quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

RACISMO E ‘LAWFARE’ NOS ESTADOS UNIDOS

Racism and Lawfare in the United States por Franklin Frederick

‘E a primeira coisa que a estrutura de poder dos EUA não quer é que os negros comecem a pensar internacionalmente.’  Malcolm X

Os EUA, com a cumplicidade das oligarquias locais, usou de   ‘lawfare’ para derrubar os governos de Manuel Zelaya em Honduras em 2009; de Fernando Lugo no Paraguai em 2012 e de Dima Rousseff no Brasil em 2016. O ‘lawfare’ também foi  utilizado pela perseguição política contra Christina Kirchner na Argentina, contra Rafael Correa no Equador e contra Lula no Brasil. O ‘lawfare’ tornou-se assim  o principal instrumento do Império para impedir o avanço das forças progressistas na América Latina. Antes de sua aplicação internacional, porém, o ‘lawfare’ foi amplamente utilizado pelos EUA na opressão e perseguição política de sua própria população negra em  luta por igualdade racial e direitos civis. Deste modo, a origem do ‘lawfare’ está intrínsecamente ligada ao racismo e à manutenção das hierarquias impostas pelo capitalismo. 

O escritor afro-americano Charles Chessnutt, no artigo ‘ Os Tribunais e o Negro’, publicado em 1908, já denunciava:

A função dos tribunais na organização da sociedade moderna é a de proteger os direitos- de mediar as disputas entre o homem e o homem ou entre o indivíduo e o Estado; e depois, pelo seu mandato, de pôr em marcha o braço do executivo para impedir ou punir um erro ou para fazer valer um direito. Obviamente, se este grande poder não for exercido corretamente, se for influenciado por preconceitos ou interesses de classe, não será feita justiça. (…) Em nenhuma parte da história da nossa jurisprudência, este poder dos tribunais foi exercido com mais força do que na questão dos direitos dos negros, e em nenhuma parte foi mais influenciado por preconceitos e interesses de classe’.

Com a libertação dos escravos ao fim da Guerra Civil nos EUA , a oligarquia derrotada dos estados do sul – a Confederação – rapidamente se organizou para impedir que através do voto os afro-americanos pudessem desafiar as hierarquias de poder, utilizando, por um lado, os diversos trinunais e a Suprema Corte – como denunciou Chessnutt na citação acima – em um ‘lawfare’ que


impedisse qualquer avanço na conquista de direitos e igualdade pelos afro-americanos. Por outro lado, as oligarquias também utilizaram amplamente o terror para manter os afro-americanos em permanente opressão e longe das urnas. O paralelo com  a atuação dos EUA na América Latina não poderia ser mais exato: aos linchamentos e à Ku Klux Klan correspondem os diversos esquadrões da morte dos regimes apoiados pelo Império: Somoza na Nicarágua, Pinochet no Chile, Stroessner no Paraguai e as ditaduras militares assassinas na Argentina e no Brasil, entre outros. Nos sul dos EUA ou na América Latina o objetivo é o mesmo: impedir os avanços sociais e qualquer mudança na hierarquia de poder que desafie o sistema capitalista. A estreita ligação entre o racismo e a exploração capitalista era um fato reconhecido nos EUA já no século XIX. Frederick Douglass, nascido escravo  por volta de 1818, autor autodidata que fugiu da escravidão e tornou-se talvez o  mais conhecido norte-americano de seu tempo, era um profundo analista da sociedade do seu tempo e, sem ter conhecido Marx,  escreveu:

Os donos de escravos, com uma astúcia própria, ao encorajar a inimizade entre os pobres, colocando o homem branco contra os negros, conseguem tornar o referido homem branco quase tão escravo quanto o próprio escravo negro. A diferença entre o escravo branco e o escravo negro é a seguinte: o último pertence a UM escravocrata e o primeiro pertence a TODOS os escravocratas, coletivamente. Tiram do escravo branco indiretamente aquilo que tiram diretamente e sem cerimonia do escravo negro. Ambos são saqueados e pelos mesmos saqueadores. O escravo negro é roubado, pelo seu senhor, de todos os seus ganhos além do que é necessário para a sua sobrevivência física; e o homem branco é roubado pelo sistema escravocrata dos justos resultados do seu trabalho, porque é lançado em competição com uma classe de trabalhadores que trabalham sem salário.

Frederick Douglass


Dando prosseguimento, no século XX, a esta análise de Frederick Douglass,  o intelectual afro-americano W.E.B. Du Bois escreveu em ‘Black Reconstruction’:

O trabalho negro tornou-se a pedra angular não só da estrutura social do Sul (dos EUA), mas também da manufactura e comércio do Norte (dos EUA), do sistema de fábricas inglês, do comércio europeu, da compra e venda em escala mundial; novas cidades foram construídas com base nos resultados do trabalho negro e um novo problema, envolvendo todo o trabalho, branco e negro, apareceu tanto na Europa como na América.(…)De facto, a situação da classe trabalhadora branca em todo o mundo é hoje diretamente ligada à escravatura negra na América, na qual se fundou o comércio e a indústria modernos, que persistiram em ameaçar a mão-de-obra livre até ser parcialmente derrubada em 1863. A casta de cor resultante, fundada e retida pelo capitalismo, foi adotada (…)  pelos trabalhadores  brancos, e resultou na subordinação do trabalho dos negros aos lucros dos brancos em todo o mundo.

O capitalismo não teria se desenvolvido sem a escravidão e por isso a luta contra o racismo é fundamentalmente também a luta contra o capitalismo. Não é surpreendente portanto que o ‘lawfare’ esteja  instrinsicamente ligado ao racismo.


Foi nos anos 60 do século XX nos EUA que as lutas das forças progressistas encarnadas nos movimentos afro-americanos pela igualdade racial e direitos civis atingiram o seu clímax. Somente nesse período caíram finalmente  as principais barreiras impostas pelo ‘lawfare’ ao avanço dos direitos civis dos afro-americanos, não sem muita luta e muito sangue derramados. Talvez nenhum outro grupo tenha sido mais atacado pela dupla vertente do poder hierárquico da ordem capitalista – ‘lawfare’  e terror violento – do que o partido ‘Pantera Negra’ – Black Panther Party. E através da história do Pantera Negra pode-se compreender muito melhor a história recente da América Latina e sua relação com o Império.

A mais completa história do Pantera Negra é possivelmente o livro ‘Black Against Empire – The History and Politics of the Black Panther Party’ (‘Negros Contra o Império – A História e a Política do Partido Pantera Negra’ numa tradução literal.) dos autores Joshua Bloom e Waldo E. Martin, Jr. Neste estudo os autores escreveram:

Os Panteras viam as comunidades negras nos Estados Unidos como uma colônia e a polícia como um exército de ocupação. Num ensaio fundador de 1967, Newton ( um dos fundadores do Black Panther) escreveu,'(…) ‘Há uma grande semelhança entre o exército de ocupação no Sudeste Asiático e a ocupação das nossas comunidades pela polícia racista’.”

(…) em 1970, o Partido tinha aberto escritórios em sessenta e oito cidades, de Wisconsin-Salem a Omaha e Seattle. O Partido Pantera Negra tinha-se tornado o centro de um movimento revolucionário nos Estados Unidos.(…)O diretor do FBI, J. Edgar Hoover, declarou, ‘O partido Pantera Negra representa a maior ameaça à segurança interna do país’.(…) O governo federal e as forças policiais locais de toda a nação responderam aos Panteras com uma campanha sem paralelo de repressão e vilipêndio. Eles alimentaram a imprensa com histórias difamatórias. Colocaram escutas telefónicas nos escritórios dos Panteras em todo o país. Contrataram dezenas de informantes para se infiltrarem nos capítulos dos Panteras.(…)Ao atacar os Panteras Negras como inimigos do estado, os agentes federais procuraram reprimir não só o Partido como organização, mas a possibilidade política que este representava’.


Sabe-se hoje muito mais sobre o papel do FBI na campanha contra o Pantera Negra e contra o movimento pelos direitos civis em geral. O livro de Nelson Blackstock ‘ COINTELPRO – The FBI’s Secret War on Political Freedom’ – (

 é a sigla em inglês para Programa de Contra – Inteligência – e o título deste livro em traduçáo livre seria :

Cointelpro – A luta secreta do FBI contra as liberdades políticas) – é uma excelente fonte de informações sobre este tema. Nesta obra o autor afirma:

‘Uma das coisas que transparecem claramente nos documentos do  Cointelpro é que o FBI reservou um ódio especial ao movimento de direitos civis dos negros.’

 Noam Chomsky, que escreveu a introdução ao livro, explica que a função do FBI era de:

‘Bloquear a atividade política legal que se afaste da ortodoxia, confundir a oposição à política estatal, minar o movimento de direitos civis.’

Desta forma, ainda nas palavras de Chomsky, era previsível que ‘os programas de ruptura mais sérios do FBI foram os dirigidos contra os Nacionalistas Negros.(…) Talvez a história mais chocante diga respeito ao assassinato de Fred Hampton e Mark Clark pela polícia de Chicago, dirigido pelo escritório do procurador do estado em dezembro de 1969, em uma batida policial antes do amanhecer em um apartamento de Chicago. Hampton, um dos líderes mais promissores do partido Pantera Negra – particularmente perigoso por causa de sua oposição a atos  ou a retórica violentos e seu sucesso na organização comunitária – foi morto na cama.(…)há agora provas substanciais do envolvimento direto do FBI neste assassinato político ao estilo da gestapo.’

Não é uma coincidência que a operação Lava Jato e o Promotor Deltan Dallagnol no Brasil tenha se aliado justamente ao FBI  em seus esforços para criminalizar o ex-Presidente Lula e o PT. As campanha de difamação e criminalização contra o partido Pantera Negra e contra o PT têm muito em comum.

Um dos principais programas do Pantera Negra era a distribuição de alimentos às comunidades pobres afro-americanas, principalmente às crianças. O partido também distribuia  roupas e organizava cuidados médicos. Alguns dos centros onde o Partido distribuia café da manhã para as crianças sofreram ataques com bombas, tamanha a violência da reação da hierarquia de poder branca e capitalista ao desafio colocado pelos Panteras. Alguns líderes do partido foram assassinados, outros colocados na prisão. Como mencionado, a repressão ao Pantera Negra na dupla vertente ‘lawfare’ e terror violento foi sem precedentes mas não sem paralelos: a repressão do Império aos movimentos sociais e partidos políticos de esquerda na América Latina é semelhante e motivada pelas mesmas razões. A frase fundamental na citação acima expõe com toda a clareza o principal objetivo do Império e de seus cúmplices na América Latina:  ‘ Ao atacar os Panteras Negras – ou  Lula, o PT, Evo Morales, Rafael Correa, Christina Kirchner, Hugo Chávez, Nicolás Maduro – os agentes federais (dos EUA) procuraram reprimir não só o Partido como organização, mas a possibilidade política que este representava.’ 

Ronald Reagan levou adiante a guerra da hierarquia do poder capitalista contra as forças sociais progressistas. Em um outro estudo importante sobre o racismo estrutural nos EUA e sua relação com as políticas de segurança e repressão – Incarcerating the Crisis ( ‘Aprisionando a crise’ em uma traduçâo literal) – o autor Jordan T. Camp escreveu:

O triunfo do Reaganismo marcou a consolidação de um regime racial e de segurança, um regime neoliberal que tomou forma com as operações durante a Guerra Fria contra o movimento de direitos civis. (Reagan) enviou uma mensagem aos brancos de que seus problemas econômicos tinham sido causados por pessoas de cor que ganharam acesso ao salário social durante o movimento de direitos civis. (…) Estas narrativas neoliberais definiram o comportamento dos desempregados e os  programas sociais como as principais fontes de insegurança econômica. (…) A estratégia de Reagan foi de redirecionar os recursos para longe dos investimentos no setor público e para um orçamento ampliado para o Estado neoliberal de segurança carcerária. (…) Com a eleição de Reagan, os  neoliberais conseguiram capturar o poder do Estado e legitimar seu governo de classe através de apelos à segurança. Em seus dois primeiros anos na Casa Branca, Reagan dobrou o orçamento do FBI e aumentou o orçamento do Departamento Federal de Prisões – Federal Bureau of Prisons – em 30%. O discurso de segurança foi empregado como a principal justificativa para a reestruturação da forma do Estado. Muito semelhante à legitimação pelo Estado Americano do aumento de despesas para medidas agressivas de contrainsurgência na América Central e no apartheid da África do Sul nos anos 80. (…) No início dos anos 80, os Estados Unidos prenderam 420.000 pessoas em prisões federais e estaduais. Durante a próxima década, o número de prisioneiros aumentaria mais de 64% em todo o país.(…) A população carcerária cresceu de duzentas mil pessoas no final dos anos 60 para mais de 2,4 milhões de pessoas nos anos 2000. Atualmente (2016), um em cada trinta e cinco, ou 6,9 milhões de adultos nos Estados Unidos, está na cadeia ou em liberdade condicional. O aumento dos gastos com encarceramento ocorreu juntamente com a redução dos gastos com educação pública, transporte, assistência médica e emprego no setor público. A expansão das prisões coincidiu com uma mudança na composição racial dos presos, passando da maioria branca para quase 70% de pessoas de cor. Os desempregados, os subempregados e os pobres negros e latinos  têm sido desproporcionalmente encarcerados. Com a maior taxa de encarceramento do planeta, os Estados Unidos atualmente encarceram os negros em proporções mais altas do que a África do Sul antes do fim do Apartheid. Todos estes números apontam para uma colisão de raça, classe e poder de Estado carceral sem precedentes históricos, mas certamente não sem explicação histórica.”. 


Este redirecionamento do Estado realizado pelo Governo Reagan ainda é o principal objetivo político das oligarquias da América Latina, com forte resistência dos movimentos sociais e partidos de esquerda. As eleições de Hugo Chavez, Lula, Evo Morales, Rafael Correa e  Christina Kirchner foram respostas à tentativa do Império de promover o ‘encarceramento’ da América Latina. 

O neoliberalismo, que nasceu como uma reação política às ‘concessões’ do capitalismo ao ‘welfare state’, acabou tornando-se também  uma reação contra as conquistas civilizatórias dos anos 60 do século XX. Daí o retorno do racismo mais virulento, dos ataques aos direitos obtidos pelas mulheres e pelos homossexuais. A manutenção da hierarquia capitalista em seu estágio neoliberal depende fundalmentalmente da parcela mais reacionária da população. E o neoliberalismo, por outro lado, tenta reproduzir e manter essas forças sociais. 


A citação de Malcolm X que utilizei no início deste texto define o programa político fundamental de nosso tempo: a internacionalização da luta contra o racismo é também a construção da luta internacional contra o capitalismo e suas hierarquias de poder.

Franklin Frederick

AINDA HÁ QUEM SE DIGA PROGRESSISTA INSISTINDO: A CULPA É DO POVO! VENHA PARA O DEBATE!

A CULPA DO POVO (II)

UM DIÁLOGO ÚTIL ACERCA DE ELOCUBRAÇÕES INÚTEIS A RESPEITO DO POVO VOMITADAS POR SUPOSTOS PROGRESSISTAS

Itália violará o Tratado sobre a Abolição e Não Proliferação de Armas Nucleares

A Bomba está pronta e, brevemente, entra na Itália

por Manlio Dinucci


Um vídeo, divulgado, em 23 de Novembro, pelos Sandia National Laboratories, mostra um caça F-35A dos EUA que,voando a velocidade supersónica, a uma altitude de 3.000 metros, lança uma bomba nuclear B61-12 (equipada para o ensaio, com uma ogiva não nuclear). A bomba não cai verticalmente, mas está a planar, até que na cauda se acendam os projeteis que lhe imprimem um movimento de rotação e a B61-12 (guiada por um sistema de satélite) dirige-se para o alvo, que atinge 42 segundos após o lançamento.

O teste foi realizado em 25 de Agosto,do corrente, no polígono de Tonopah, no deserto do Nevada. Um comunicado oficial confirma o seu êxito completo: trata-se do ensaio de um verdadeiro ataque nuclear que o caça efetua a velocidade supersónica e em atitude furtiva (com as bombas nucleares  internas) para penetrar nas defesas inimigas.

A B61-12 tem uma ogiva nuclear com quatro opções de potência selecionáveis ​​no momento do lançamento, dependendo do alvo a atingir.  Tem a capacidade de penetrar no subsolo, explodindo em profundidade para destruir os bunkers do centro de comando e outras estruturas subterrâneas.



O programa do Pentágono prevê a construção de cerca de 500 bombas B61-12 para uso nuclear, com um custo estimado de cerca de 10 biliões de dólares (portanto, cada bomba custará o dobro do que custaria se fosse construída inteiramente de ouro). Foi anunciado oficialmente que a produção em série da nova bomba nuclear começará no ano fiscal de 2022, que começa em 1 de Outubro de 2021 (ou seja, dentro de onze meses).

Não se sabe quantas bombas B61-12, a fim de alcançar a Rússia, Irã e China, serão instaladas pelos EUA na Itália, na Alemanha, na Bélgica e na Holanda para substituir as B61 cujo número efetivo é secreto. Fotos de satélite mostram que foram efetuados trabalhos de reestruturação nas bases de Aviano e Ghedi, em preparação para a chegada das novas bombas nucleares, com as quais serão armados os F-35A da US Air Force e, sob comando USA, os da Força Aérea Italiana.

É facilmente previsível, quando os F-35A prontos para um ataque nuclear com a bomba B61-12 forem instalados no seu território, em que situação se encontrará a Itália. Como base avançada da instalação nuclear USA na Europa, dirigida principalmente contra a Rússia, a Itália encontrar-se-á numa situação ainda mais perigosa. Dependerá ainda mais do que antes, das decisões estratégicas tomadas em Washington, que comportam escolhas políticas e economicas que prejudicam soberania e os verdadeiros interesses italianos.

Terá de aumentar a despesa militar da quantia atual de 26 para 36 bilhões de euros por ano, aos quais se adicionarão, de acordo com os planos, mais 60 bilhões atribuídos para fins militares pelo Ministério do Desenvolvimento Economico e retirados (mais juros) do Fundo de Recuperação. A Itália violará ainda mais do que antes, o Tratado de Não Proliferação, ao qual aderiu em 1975, comprometendo-se a “não receber armas nucleares de quem quer que seja, nem controlar essas armas, directa ou indirectamente”.

Rejeitará ainda mais o recente Tratado da ONU sobre a abolição de armas nucleares, que estabelece: “Qualquer Estado Parte que tenha armas nucleares no seu território, pertencentes ou controladas por outro Estado, deve assegurar a rápida remoção dessas armas”.



Para lançar uma pedra nas águas estagnadas de um parlamento que nada diz sobre todo este assunto, a Distinta Deputada Sara Cunial (Grupo Misto) apresentou uma pergunta com resposta escrita ao Primeiro Ministro e aos Ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros. Depois de explicados os fatos acima supracitados, a questão passa a ser:

  • “Se o governo pretende respeitar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, ratificado pela Itália em 1975;
  • se pretende assinar e ratificar ONU sobre a Abolição das Armas Nucleares, que entra em vigor em 2021;
  • se pretende assegurar, com base no que estabelecem esses tratados, que os Estados Unidos retirem imediatamente qualquer arma nuclear do território italiano e se abstenham de instalar nele as novas bombas B61-12 e outras armas nucleares ”.

Enquanto esperamos ler a resposta do Governo, os Estados Unidos fazem os últimos testes da Bomba, que virão colocar sob os nossos pés.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

CHAVISMO VENCE ELEIÇÕES E OEA CLAMA POR GOLPE A LA BOLIVIA




A aliança oficial venezuelana do Grande Pólo Patriótico (GPP), que inclui todas as forças chavistas, lideradas pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) de Nicolás Maduro, venceu as eleições legislativas deste domingo com 67,6 % dos votos , quando 82,35% dos votos foram apurados, conforme reportado segunda-feira pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Na Venezuela, 29.622 assembleias de voto foram instaladas em 14.221 centros de votação, distribuídos em 87 círculos eleitorais em todo o país, e permaneceram ativas até as sete da noite, por decisão do Conselho Nacional Eleitoral, que prorrogou os votos por mais uma hora; Como todos os atores nas eleições cumprimentaram, incluindo a oposição, disse Telesur.

“A aliança formada pelo Grande Pólo Patriótico [Chavista] tem até agora 4 milhões 276 mil 926 votos para 69,43 por cento; 
A aliança formada por Acción Democrática, Copei, Cambiemos, El Cambio e Avanzada Progresista tem 1 milhão 95 mil 170 votos por 17,72 por cento; Venezuela Unida, Primero Venezuela e Voluntad Popular Activistas adicionaram 259 mil 450 votos por 4,15 por cento; o Partido Comunista da Venezuela (PCV), totaliza 168 mil 743 votos por 2,7 por cento. O que representa 30,5 por cento dos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais deste processo eleitoral.

Durante o discurso à imprensa após a emissão do seu voto, o dirigente qualificou a gestão da Assembleia Nacional, nas mãos da oposição, como "desastrosa" porque "trouxe a praga das sanções". Após as eleições, o órgão será reconfigurado no dia 5 de janeiro
O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, disse que a democracia de seu país «é a mais examinada do mundo, porém, não há nada a temer», disse, em meio a um dia que transcorreu com tranquilidade, além dos apelos do setor extremista da oposição para não votar. O intelectual argentino Atilio Borón afirmou: «Espero que os governos que se autodenominam “progres”(progressistas) da América Latina reconheçam a legitimidade desta eleição e de seus resultados, e acabem com seus ataques contra a Venezuela, obedecendo aos mandatos de Trump e seus pistoleiros».

OEA TENTA REPETIR O GOLPE BOLIVIANO

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma resolução rejeitando as recentes eleições parlamentares na Venezuela, que segundo o texto consolidam o país como "uma ditadura".
O governo de Maduro retirou-se da OEA em abril de 2019 e a cadeira do país na organização é ocupada por Gustavo Tarre, nomeado pela maioria da oposição na Assembleia Nacional.

sábado, 12 de dezembro de 2020

A Nota de Stalin de 1952 para derrubar o muro de Berlin

Reunificação em 3 de outubro de 1990

A Nota de Stalin, também conhecida como Nota de Março, foi um documento entregue aos representantes das potências aliadas ocidentais (Reino Unido, França e Estados Unidos) para a reunificação e neutralização da Alemanha durante a ocupação soviética na Alemanha em 10 de março de 1952

Líder soviético Joseph Stalin apresentou uma proposta de reunificação e neutralização da Alemanha, sem condições de política econômica e com garantias para "os direitos do homem e as liberdades básicas, incluindo liberdade de expressão, imprensa, religião, convicção política e reunião" e a livre atividade dos partidos e organizações democráticas. Este documento tem sido uma fonte de controvérsia desde então, colocando aqueles que o veem como uma manobra insincera contra aqueles que argumentam que foi uma oportunidade perdida para a unificação alemã


Documentos desclassificados dos antigos arquivos soviéticos, publicados pela primeira vez em tradução alemã em 2007 no livro
 Stalins großer Bluff, permitem que os estudiosos reconstruam de forma detalhada a preparação da nota e examinem se Stalin estava realmente pronto para sacrificar a RDA e reunificar Alemanha.

O chanceler Konrad Adenauer e os aliados ocidentais da época pintaram a jogada de Stalin como uma ação agressiva que tentava impedir a reintegração da Alemanha Ocidental. No entanto, depois houve debates sobre se a chance de reunificação foi perdida. Seis anos após a troca, dois ministros alemães, Thomas Dehler e Gustav Heinemann, culparam Adenauer por não ter explorado a chance de reunificação.

Fundo político

A nota foi escrita após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida no que se tornou uma Zona Ocidental e uma Zona Oriental. Em 1949, a Alemanha tinha uma democracia parlamentar no Ocidente, chamada de República Federal da Alemanha (RFA - nativamente BRD, comumente "Alemanha Ocidental") e um estado comunista no Oriente, chamado de República Democrática Alemã (RDA - nativamente DDR comumente "Alemanha Oriental").5Oportunidades de reunificação dessas duas metades pareciam improváveis do ponto de vista ocidental. Nesse ponto da história, a Alemanha ainda não havia assinado um tratado de paz para a Segunda Guerra Mundial por causa da animosidade entre as três potências ocidentais e a União Soviética. Não assinaria um até o Acordo Dois Mais Quatro em 1990.

O Comando Supremo das Potências Aliadas (SCAP) ficou preocupado que uma economia japonesa fraca aumentasse a influência do movimento comunista doméstico, e com uma vitória comunista na guerra civil da China cada vez mais provável, o futuro capitalista do Leste Asiático parecia estar em jogo. Em casa, Truman assinou o Documento 68 do Conselho de Segurança Nacional (NSC-68) em abril de 1950, delineando as justificativas dos EUA para um rápido e massivo aumento militar dos EUA, incluindo a busca por um aumento significativo de seus recursos nucleares militares.7No exterior, as políticas de ocupação para enfrentar o enfraquecimento da economia variaram de reformas tributárias a medidas destinadas a controlar a inflação. No entanto, o problema mais sério era a escassez de matéria-prima necessária para alimentar as indústrias e mercados japoneses de produtos acabados. Uma guerra com a Coréia fornece ao SCAP apenas a oportunidade de que precisava para resolver este problema, levando alguns oficiais da ocupação a sugerir que, “a Guerra da Coreia nos salva”.

No início de 1950, os Estados Unidos iniciaram negociações para um tratado de paz com o Japão e estendeu seus compromissos de segurança a duas nações do Nordeste da Ásia - a República da Coréia e o Japão. O SCAP considerou o futuro político e econômico do Japão firmemente estabelecido e começou a assegurar um tratado de paz formal para encerrar a guerra e a ocupação. A percepção dos EUA sobre as ameaças internacionais mudou tão profundamente nos anos entre 1945 e 1950 que a ideia de um Japão armado e militante não alarmava mais as autoridades americanas; em vez disso, a ameaça real parecia ser o avanço do comunismo, especialmente na Ásia. O acordo final permitiu aos Estados Unidos manter suas bases em Okinawa e em outras partes do Japão, e o governo dos EUA prometeu ao Japão um pacto de segurança bilateral.


Os esforços dos EUA para a invasão aceleraram as tentativas do Departamento de Estado de restaurar o Japão a uma posição internacional respeitada e fazer desse país um próspero aliado dos Estados Unidos. Negociado principalmente por John Foster Dulles em 1950 e 1951, o Tratado de São Francisco pôs fim ao estado de guerra entre o Japão e todos concluíram a ocupação americana, isentando os japoneses de reparações pela guerra. A maioria das nações aliadas da União Soviética recusou-se a assinar. O Departamento de Estado sob o Secretário Dean Acheson firmou uma série de acordos para construir uma presença americana permanente na região e apoiar essas duas nações contra a China e a União Soviética e atacar Coreia do Norte,
criando alianças que duraram até hoje.

Dulles (à esquerda) dá conselhos
a Eisenhower em 1957

Isso pode ter influenciado a decisão de Stalin de apoiar a Coreia do Norte; entretanto, essa alegada influência não foi comprovada. A Guerra da Coréia (1950–1953) formou uma fenda mais profunda na Guerra Fria.

Nas discussões sobre a reunificação, a Alemanha Oriental enfatizou a importância de um tratado de paz coordenado pelos EUA, enquanto a Alemanha Ocidental se concentrou na importância de eleições livres para toda a Alemanha. O chanceler Adenauer não acreditava que a reunificação fosse possível. Ele e sua administração seguiram um curso que aliou a RFA ao Bloco Ocidental, principalmente em relação à política militar. 

Especificamente, Adenauer achava que a RFA deveria manter um exército nacional, que poderia ser integrado a uma força militar maior da Europa Ocidental. Em 15 de setembro de 1951, o governo da Alemanha Oriental ofereceu-se para discutir a realização de eleições em uma reunião com a Alemanha Ocidental. No entanto, o governo da Alemanha Ocidental recusou-se a negociar com o SED porque isso significaria o reconhecimento real da Alemanha Oriental como um país igual. Um Tratado da Comunidade Europeia de Defesa foi assinado em maio de 1952, após a rejeição da nota de Stalin. 

O projeto EDC - e com ele o Exército Europeu - entrou em colapso quando o parlamento francês não conseguiu ratificar o tratado em 30 de agosto de 1954. Em 1951, várias leis foram aprovadas encerrando a desnazificação.

Como resultado, muitas pessoas com um passado nazista acabaram novamente no aparato político da Alemanha Ocidental. O presidente da Alemanha Ocidental, Walter Scheel, e o chanceler, Kurt Georg Kiesinger, eram ex-membros do Partido Nazista. Em 1957, 77% dos altos funcionários do Ministério da Justiça da Alemanha Ocidental eram ex-membros do Partido Nazista. O secretário de Estado de Konrad Adenauer, Hans Globke, havia desempenhado um papel importante na elaboração das antissemitas leis de Nuremberg na Alemanha nazista.

A NOTA

Em 10 de março de 1952, Andrei Gromyko deu uma nota diplomática sobre a solução do "problema alemão" aos representantes dos três ocupantes ocidentais (Estados Unidos, Grã-Bretanha e França) e convocou uma conferência de quatro potências. A nota incluiu os seguintes pontos:

  • Um tratado de paz com todos os participantes da guerra com a Alemanha deve ser negociado com um único governo alemão unido. Os Aliados devem concordar com a formação deste governo.
  • A Alemanha seria restabelecida como um estado unido dentro dos limites estabelecidos pelas disposições da Conferência de Potsdam.
  • Todas as forças de ocupação deveriam ser retiradas dentro de um ano após a data em que o tratado entrou em vigor.
  • A Alemanha teria direitos democráticos, como liberdade de reunião, liberdade de imprensa e liberdade de um sistema multipartidário (sem eleições livres - colegio eleitoral), inclusive para ex-membros do partido nazista nas forças armadas alemãs, com exceção de aqueles que estão sob processo criminal.
  • A Alemanha deveria se tornar oficialmente neutra e não entrar em nenhum tipo de coalizão ou aliança militar dirigida contra qualquer um dos países cujas forças militares haviam participado da guerra contra ela.
  • A Alemanha teria acesso aos mercados mundiais e não haveria restrições a esses mercados.
  • A Alemanha foi autorizada a ter forças armadas nacionais para sua própria defesa e a fabricar munições para essas forças.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

DEMBA BA O CRAQUE! COMO SE DIZ: ACABOU COM O JOGO! DEMBA 10 X RACISTAS 0

BEMBA BA É O MAIOR DO MUNDO DE TODOS OS TEMPOS. 
QUEM FORAM MARADONA E PELÉ PERTO DO CARA
QUE PAROU UM JOGO E PEITOU A UEFA?

O jogo do PSG, dos craques Neymar Jr. e M’Bappé, contra o Istambul Basaksehir seguia para o que parecia ser um triunfo fácil do time francês recheado de estrelas internacionais.



Aos treze minutos de jogo, jogadores reservas e comissão técnica do time turco reclamaram de uma falta marcada pelo árbitro romeno cometida pelo lateral brasileiro Rafael, que recebeu pelo lance um cartão amarelo. Pelas imagens a impressão é que foi aquele tipo de reclamação normal que ocorre em todas as partidas. Se o juiz fosse expulsar alguém sempre que há reclamações desse tipo, não haveria reservas ou comissão técnica em campo após dez minutos de jogo!

Ocorre, que segundo testemunhos, o quarto árbitro Sebastian Coltescum, muito cioso de sua “otoridade” (como diria o inesquecível Odorico Paraguaçu), apontou para o camaronense Pierre Webó, membro da comissão técnica do Istambul, chamando-o de “aquele cara preto” e relatou ao árbitro principal que ele estava gritando. No que foi prontamente expulso, gerando a revolta dos jogadores da equipe turca, capitaneados pelo francês Demba Ba, que estava no banco de reservas e liderou a saída do time de campo.

Ressalte-se a atitude digna de Neymar e M’Bappé, negros e jogadores do PSG, que não tinham nada com a história, mas num golaço poucas vezes visto tanto dentro quanto fora das quatro linhas, declararam que não jogariam se o juiz racista romeno permanecesse. Resultado: Partida paralisada, adiada para o dia seguinte, com outra equipe de arbitragem. Com a anuência das duas equipes!

O esporte mais popular no mundo de hoje continua a ser a passação de pano. Mais popular do que o futebol, o rúgbi, o basquete ou a fórmula 1. Se duvidam, leiam os comentários nos jornais e na internet. Os “pobres brancos oprimidos” choramingam que agora tudo é racismo!

Como observou muito bem Demba Ba, se fosse um jogador branco, o quarto árbitro teria se referido a Webó como “aquele cara branco”? Aliás, o quarto árbitro nem teria ligado para ele. Mas Monsieur Webó abusou! Onde já se viu um negro que fala alto contra uma autoridade branca? E como se não bastassem todos esses acintes dessa gente “diferenciada” que não sabe o seu lugar, o cara ainda é camaronês. Ou seja, africano! É muita audácia! E além de tudo tem a coragem de fazer parte da comissão técnica de uma equipe que disputa a veneranda Champions League.

Nós, aqui no Brasil, sabemos que preto pode até jogar bola, mas nada de ser técnico, dirigente, juiz ou... Goleiro! Cada um na sua, certo? Porque o importante, como dizia Gerson, é levar vantagem em tudo! (Alguém ainda se lembra da famigerada lei de Gérson?).

Demba Ba é para mim a partir da data da partida, 8 de dezembro de 2020, o melhor jogador do mundo de todos os tempos. Seguido de perto por M’Bappé e Neymar. Sim, Neymar, o bobão, o cai-cai, o filhinho de papai. Ora, se os pseudos esquerdistas, analfabetos das questões futebolísticas, julgam Dieguito melhor do que Pelé por suas supostas crenças esquerdistas, eu declaro por meio dessa Demba Ba o melhor de todos. Pois os meus critérios de agora em diante são a coragem para peitar autoridades brancas e a luta contra o racismo.

E tenho dito!

Em tempo: #forabozofascista #mariellefrancovive

ABAIXO O RACISMO E OS PASSADORES DE PANO!

QUER VACINA? VAI PRA CUBA! LÁ TEM DUAS: A CUBAN SOBERANA E A FINLAY-FR-1A!


O BRASIL SEGUE VITIMA DE UM GENOCIDA NO PODER

Falta de estratégia nacional pode prejudicar vacinação no Brasil


Por 


Na semana passada o Ministério da Saúde apresentou um incompleto plano de vacinação contra a Covid-19. De acordo com ele, a vacinação aqui começaria somente em março de 2021 e apenas com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Vacinas adiantadas como as da Pfizer e a da Sinovac, desenvolvida com apoio do Instituto Butantan, ficaram de fora.

O plano foi bastante criticado. E agora o Ministério da Saúde afirma que está em negociação para a compra de 70 milhões de doses com a Pfizer. O acordo pode ser fechado ainda nesta semana, mas o governo não informou em que mês de 2021 todas as doses estariam disponíveis, nem quanto irão custar. Todas as vacinas até agora são de duas doses por pessoa.


Para a médica e pesquisadora do Instituto Sabin de Vacinas Denise Garrett, que trabalhou mais de de 20 anos no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, um país do tamanho do Brasil deve investir em vários tipos de vacinas. “É realmente lamentável o que está acontecendo. O Brasil deveria correr atrás de acordos. Não existe isso de que o Brasil não tem infraestrutura. O Brasil é um país de recursos. A vacina da Moderna é para ficar armazenada em -20 graus, não é nenhum absurdo. A da Pfizer é -70 graus. Pode não funcionar para o interior do Amazonas, mas é possível em muitas capitais”, diz.
O tema mais polêmico é a não inclusão da vacina da Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, rechaçada pelo presidente Bolsonaro e apoiadores como a “vacina chinesa”. Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Instituto Aggeu Magalhães Rafael Dhalia questiona se os critérios são políticos ou científicos. “Das 26 vacinas oferecidas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) mais da metade são produzidas pela Fiocruz e o Instituto Butantan. São duas instituições centenárias e bastante respeitadas. Não há motivos para considerar apenas uma delas como fornecedora”, diz Dhalia, lembrando que tanto a vacina da Sinovac quanto a de Oxford ainda precisam passar pelo processo de aprovação pelas agências reguladoras.


Vacina cubana complementará estudos no exterior



Os estudos de eficácia dos candidatos cubanos Sovereign 01 e 02 contra COVID-19 podem ser complementados com estudos a serem realizados no exterior, disseram os líderes do projeto do Finlay Vaccine Institute (IFV)

Os estudos de eficácia dos candidatos Cuban Sovereign 01 e 02 contra COVID-19 podem ser complementados com estudos a serem realizados no exterior, disseram os líderes do projeto do Finlay Vaccine Institute (IFV).

Em declarações exclusivas à Prensa Latina, o diretor do IFV, Doutor em Ciências Vicente Vérez, disse que está prevista a continuação para a Fase II dos estudos clínicos, inicialmente com uma das fórmulas do Sovereign 02.

A seguir, será realizada a Fase III para avaliar a eficácia da vacina anti-COVID-19 em Cuba e no exterior, afirmou.

Referindo-se à primeira vacina candidata contra COVID-19, a Soberana 01, ele especificou que deve concluir seu ensaio clínico de Fase I antes do final de 2020.

Após essa etapa, será definido qual de suas cinco formulações será aprovada para avançar mais rapidamente para a Fase II, a partir de janeiro de 2021, disse Vérez.

No caso do Soberana 02, explica o cientista, os tempos de decisão são menores. Neste momento, é feita a avaliação de 14 dias após a primeira dose ser inoculada, e esperamos que o órgão regulador autorize o início da Fase II, ainda antes do final do ano.

A este respeito, o subdiretor do referido instituto, Lic. Yury Valdés Balbín, indicou que, uma vez iniciada a Fase II, para a qual já foi feito o pedido de autorização ao Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos, a Fase III.

Como os testes requerem cenários diferentes em termos de formas de contágio e cargas de exposição ao vírus, já estão desenhando como fazê-los em Cuba, apesar da baixa incidência. A estratégia também prevê um ensaio de eficácia em outros países com alta incidência da doença

Fonte: Prensa Latina



Dois meses depois de anunciar a primeira vacina contra a Covid

Cuba divulga segundo ensaio de vacina contra o vírus


O Registro Público de Ensaios Clínicos de Cuba acaba de publicar neste domingo um estudo de uma nova vacina contra a Covid-19, oficialmente chamada de “FINLAY-FR-1A”. É a segunda vacina candidata do país na luta global contra a pandemia, dois meses depois do anúncio da vacina “Soberana”.

No momento, as informações são bastante preliminares e o novo ensaio clínico visa “avaliar a segurança, a reatogenicidade e explorar a imunogenicidade de diferentes formulações dos Candidatos à Vacina Profilática contra SARS-CoV-2, FINLAY-FR-1 e FINLAY. -FR-1A “.

Mais uma vez, o Finlay Vaccine Institute de Havana é a instituição que registra essa nova vacina candidata, com o anúncio de um estudo de fase I (avaliação da segurança da formulação). Segundo as informações publicadas no site do Registro Cubano de Ensaios Clínicos, esta fase I do estudo será realizada entre 19 de outubro e 9 de novembro, na qual participarão três grupos.

Um deles receberia o anunciado SOVEREIGN 01, em altas doses, em duas ocasiões com 28 dias de intervalo; enquanto a nova vacina candidata seria aplicada em dois outros grupos que a receberão, respectivamente em altas e baixas doses, com intervalo de 28 dias no caso do primeiro, e uma terceira aplicação no dia 56 do último grupo.

A administração da nova vacina candidata experimental deve ser “segura, admitindo não mais do que 5 por cento dos indivíduos com eventos adversos graves (EAGs) com uma relação causal consistente com a vacinação”, de acordo com o anúncio.

Esta seria a segunda vacina candidata de Cuba na luta global contra a Covid-19. O primeiro, SOBERANA 01, foi apresentado em agosto passado e está nas fases I e II de ensaios clínicos com pouco mais de 700 voluntários, processo que passou sem eventos adversos.

No dia 15 de outubro, o site da Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha a corrida mundial por vacinas, registrou 42 vacinas candidatas, entre elas a SOBERANA 01, a única de um país da América Latina e Caribe.

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