemanha renova uma parceria subordinada aos EUA – a Westbindung – para combater a Rússia e a China.

Os 200 anos de Friedrich Engels

gigante da teoria e da ação revolucionárias


Nascido há 200 anos, no dia 28 de novembro, Friedrich Engels foi um brilhante filósofo e um revolucionário apaixonado, participante ativo nos combates políticos e sociais do seu tempo. Juntamente com o seu camarada e amigo Karl Marx, fundou o socialismo científico, cujos ensinamentos mantêm hoje toda a atualidade revelando-se indispensáveis para a luta que continua pela transformação revolucionária da sociedade, pelo socialismo.


Profundamente abalado pela morte de Marx, Engels afirmou sempre que o seu contributo para a teoria do socialismo científico era a de um mero «segundo violino»: para ele, era Marx o «génio», o que «estava mais acima» e «via mais longe». Se a caracterização que fez da importância histórica de Karl Marx não merece contestação, a modéstia de Engels (e a profunda estima e admiração que sentia pelo amigo) levou-o a minimizar o alcance da sua própria contribuição.

Já Lenin não teve dúvidas em afirmar, anos mais tarde, ser «com toda a justiça que os nomes de Marx e Engels figuram lado a lado como os nomes dos fundadores do socialismo contemporâneo». Para o revolucionário russo, «não se pode compreender o marxismo e não se pode expô-lo integralmente sem ter em conta todas as obras de Engels».

De fato, as obras de Marx e de Engels constituem um todo coerente, independentemente do papel particular assumido por cada um. Os seus caminhos cruzaram-se pela primeira vez em 1842, na redação da Gazeta Renana (para a qual ambos escreviam), mas foi sobretudo a partir de 1844 que se iniciou a sua colaboração regular, que se tornou cada vez mais intensa e profícua: neste mesmo ano começaram a escrever a sua primeira obra comum, A Sagrada Família. Seguir-se-iam muitas mais, nos anos e décadas ulteriores, entre as quais se destaca o Manifesto do Partido Comunista, de 1848.

Parceiro, camarada e amigo


A própria obra magna de Marx, O Capital, não teria chegado até nós na sua versão completa sem a colaboração de Engels, que trabalhou sobre os (praticamente indecifráveis) manuscritos de Marx, selecionando-os, ordenando-os e completando-os, sempre em rigoroso respeito «pelo espírito do autor», garantia. Seria uma vez mais Lenin a atribuir a Engels a importância que o próprio menorizava: «Estes dois volumes de O Capital [os livros II e III] são, com efeito, obra de ambos, de Marx e de Engels.»

Ao trabalhar sobre O Capital, Engels sentia que estava novamente com o seu «velho camarada». Na verdade, a relação entre ambos rapidamente evoluíra para uma amizade profunda e, voltando a Lenin, «comovente»: para além da colaboração intelectual e da militância revolucionária partilhada, Engels nunca regateou o apoio material a Marx e à sua família, sempre que estes se viram confrontados com o sufoco financeiro.

Contribuição decisiva


Engels deu à formulação dos princípios do socialismo científico uma importante contribuição. Nascido a 28 de Novembro de 1820 na Renânia prussiana, era filho de um industrial têxtil, o que levou a que – antes até do que Marx – tomasse contacto de perto com a classe operária e as suas condições de vida, particularmente na fábrica do pai em Manchester, para onde foi em 1842.

No seu livro A Situação da Classe Laboriosa na Inglaterra, escreveu: «quis ver-vos em vossas casas, observar-vos na vossa vida quotidiana, conversar convosco sobre as vossas condições de vida e as vossas queixas, ser testemunha das vossas lutas contra o poder político e social dos vossos opressores». Esta experiência revelar-se-ia decisiva para a elaboração de uma concepção materialista da história, primeiro levada a cabo, juntamente com Marx em A Ideologia Alemã, e que depois aprofundou em obras como A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado.

Para além da inegável contribuição teórica que deu para o marxismo, Friedrich Engels – tal como Marx – foi um empenhado revolucionário. Depois de, na sua estada em Inglaterra, ter contactado com os círculos socialistas locais, entre 1845 e 1847 viveu em Bruxelas e Paris, onde não poupou esforços no contacto com os operários alemães aí exilados. É a partir de então que Marx e Engels, no âmbito da acção da Liga dos Justos a que aderiram, são levados a expor os princípios fundamentais do comunismo por eles elaborado – o que será feito no Manifesto do Partido Comunista, redigido por Marx mas que contou com a contribuição fundamental do documento elaborado por Engels, Princípios Básicos do Comunismo.

A influência que ambos acabaram por assumir na Liga dos Justos fica evidente na alteração da sua designação para Liga dos Comunistas e na adopção da palavra de ordem «Proletários de todos os países, uni-vos!» no congresso da Liga de Junho de 1847. Mas será no seu segundo congresso, realizado de 29 de Novembro a 8 de Dezembro de 1847, que a nova orientação da Liga, por acção de Marx e Engels, fica claramente definida como o revela o artigo 1.º dos Estatutos então aprovados:«O objectivo da Liga é o derrubamento da burguesia, a dominação do proletariado, a superação da velha sociedade burguesa que repousa sobre oposições de classes, e a fundação de uma nova sociedade sem classes e sem propriedade privada.»

A teoria e a prática da Revolução


No decurso da revolução de 1848-1849, Marx e Engels regressaram ao seu país, assumindo a direção da Nova Gazeta Renana, jornal democrático que se publicava em Colonia e que acabaria por ser proibido. Aquela experiência revolucionária seria analisada por Engels em Revolução e Contra-Revolução na Alemanha (Marx faria o mesmo para França em A Luta de Classes em França). Derrotada a revolução, exilados em Inglaterra, não cessam a sua produção teórica e a sua actividade prática: em 1864, foi formada a Associação Internacional dos Trabalhadores, essencial para a expansão do movimento operário e socialista, até ser dissolvida na década de 70. São deste período os mais frutuosos estudos de Engels relativos à utilização da dialéctica materialista no conhecimento da Natureza, que plasmaria em obras como o Anti-Düring e Dialéctica da Natureza, esta última publicada postumamente.

Após a morte de Marx, Engels continuou ativo no movimento revolucionário, constituindo-se como a figura preponderante da fundação da Segunda Internacional, em 1889. Até ao último dia da sua vida – morreu a 5 de Agosto de 1895 – foi um incansável lutador pelos princípios do socialismo científico, elaborado por Marx e por si próprio, quer no Partido Operário Social-Democrata alemão quer na Internacional.


«Que chama do espírito se apagou! Que coração deixou de bater!»

(Elogio fúnebre de Engels, 1895)

 

«Não se pode compreender o marxismo e não se pode expô-lo integralmente sem ter em conta todas as obras de Engels.»

«O proletariado da Europa pode dizer que a sua ciência foi criada por dois sábios, dois lutadores [Marx e Engels], cuja amizade ultrapassa tudo o que de mais comovente oferecem as lendas dos antigos.»

«Engels foi o primeiro a declarar que o proletariado não é só uma classe que sofre, mas que a miserável situação económica em que se encontra empurra-o irresistivelmente para a frente e obriga-o a lutar pela sua emancipação definitiva. E o proletariado em luta ajudar-se-á a si mesmo



domingo, 29 de novembro de 2020

O POVO PRETO: AVANÇOS E RECUOS

Reflexão sobre os resultados eleitorais
por Benedito Carlos dos Santos


Não tenho dúvidas de que a derrota de Boulos é também uma derrota para o povo preto de São Paulo. Afinal, não é a toa que aquilo que havia de mais avançado, dinâmico e mobilizado do povo preto apoiou e votou em Boulos.

Agora, quando as últimas urnas são apuradas e o mês da consciência negra se encerra, a realidade do país é o da dureza de sempre para pretos e pobres: educação precária, saúde doente, transporte público ruim e uma prefeitura conivente com a insegurança pública do estado, que insiste em perseguir e matar aqueles que constroem hoje e construíram ontem a riqueza do país com o seu trabalho. E descaso com as vítimas da Covid, é claro. Que são em sua maioria pobres, pretos e periféricos.

Não sou um otimista delirante, tampouco um pessimista melancólico. Perdemos, mas estamos na luta. Elegemos nos legislativos companheiros valorosos. Pretos e brancos. Afinal, são os racistas e não os pretos conscientes os que querem dividir os pobres em linhas étnicas e efetivamente os dividem. 
As periferias, rurais ou urbanas no Brasil, ou grande parte delas, ainda estão nas mãos do inimigo. Eles possuem igrejas, ONGS e, principalmente, dinheiro para comprar os miseráveis e os mortos de fome. Ou ameaça-los com milícias formadas por bandidos armados. Às vezes uniformizados. Ninguém disse que seria fácil!

Não adianta, como já li em algumas postagens nas redes sociais, demonizar o povo, acusando-o de alienado e despolitizado. E também é uma perda de tempo santificá-lo. O “povo”, seja lá o que isso queira dizer, já elegeu Lula e Dilma duas vezes. Mas se todo o tal “povo” tivesse uma consciência política automática, se já nascesse com ela, não haveria necessidade dos partidos e dos movimentos sociais.

Muitos dirigentes de esquerda julgaram que a luta era apenas pelo poder político e esqueceram velhos ensinamentos da esquerda como os conceitos de hegemonia e, principalmente, a boa e velha luta de classes. Não há vingança mais terrível do que a vingança da História, diria o velho bolchevique!

E antes que apareçam alguns dinossauros esquerdistas reclamando das tais “pautas identitárias”, lembremos que os pretos, as mulheres pretas e brancas periféricas e o povo LGBTQI+ foi quem não deixou a peteca cair nesses dois anos bozoníticos, sempre na luta contra a barbárie bozoasnática reinante. Não tenho dúvida de que a resistência virá daí, mas não só.

Eu poderia dizer que tenho um sonho. É um sonho difícil, mas não impossível. Em alguns lugares do país começou a virar realidade. De que num futuro bem próximo, pretos, mulheres, gays e lésbicas, trabalhadores pobres em geral, enfim, juntamente com os partidos verdadeiramente progressistas, ganhem as periferias, as cidades e o país. Que os racistas, os machistas, os homofóbicos e seus lacaios milicianos sejam varridos para o esgoto de onde nunca deveriam ter saído. Que eles, e não nós vivam consumidos pelo medo e pela angústia, às voltas com seus delírios, seus ódios e suas frustrações sexuais.

Não estamos ainda todos juntos. Mas sonho com o dia em que estaremos.

VIVA O MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA! Viva o povo preto! 

Fascistas, racistas, não passarão!


Zumbi Vive!

Marighella Vive!

Marielle Vive!

#justiçaparabetofreitas

#forazbozofascista





BENEDITO CARLOS DOS SANTOS
Professor de historia e militante das boas causas que interessam a civilização


OUÇA A HISTÓRIA DO MOVIMENTO NEGRO
Palestra ministra pelo Prof. Bene para os alunos da faculdade do Hospital Albert Eistein

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Vacinas contra COVID - Conheça as candidatas mais promissoras


Atualização em 25 de novembro

Manter-se atualizado com as últimas notícias sobre o coronavírus pode ser um desafio. Para ajudar a mantê-los informados, nós do Super Bate-Papo, com a orientação indispensável e essencial do professor Ricardo Santoro aqui mostramos as vacinas candidatas a coronavírus mais promissoras que existem.  


Usando materiais que vão desde vírus do resfriado enfraquecidos até fragmentos de código genético, cientistas em todo o mundo estão criando dezenas de vacinas candidatas exclusivas para combater o novo coronavírus - e estão fazendo isso em velocidades sem precedentes.
Não se sabe exatamente quando o vírus passou dos animais para os humanos e quando começou a se espalhar pelas fronteiras. Mas em menos de um ano desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou o mundo sobre um misterioso agrupamento de casos de pneumonia em Wuhan, China, pesquisadores em todo o mundo já desenvolveram mais de 200 vacinas candidatas diferentes para combater o coronavírus.
Segundo o Prof. Santoro, a maioria está em estágios pré-clínicos, o que significa que ainda estão sendo testadas em animais ou no laboratório, mas 48 delas estão sendo testadas em humanos. Um punhado dessas 48 chegaram a ensaios clínicos em estágio final e três já revelaram resultados promissores em ensaios em estágio final e se inscreveram para uso de emergência em populações de alto risco. As primeiras doses de uma vacina COVID-19 poderiam ser administradas a pessoas a partir do fim de dezembro no Brasil.
Os ensaios clínicos são divididos em três a quatro estágios, com os primeiros (fase 1 / fase 2) examinando a segurança, dosagem e possíveis efeitos colaterais e eficácia (como funciona bem no combate ao patógeno) da vacina candidata em um pequeno grupo de pessoas, segundo o Prof. Santoro. Ele disse que a chave para obter a aprovação de uma vacina candidata, no entanto, é mostrar resultados promissores no ensaio de fase 3 mais avançado. Nos testes de fase 3, os pesquisadores testam a eficácia da vacina, enquanto também monitoram as reações adversas em milhares de voluntários.


Santoro apontou a mais promissora dessas vacinas candidatas

ChAdOx1 nCoV-19

A vacina ChAdOx1 nCoV-19, popularmente conhecida como vacina Oxford, foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford e da AstraZeneca. A vacina candidata é 70% eficaz na prevenção de COVID-19 e pode ser 90% eficaz quando administrada na dose certa, anunciou a Universidade de Oxford em 23 de novembro. A vacina é administrada em duas doses, com 28 dias de intervalo e ainda está sendo testado em ensaios clínicos de fase 3 em todo o mundo, incluindo os EUA, Reino Unido e Brasil. A primeira análise desses ensaios em estágio final foi baseada em 131 participantes que desenvolveram COVID-19 após receberem a vacina ou o placebo. Naqueles que receberam duas doses completas, a vacina foi cerca de 62% eficaz na prevenção de COVID-19, mas naqueles que receberam primeiro meia dose e depois uma dose completa (esta dosagem não foi deliberada, mas o resultado de um erro de dosagem em testes iniciais), a vacina foi 90% eficaz, relatou a Live Science. No entanto, os dados ainda não foram divulgados ou revisados ​​por pares e, portanto, não está claro quantas pessoas receberam o placebo e quantas receberam a vacina. 

Nenhuma preocupação séria de segurança foi encontrada, e nenhum dos participantes que desenvolveu uma infecção após receber a vacina estiveram internados ou apresentavam doença grave, segundo o comunicado. Os testes foram pausados ​​duas vezes antes (isso é comum em testes clínicos) depois que dois participantes diferentes desenvolveram sintomas neurológicos, mas foram reiniciados quando os investigadores não encontraram uma ligação entre a vacina e os sintomas, de acordo com Vox


Outro participante do estudo, um médico de 28 anos no Brasil, morreu de complicações do COVID-19, mas a Universidade de Oxford não citou nenhuma preocupação de segurança nem o estudo foi interrompido, então é provável que ele tenha recebido um placebo e não a vacina em si, de acordo com a BBC.

A vacina é feita a partir de uma versão enfraquecida de um vírus do resfriado comum, chamado adenovírus, que infecta chimpanzés. Os pesquisadores alteraram geneticamente o vírus para que não pudesse se replicar em humanos e adicionaram genes para codificar as chamadas proteínas de pico que o coronavírus usa para infectar células humanas. Em tese, a vacina vai ensinar o corpo a reconhecer esses picos, para que, quando uma pessoa for exposta, o sistema imunológico consiga destruí-la, segundo o prof. Santoro.


Os pesquisadores testaram anteriormente esta vacina em macacos rhesus e descobriram que ela não evitou que os macacos se infectassem quando deliberadamente expostos ao coronavírus, mas os impediu de desenvolver pneumonia, sugerindo que era parcialmente protetora, de acordo com um estudo publicado em 13 de maio para o banco de dados de pré-impressão BioRxiv.

Em abril, os pesquisadores começaram a testar a vacina em pessoas e publicaram os primeiros resultados de seus estudos de fase 1 e fase 2 ainda em andamento em 20 de julho na revista The Lancet. A vacina não causou efeitos adversos graves nos participantes, mas provocou alguns efeitos colaterais leves, como dores musculares e calafrios. O Prof. Santoro explicou que o relatório apontou que "a vacina estimulou o sistema imunológico a produzir células T específicas para SARS-CoV-2 - [um grupo de glóbulos brancos importantes na luta contra patógenos] - e anticorpos neutralizantes, ou moléculas que pode se prender ao vírus e impedi-lo de infectar as células ".

A vacina Oxford mostrou respostas imunológicas semelhantes em pessoas com mais de 56 anos e entre 18 e 55 anos, e foi "melhor tolerada" em adultos mais velhos do que em adultos mais jovens, de acordo com os resultados da fase 2 publicados em 18 de novembro no jornal The Lancet. Esta análise baseou-se em 560 participantes, 240 deles com 70 anos ou mais.

mRNA-1273

Esta vacina candidata (mRNA-1273), desenvolvida pela empresa americana de biotecnologia Moderna e o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), foi a primeira a ser testada em humanos nos EUA. É também uma das primeiras a divulgar os primeiros resultados de seu teste de fase 3.

Uma análise dos primeiros dados, a empresa anunciou em 16 de novembro, sugeriu que a vacina da Moderna é 94,5% eficaz na proteção contra COVID-19. A análise foi baseada em 95 participantes do ensaio de fase 3 da Moderna que desenvolveram COVID-19; 90 deles receberam um placebo e cinco receberam a vacina. Além disso, 15 dos que desenvolveram COVID-19 eram pessoas com pelo menos 65 anos de idade e 20 eram de comunidades diversas. Entre os participantes, 11 tiveram casos graves de COVID-19, mas nenhum desses casos graves estava entre aqueles que receberam a vacina real.

A vacina da Moderna conta com uma tecnologia que não foi usada em nenhuma vacina aprovada até agora: um pedaço de material genético chamado RNA mensageiro (mRNA). O professor Santoro disse que as vacinas tradicionais são constituídas por vírus enfraquecidos ou inativos, ou proteínas desses vírus, para desencadear uma resposta imunológica; além disso, ele aponta que as vacinas de mRNA, por outro lado, são compostas de material genético que ensina as células a construir essas proteínas virais (no caso, a proteína spike do coronavírus). As vacinas tradicionais e de mRNA desencadeiam uma resposta imunológica no corpo de forma que, se uma pessoa for exposta naturalmente ao vírus, o corpo pode rapidamente reconhecê-lo e combatê-lo.


Essas vacinas de mRNA têm várias vantagens, incluindo serem mais rápidas e fáceis de fabricar do que as vacinas tradicionais, que podem levar tempo para se desenvolver porque os cientistas precisam cultivar e inativar patógenos inteiros ou suas proteínas, de acordo com a National Geographic. As vacinas de mRNA também podem ser mais duráveis contra patógenos que tendem a sofrer mutação, como coronavírus e vírus da gripe. No entanto, aponta Prof. Santoro, as vacinas de mRNA podem causar reações adversas no corpo; esses tipos de vacinas também têm problemas de estabilidade, quebrando muito rapidamente, o que pode limitar a força da imunidade.

As vacinas de mRNA demonstraram ser "uma alternativa promissora" às vacinas tradicionais, mas "sua aplicação tem sido até recentemente restringida pela instabilidade e ineficiência" na entrega ao corpo, um grupo de pesquisadores relatou em uma revisão de 2018 publicada na revista Nature Reviews Drug Discovery. "Os recentes avanços tecnológicos superaram amplamente esses problemas, e várias plataformas de vacinas de mRNA contra doenças infecciosas e vários tipos de câncer demonstraram resultados encorajadores em modelos animais e humanos."

Em 14 de julho, a Moderna publicou resultados iniciais promissores de um ensaio clínico de fase 1 com 45 participantes no The New England Journal of Medicine. Os participantes foram divididos em três grupos e receberam uma dose baixa, média ou alta da vacina. Depois de receber duas doses da vacina, todos os participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes em níveis acima da média daqueles encontrados em pacientes recuperados de COVID-19.

A vacina parecia segura e geralmente bem tolerada, de acordo com o Prof. Santoro, mas observa que mais da metade dos participantes teve alguns efeitos colaterais (semelhantes aos efeitos colaterais que podem acontecer com a vacina anual contra gripe), incluindo fadiga, calafrios, dor de cabeça dores musculares e no local da injeção. Alguns participantes nos grupos de dose média e alta tiveram febre após a segunda injeção. Uma pessoa que recebeu a dose mais alta teve febre "severa", náusea, tontura e um episódio de desmaio, de acordo com o relatório. Mas este participante se sentiu melhor depois de um dia e meio. Essas altas doses não serão administradas aos participantes dos próximos ensaios.

A Operação Warp Speed do governo deu à Moderna US $ 955 milhões para pesquisa e desenvolvimento de sua vacina. O teste de fase 3 da Moderna ainda está em andamento e a empresa espera produzir de 500 milhões a 1 bilhão de doses globalmente em 2021.


Ricardo Santoro, Biólogo e pesquisador envolvido com questões epidemiológicas foi entrevistado pelo programa SBP na rádio Cantareira sobre o assunto e deu respostas adicionais e dicas de como combater o vírus em áreas pobres do Brasil.
Clique no link abaixo para ouvir sua entrevista.


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