O desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi um marco histórico no Carnaval do Rio de Janeiro. Desde o início, o evento enfrentou desafios e críticas, mas superou todas as adversidades para se tornar um dos momentos mais significativos da folia.
Por Douglas Puodzius
Antes do Desfile: Debates e Tentativas de Impedimento
Antes mesmo de a escola de samba pisar na Marquês de Sapucaí, o desfile já era alvo de polêmicas. Políticos de oposição, liderados por figuras como Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, tentaram impugnar o evento, alegando propaganda eleitoral antecipada e uso indevido de recursos públicos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi acionado, mas a liminar foi negada, permitindo que o desfile prosseguisse normalmente .
Durante o Desfile: A Grandeza da Homenagem
O desfile foi grandioso e emocionante, com uma estrutura meticulosamente planejada. A comissão de frente, as alas e os carros alegóricos representaram a trajetória de Lula, desde sua infância até sua carreira política. A presença de artistas como Dira Paes, Paulo Vieira e Juliana Didone trouxe ainda mais brilho ao evento. A transmissão da Rede Globo, no entanto, foi criticada por não destacar adequadamente os momentos mais significativos do desfile, optando por comentários genéricos e evitando detalhes sobre a vida de Lula.
Repercussão Bolsonarista
A reação da oposição não tardou. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, criticou o desfile nas redes sociais, afirmando que "quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva". Flávio Bolsonaro anunciou ações judiciais contra o desfile, alegando abuso de poder político e uso indevido de recursos públicos .
O Desfile como Homenagem a um Herói Nacional
Apesar de todas as tentativas de descreditar o evento, o desfile da Acadêmicos de Niterói foi um sucesso. A homenagem a Lula foi justificada pela importância histórica do presidente, que representa a luta e a esperança de milhões de brasileiros. O Carnaval sempre foi um espaço para celebrar heróis e figuras históricas, e Lula, sem dúvida, é um dos maiores heróis brasileiros de todos os tempos. O desfile não só cumpriu seu papel de homenagear um líder, mas também mostrou a resiliência e a grandeza da cultura brasileira diante das adversidades.
Inexiste irregularidade eleitoral em desfile, afirma jurídico do PT
A concepção, desenvolvimento e execução do desfile ocorreram de forma autônoma pela agremiação carnavalesca, sem participação do PT ou de Lula

Nota do Jurídico do Partido dos Trabalhadores
O Partido dos Trabalhadores esclarece, diante de questionamentos públicos sobre o desfile carnavalesco que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que:
1. O enredo apresentado é manifestação típica da liberdade de expressão artística e cultural, plenamente assegurada pela Constituição Federal. A concepção, desenvolvimento e execução do desfile ocorreram de forma autônoma pela agremiação carnavalesca, sem participação, financiamento, coordenação ou qualquer ingerência do Partido dos Trabalhadores ou do presidente Lula;
2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral é firme no sentido de que manifestações políticas e culturais espontâneas de artistas constituem exercício legítimo da liberdade de expressão, inclusive em contextos eleitorais e em eventos públicos;
3. Nos termos do art. 36-A da Lei das Eleições, não configura propaganda eleitoral antecipada a mera exaltação de qualidades pessoais de agente político, sobretudo quando realizada por terceiros e sem pedido explícito de voto, elemento indispensável para caracterização de irregularidade eleitoral, inexistente no caso;
4. O Tribunal Superior Eleitoral já analisou as medidas judiciais apresentadas sobre o tema, indeferindo pedidos liminares. As demais iniciativas judiciais foram indeferidas;
5. À luz desses elementos, não há fundamento jurídico para qualquer discussão sobre inelegibilidade relacionada ao episódio;
6. O Partido dos Trabalhadores reafirma que atua em estrita observância à legislação eleitoral, tendo orientado previamente seus filiados e apoiadores quanto às regras aplicáveis ao período de pré-campanha.
O Partido reitera seu respeito às instituições e à Justiça Eleitoral, confiante na prevalência da Constituição, da liberdade artística e da segurança jurídica.
Brasília, 16 de fevereiro de 2026
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