sábado, 24 de outubro de 2020

PELÉ/80 - Esqueçam Messi, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho, Neymar e Ronaldo Fenômeno!


Nunca gostei do “rei” Pelé como pessoa. Sempre se curvou ou bajulou os poderosos, o tempo todo se omitiu sobre o racismo brasileiro, aderindo ao discurso mainstream de que o problema no Brasil era “social”. Não bastasse tudo isso ainda bajulou figuras repugnantes da ditadura brasileira e beijou a mão de tiranos de vários países.

Mas atletas são pessoas de carne e osso. Muitas vezes queremos que eles sejam gênios da raça e nos ofereçam mais do que seus gols, suas cestas, seus socos. Atletas são frequentemente autocentrados, arrogantes, individualistas e muitas vezes, egoístas, no sentido literal da palavra, ou seja, voltados para o próprio ego.

Maradona é admirado por muitos progressistas, mas bajulou o presidente Menem e a direita peronista da Argentina e nunca se posicionou quando jovem contra a ditadura em seu país. Não obstante, foi um gênio com a bola nos pés. Inferior a Pelé – como todos os outros! - mais ainda assim um gênio.

Poderíamos citar ainda os também geniais Franz Beckenbauer e Michel Platini, ases dentro das quatro linhas, mas chegados a negócios escusos fora delas quando foram dirigentes esportivos.

Enfim, Pelé não foi perfeito, talvez nem tenha sido uma boa pessoa. Não sei. Nunca o conheci. Mas o assisti dentro das quatro linhas. Desculpem, crianças. Esqueçam Messi, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho, Neymar e Ronaldo Fenômeno. Todos esses são ou foram craques inegáveis. Pelé não. Pelé foi um gênio.

Como todos as grandes figuras do esporte, Pelé conseguiu aliar uma capacidade física extraordinária a uma técnica quase sobrenatural. Possuía velocidade, arranque, impulsão e um controle quase sobre-humano da bola. Era capaz de arremates violentos tanto de direita quanto de esquerda, embora fosse destro, era um exímio cabeceador, grande cobrador de faltas e pênaltis e escondia a bola com seus dribles desconcertantes. Que eram sempre em direção ao gol, objetivos, sem firulas, enfeites ou tentativas de menosprezar o adversário.

Em comum com Maradona possuía a gana necessária para assumir a responsabilidade e decidir uma partida Ou tentar decidi-la. Como todos os gênios, possuía uma grande autoconfiança. Durante a partida, seu time ganhando ou perdendo, pedia a bola aos companheiros – às vezes exigia – sempre agitando os braços e apontando para si mesmo. Quando a situação o exigia empurrava, socava e usava os cotovelos contra os marcadores desleais. E algumas vezes partia para o revide e para intimidação. Como a maioria dos grandes craques, não gostava de perder e era capaz de encontrar uma solução genial num milésimo de segundo ou num ínfimo espaço do gramado.

Seus lances geniais na Copa do Mundo de 1970, como o chute contra a Checoslováquia antes do meio de campo, sua finta de corpo (sem tocar na bola) sobre o grande arqueiro uruguaio Ladislau Mazurkiewski, sua cabeçada perfeita, para o chão, que exigiu do fantástico Gordon Banks aquela que é considerada a maior defesa de todos os tempos de um goleiro. E estamos falando de gols que não aconteceram. Por azar ou habilidade extraordinário dos goleiros, esses desmancha-prazeres!

Essa ninguém me contou. Vi ao vivo no Morumbi. Atrás do gol onde ocorreu o lance, infelizmente, eu acho, perdido para sempre em imagens de vídeo. Mas quem viu não esquece. O camisa 10 do Santos deu uma bicicleta perfeita. Literalmente parou no ar, ou o tempo pareceu congelar por um segundo, como pareciam fazer Michael Jordan quando partia para a cesta ou Mohamed Ali quando desferia um dos seus socos à velocidade da luz.

Foi um dos lances mais perfeitos que vi na minha vida em qualquer esporte. Pelé acertou uma bicicleta perfeita e Ado, grande goleiro corintiano, injustamente esquecido, voou no ângulo e caiu no gramado com abola entre os braços. As torcidas dos dois times aplaudiram de pé. Ao final, como era comum naqueles dias, Pelé liquidou o Corinthians e o Santos ganhou de 3 x 0, com dois gols do Rei. Mas isso já era meio que esperado. No final da partida todos só lembravam da bicicleta e da defesa. Momentos que tornam o futebol, não uma oitava arte, mas a primeira.

Pelé 80 anos - Um Rei em carne e osso

O Programa rememora a carreira de Pelé mostrando seus gols e comentando passagens de sua vida e o contexto dos acontecimentos. Por outro lado, debate seus posicionamento politico controverso e suas omissões em momentos duros para o povo brasileiro.
Na abertura uma poesia aborda a questão do Negro não só pela negritude de Pelé, mas pela data 13 de Maio, oficializada como dia da libertação dos escravos.


quinta-feira, 22 de outubro de 2020

CHEGOU O GRANDE MOMENTO DE DISCUTIR SE A BOLA É REDONDA! PARTICIPE!


 A NOVÍSSIMA DIREITA E A VELHA ESTUPIDEZ

Por: Prof. Benedito Carlos dos Santos

Mário Henrique Simonsen era apreciador entusiasta de óperas. Roberto Campos (que a esquerda jocosamente chamava de Bobby Fields) era um profundo conhecedor de literatura e ciência política. Nelson Rodrigues foi um dos mais aclamados cronistas e teatrólogos brasileiros. Todos eram direitistas notórios. Nunca concordei com o pensamento político de qualquer um deles. Todos tiveram suas biografias manchadas pelo apoio (e participação em alguns casos) nos governos militares. Mas não se pode negar que tinham algo a dizer.

Kim Kataguiri, o jovem queridinho da novíssima direita (que já nasceu com um discurso velho calcado na Guerra Fria) declarou certa vez que nunca leu Milton Friedman, o cânone do neoliberalismo. Bom, isso seria estranho se não se tratasse de um arrivista acéfalo!
O Movimento Brasil Livre (MBL), do qual o jovem faz parte, entre outras coisas defende o estado mínimo. Ter lido Milton Friedman ou Friedrich Von Hayek seria o mínimo a se esperar de quem advoga tais ideias. Mas aí reside o problema. Ideias!


Os grandes próceres da direita hoje são o astrólogo travestido de filósofo Olavo de Carvalho, Fernando Holiday - o garoto negro que se apraz em bancar o bobo da corte do MBL -, Lobão, Roger, Danilo Gentile. Sem falar dos terraplanistas e daqueles que negam, como nosso querido presidente, a eficácia da vacinação. Enfim, um time dos mais eruditos!

A grande atividade intelectual dessa gente é disparar vitupérios fascistas contra o sistema de cotas nas universidades públicas, denunciar conspirações globalistas chinesas, zurrar contra o tal “marxismo cultural”, relinchar contra Paulo Freire e clamar aos quatro cantos ou quatro casernas, por mais escolas militares que preparem o corpo e a mente dos jovens para o seu sonho de consumo: Uma ditadura militar como nos velhos tempos!
Por trás – e pela frente, pelos lados - está todo uma corja de analfabetos funcionais e até mesmo alguns analfabetos completos, embora muitos desses seres rastejantes enverguem ou falsifiquem diplomas universitários. São os que confundem a bandeira do Japão com algum símbolo comunista, acreditam que o nazismo é de esquerda e que a Globo, Folha de São Paulo e o jornal o Estado de São Paulo estão a soldo do PT.

A agenda desse povo é regressista, não apenas conservadora, e escorre frequentemente na direção um populismo rasteiro contra qualquer pensamento minimamente racional. Não apenas de esquerda ou liberal, mas humanista ou a favor da razão. São os verdadeiros embaixadores da idiocracia!

E possuem muitos fãs junto aos tipos humanos que ouvem música brega como se fosse Mozart e acham que os melhores atores do mundo são Vim Diesel e Sylvester Stallone.

Sim, eu estou sendo preconceituoso. Tenho um preconceito atávico contra fascistas e contra imbecis empoderados. E, ao contrário do que dizem alguns progressistas, nem todos esses filhotes bastardos e extemporâneos da ditadura militar são brancos e da elite. Está aí Fernando Holiday (cujo nome é a famosa piada pronta!) que não me deixa mentir.
São apenas estúpidos, Mas não inofensivos. Os diversos totalitarismos sempre foram cevados pela estupidez humana, que não tem classe social – mas que se concentra mais naquela classe média que está sempre saudosa dos “bons tempos” – nem etnia.

A estupidez, ela sim, é bastante democrática. Mas há obviamente poderosos antidemocráticos do “andar de cima” que se aproveitam dela.

A BOLA NÃO É REDONDA
Por: Chico Bicudo

Essa crônica de Chico Bicudo propõe o debate sobre retórica do movimento fascista que utiliza a pós verdade para construir o seu discurso de ódio.
De forma bem humorada o autor exporta para o mundo do futebol a narrativa que na maioria das vezes se encontra no mundo politico.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

UMA REFLEXÃO SOBRE A VITÓRIA LUÍS ARCE (MAS) NA BOLIVÍA

 

É evidente que a vitória de Luís Arce no Bolívia e do seu partido - Movimento ao Socialismo (MAS) - é uma vitória popular contra o golpismo e o imperialismo. Entretanto algumas reflexões são importantes para que não alimentemos falsas ilusões e esperanças vãs.
1- Arce é um moderado conciliador. Desmentiu Evo Morales quanto a uma ação mais dura contra a mídia golpista. Claro sinal de acomodação, elogiada até pela nossa mídia reacionária.

2- Nas últimas semanas, antes das eleições, Arce afastou-se de Evo e fez o tradicional discurso de governar para "todos os bolivianos". Pode ser apenas retórica. Mas... Isso não lembra a esquerda de um certo país?

3- O candidato de Evo Morales era na verdade David Choquehuanca, considerado mais à esquerda. Ele acabou vice na chapa do MAS para apaziguar as várias  facções do partido.

4- O MAS está longe de ser um partido com um projeto socialista homogêneo. Ou revolucionário. Dentro dele convivem vários grupos, mais ou menos de esquerda. O próprio Evo, demonizado pela direita e pela mídia vendida brasileira, é considerado um "centrista" dentro do partido. Lembre-se que ele foi um dos primeiros governantes do continente a cumprimentar o Capitão Cloroquina após a sua vitória. Duvido que o Bozo retribua tal civilidade em relação à vitória do MAS. Aliás, acabo de ser informado, o Brasil foi um dos poucos países do continente a não parabenizar Arce pela vitória eleitoral.

6- É necessário dizer que Evo Morales, ao tentar uma nova reeleição em 2019, ao invés de apoiar um sucessor do seu próprio partido, deu munição aos golpistas e aos fascistas de Santa Cruz de La Sierra, região mais abastada da Bolívia, com uma elite, reacionária que se julga europeia e odeia índios e camponeses. A decisão de Evo, controversa mesmo entre seus partidários, acendeu a faísca para o incêndio golpista. . Dizer isso não significa apoiar o golpe. E sim compreendê-lo.

7 – Nessa época de acusações desprovidas de conteúdo e sectarismo burro, espero que não leiam o que aqui está escrito como sinal de apoio a qualquer golpismo. A vitória de Arce é, sem sombra de dúvida, uma vitória do povo boliviano e uma derrota do imperialismo e do golpismo fascista.

8- Em tempo: Fora Bozo fascista! A abaixo o golpismo na Bolívia e no Brasil!

sábado, 17 de outubro de 2020

ALERTA: O puxa-saco de Donald Trump no Brasil da aula ao mestre


What Bolsonaro’s COVID-19 Case Tells Us About Trump’s     

O que o caso COVID-19 de Bolsonaro nos diz sobre a de Trump: O primo político de Donald Trump no Brasil seguiu o manual populista ao máximo. Funcionou maravilhas para ele.

Ambos resistiram ao distanciamento social, atacaram os bloqueios (lockdowns) e compararam o coronavírus à gripe. Cada um deles minimizou a gravidade dos surtos de seus países, atacou especialistas (inclusive dentro de seu próprio governo), compareceu a grandes eventos políticos, muitas vezes sem usar máscaras, e exaltou os benefícios não comprovados da hidroxicloroquina.

Agora que o presidente Donald Trump, como seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, meses antes, testou positivo para COVID-19, uma pergunta permanece: ele também conseguirá sair dessa crise de saúde não apenas fisicamente ileso, mas politicamente fortalecido?

Muito antes da pandemia do coronavírus, analistas, críticos e jornalistas haviam comparado Bolsonaro a Trump, apelidando o líder brasileiro de “Trunfo dos Trópicos”. O par compartilha uma visão de mundo nacionalista, uma vontade de abraçar tendências autoritárias e um compromisso com uma personalidade forte. Desde que foi eleito, Bolsonaro até adotou o toque de clarim das "notícias falsas" de Trump e parece ser o único líder latino-americano que tem uma relação genuinamente amorosa com o presidente americano.

A comparação se cristalizou, no entanto, durante a pandemia. Muito permanece obscuro sobre a gravidade do caso de Trump, e os dois países obviamente diferem, mas as semelhanças são surpreendentes. A resposta do Brasil ao coronavírus foi, como a dos Estados Unidos, duramente criticada como um fracasso absurdo: o país lidera a região em infecções totais por coronavírus e acumulou o terceiro maior número de casos confirmados globalmente. Com 145.000 mortes confirmadas, fica atrás apenas dos Estados Unidos e, como os EUA, nunca impôs um bloqueio  (lockdown) nacional. Bolsonaro também agiu de maneira inconseqüente  para rapidamente reabrir seu país e minimizou o risco da doença, mesmo quando mais de 20 membros de seu círculo contraíram o vírus - após uma viagem ao resort de Trump em Mar-a-Lago. Ele foi chamado de  “cavalier” e um "atirador de bomba" durante o curso da pandemia.

Quando Bolsonaro revelou seu próprio diagnóstico neste verão, ele saiu infantilmente do palácio presidencial e, dirigindo-se a repórteres que estavam a centímetros dele, disse que seus sintomas eram apenas leves porque ele estava tomando hidroxicloroquina. Ele então tirou a máscara para sorrir e dizer: "Você pode ver no meu rosto que estou bem e calmo."

A doença veio como um constrangimento para Bolsonaro, uma aparente acusação de como ele lidou com a pandemia e um ataque direto a sua personalidade de homem forte. Ao se dirigir ao país em março, antes de ser infectado, ele havia chamado COVID-19 de “uma pequena gripe”, sugerindo que com sua “história como atleta, se eu fosse infectado pelo vírus, não teria que me preocupar”.

O vírus, entretanto, o fez parecer vulnerável e sua popularidade despencou. Bolsonaro disse que seus sintomas incluíam febre, dores musculares e exaustão. Sua sorte política foi, pelo menos nos estágios iniciais de sua infecção e recuperação, agravada pela decisão de seu ministério da saúde em junho de parar de relatar dados sobre casos e mortes por coronavírus no país, o que gerou indignação.

Ainda assim, Bolsonaro fez questão de ser visto enquanto se recuperava da doença. Ele enfatizou que seus sintomas não eram graves, videoconferidos em reuniões de trabalho, foi ativo nas redes sociais durante sua convalescença (postando um vídeo de si mesmo supostamente tomando hidroxicloroquina) e, nos dias que antecederam seu anúncio de que estava recuperado, participou na cerimônia diária de içamento da bandeira fora de sua residência oficial. Quando finalmente deu negativo, ele tuitou o resultado com uma foto dele segurando uma caixa de pílulas de hidroxicloroquina e foi dar um passeio de moto.

“Ele se aproveitou do fato de ter COVID e de ter superado isso e se recuperado com bastante rapidez como uma espécie de justificativa de sua abordagem”, disse-me Michael Shifter, presidente do Inter-American Dialogue, um think tank. “Ele também tentou recriar a imagem de macho durão.” Essa imagem de durão é central para seu apelo a tantos apoiadores, que há muito admiram, embora incoerente e às vezes absurda, sua retórica autoritária e anti-estabelecimento.

Bolsonaro também nunca se desviou de sua mensagem de economia em primeiro lugar. O presidente brasileiro se opôs aos fechamentos e pediu às pessoas que resistissem aos fechamentos locais, chamando de “crime” impor tais restrições e acusando prefeitos e governadores de “destruir o Brasil”. Mesmo quando estava doente, ele elogiou as prioridades econômicas de seu governo. “Nós salvamos vidas e empregos sem criar pânico ... Eu sempre defendi que a luta contra o vírus não poderia ter um efeito colateral pior do que o próprio vírus”, tuitou Bolsonaro, ecoando a mensagem na primavera e verão de Trump para ajudar corporações de que “não podemos deixar a cura ser pior do que o próprio problema.” Até certo ponto, essa estratégia funcionou - o Brasil experimentou um crescimento em mortes, mas uma contração econômica menos dramática do que seus vizinhos.

Parte dessa priorização econômica incluiu pagamentos indiretos para os pobres, estímulo econômico que responde por grande parte de seu suporte atual, Shifter me disse. (Ao contrário das observações de Bolsonaro sobre o coronavírus, isso marca uma mudança: Bolsonaro prometeu cortar gastos do governo e executar um orçamento apertado). “Assim que o programa for cortado ou alterado para algo com pagamentos menores, então você poderá ver que ele volte a ter problemas se sua popularidade cair”, disse-me Anya Prusa, associada sênior do Instituto Brasil do Wilson Center. "Mas pelo menos por agora, ele parece não estar mais em perigo iminente."

Na verdade, ao invés de estar em qualquer perigo político, Bolsonaro parece estar ganhando. Em um país cuja cena política é tão fragmentada, onde o ódio das pessoas pelo estabelecimento político facilitou a ascensão de um autoritário de extrema direita, o índice de aprovação de Bolsonaro mostra seu notável poder de permanência, Prusa me disse. O público brasileiro estava exausto após anos de escândalos de corrupção, crise econômica e turbulência política.

No entanto, as principais diferenças permanecem entre os dois líderes. Por um lado, Bolsonaro não enfrenta nenhuma oposição política real - a esquerda política do Brasil permanece fragmentada; enquanto a direita política, o centro e os moderados estão dispostos a trabalhar com Bolsonaro e desviar os olhos da corrupção em seu governo. Ele foi coagido por opositores no Congresso e no Supremo Tribunal Federal, mas seu principal e único rival em potencial para um segundo mandato, o ex-presidente Lula da Silva, está impedido de concorrer após duas condenações. Bolsonaro também teve tempo para reabilitar sua imagem política. Trump, por outro lado, está a semanas de uma eleição e perdendo nas pesquisas contra um Partido Democrata determinado.


A história de Bolsonaro, no entanto, demonstra que ainda que existe um roteiro político para Trump depois da COVID. 

Quando perguntei a Prusa qual foi a lição do diagnóstico COVID-19 de Bolsonaro, ela me disse que "certamente não o prejudicou" politicamente. Seus partidários irão ignorar todas e quaisquer acusações como mentiras de esquerda. “Ele estava enfrentando desafios reais no Congresso e nos tribunais. Diante de qualquer tipo de escândalo, sua popularidade sempre cresceu; ele e sua presidência se estabilizaram ”, disse ela. “Seis meses atrás, as pessoas estavam falando sobre‘ Será que ele vai durar? Depois do juiz Moro, Queiroz, eles perguntaram: Será que ele vai sofrer um impeachment? 'E agora essa conversa realmente diminuiu. Nada pode parar seus seguidores ”

Gulag Canavieiro no Super Batepapo ao vivo

 

O GULAG ESTÁ ABERTO PARA VOCE
VENHA CORTAR UMA CANA COM A GENTE!
Facebook:

A ideia de mandar gente escrota para cortar cana num canavial foi do Escquerda Torresmo e se tornou uma pagina no Facebook  em 2017. Em pouco tempo atingiu o patamar de 13 mil seguidores, quando foi banida pelos administradores da rede social. Contudo, quando se deseja dar um destino justo para os ignorantes que abundam  tanto no mundo real como no virtual a persistência é obrigatória e é por isso que a  segunda versão se mantém viva atualmente com mais ou menos 50 mil seguidores. 
Armênio vai contar toda essa historia para o publico do Super Batepapo.

TE ESPERAMOS NO  GULAG CANAVIEIRO! 


DOMINGO
18 DE OUTUBRO
19:00HS

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Governo americano avança seu controle sobre a internet


 
O Secretário de Estado Michael R. Pompeo se reúne com a Equipe de Liderança Oracle, em Redwood City, Califórnia

Por que TikTok escolheu compartilhar sua plataforma de muito sucesso com uma empresa norte-americana ?

Em uma significativa escalada da campanha contra a China pouco antes das eleições, em agosto, a administração Trump anunciou que irá levar adiante as suas ordens executivas de 6 de agosto para banir o download das redes sociais, TikTok e WeChat. 

Trump emitiu uma ordem de emergência exigindo que a ByteDance, sediada na China, se desfizesse da TikTok com base no fundamento infundado de que a empresa estava entregando "informações pessoais e proprietárias dos americanos" ao estado de inteligência chinês. 
O banimento é um ataque frontal à liberdade de expressão e um esforço para consolidar o controle da internet por poucas corporações enormes que trabalham em parceria com o governo dos EUA. O TikTok é utilizado por milhões de pessoas todos os dias para se conectar com amigos e familiares, compartilhar idéias e se comunicar, e tem sido utilizado para organizar protestos sociais. O WeChat é um importante meio de comunicação entre os Estados Unidos e a China. Em uma declaração oficial divulgada pelo Secretário de Comércio, Wilbur Ross, foi dito que os downloads e as novas versões dos dois aplicativos seriam proibidos nas lojas de aplicativos da Apple e do Android a partir de 20 de setembro. Em relação ao WeChat, a declaração do Departamento de Comércio proíbe todos os pagamentos e transferências eletrônicos, assim como a hospedagem, o tráfego na rede ou a "utilização do código constituinte do aplicativo" dentro dos Estados Unidos. 

O WeChat, "para todos os fins práticos... será fechado nos EUA, mas somente nos EUA, a partir da meia-noite de segunda-feira", disse Ross. O TikTok sofrerá uma proibição semelhante nos EUA em 12 de novembro, a menos que a administração Trump aprove a proposta feita no último fim de semana pela gigante de software estadunidense, Oracle Corporation, para se tornar um "parceiro tecnológico confiável" da ByteDance, a empresa chinesa atual proprietária. A transferência do TikTok para os EUA teria como objetivo criar as condições nas quais ela estaria sujeita ao mesmo tipo de censura apoiada pelo governo, que já foi implementada pelo Google, Facebook, Twitter e outras empresas de redes sociais sediadas nos EUA. 

O TikTok é a décima rede social mais popular do mundo, com 500 milhões de usuários, 100 milhões deles nos EUA. O WeChat é o quinto maior aplicativo de rede social do mundo, com 1,06 bilhão de usuários, dos quais 3,3 milhões estão nos EUA. Descrito como o "aplicativo faz-tudo" chinês, o WeChat é um aplicativo multiuso de mensagens instantâneas, rede social e de pagamentos do grupo empresarial Tencent Holdings. Após o anúncio da ordem executiva de Trump, o impacto desse desligamento foi explicado pela WeChat Users Alliance, um grupo sem fins lucrativos fundado por cinco advogados sino-americanos: "O WeChat é um aplicativo de mensagens mais comumente utilizado por vários milhões de sino-americanos nos EUA. 

Muitos outros não sino-americanos também o utilizam para se comunicar com seus amigos, clientes ou parceiros de negócios cujo primeiro idioma é o chinês. A proibição completa do WeChat afetará severamente as vidas e o trabalho de milhões de pessoas nos Estados Unidos. 
Elas terão dificuldades para conversar com as suas famílias, parentes e amigos na China". Michael Bien, um advogado de São Francisco que representa a organização, disse que o WeChat é a principal forma de muitos de seus usuários estadunidenses se comunicarem, organizarem grupos sociais, administrarem negócios e se envolverem em atividades políticas. Bien disse: "Nosso argumento é que [a proibição] viola a Constituição, pois não se pode censurar uma parte tão fundamental da comunicação, especialmente quando afeta um grupo isolado que tem sido historicamente uma minoria sujeita à discriminação nos EUA, seja pela lei ou na prática". 

 As ações da administração Trump contra o TikTok e o WeChat são um ataque à capacidade da classe trabalhadora de se expressar politicamente e de se comunicar livremente no cotidiano. 
 Todos os trabalhadores e jovens nos EUA devem rejeitar a tentativa da administração Trump de provocar sentimentos reacionários contra os chineses com base em declarações não substanciadas de ameaças à "segurança nacional". Não foi apresentada qualquer evidência para apoiar as declarações do governo dos EUA de que o TikTok ou o WeChat estão envolvidos em uma "coleta mal-intencionada de dados pessoais de cidadãos estadunidenses" e são participantes ativos da "fusão civil-militar da China" em "cooperação com os serviços de inteligência" do Partido Comunista Chinês, como alegou Ross.

Qualquer avaliação objetiva dos dois aplicativos contradiz completamente os ataques da administração Trump ao TikTok e ao WeChat, e mostra que o surgimento das redes sociais sediadas na China é parte da globalização e da integração da economia mundial que tem se acelerado nas últimas quatro décadas. As redes sociais ― como Facebook, Twitter e YouTube ― surgiram como consequência da convergência dos smartphones e tablets com os serviços de internet banda larga sem fio internacionalmente na primeira década do século XXI. 

Os primeiros anos desse desenvolvimento global ― o Facebook foi lançado em 2004, o acesso à internet sem fio de quarta geração (4G) foi disponibilizado pela primeira vez em 2006 e o primeiro modelo do iPhone da Apple foi lançado em 2007 ― foram dominados por empresas estadunidenses. O uso dessas tecnologias se espalhou rapidamente pelo mundo na década seguinte. Por exemplo, em 2007, apenas 1% da população dos países em desenvolvimento assinava serviços de banda larga móveis. Hoje, esse número está próximo de 85%. Durante esse período, a integração dos EUA e da China no desenvolvimento e na produção dessas tecnologias se expandiu dramaticamente. A relação da Apple com as taiwanesas Foxconn e Pegatron ― ambas possuindo instalações em Shenzhen, China, onde centenas de milhões de iPhones já foram montados por operários chineses altamente explorados ― é apenas um exemplo desse processo. 

 A globalização tem integrado os EUA e a China economicamente, cientificamente, academicamente e culturalmente em muitos níveis. O número de imigrantes chineses nos EUA cresceu sete vezes desde 1980, atingindo 2,5 milhões de pessoas em 2018. O esforço da administração Trump para demonizar a China, atacando os aplicativos imensamente populares, expressa um grau de desespero dentro da administração. Em meio à crescente oposição social e política dentro dos EUA, acelerada pelo desastre provocado pela pandemia do coronavírus, a classe dominante está procurando desviar as tensões na direção externa, provocando um conflito internacional com a China. 

O alvo central dos ataques econômicos contra a China é tanto a classe trabalhadora doméstica quanto o "inimigo" externo. Conforme foi demonstrado pela proibição do TikTok e do WeChat, o conflito entre os EUA e a China já se tornou a ocasião para grandes ataques contra a liberdade de expressão, e a escalada do conflito criaria um pretexto para novos ataques aos direitos democráticos. Ninguém deve ter ilusões de que os democratas se opõem à agressão de Trump contra a China. 


Os democratas abraçaram completamente a campanha explicitada pela Casa Branca e declararam que Trump é "brando" com a China. Conforme Richard Haass, presidente do Conselho de Relações Exteriores, disse aoWall Street Journal em 10 de setembro: "Independentemente de quem ganhar, a política dos EUA em relação à China será mais dura nos próximos cinco anos do que foi nos últimos cinco anos. A China mudou, e o pensamento dos EUA sobre a China mudou". 

Em 4 de agosto, em uma coluna intitulada "Os EUA irão decapitar a Huawei" no New York Times, o historiador Chris Miller adverte que a vantagem global dos EUA em tecnologia está diminuindo. "A decapitação digital da Huawei é uma demonstração chocante do poder dos EUA. Por capricho do presidente dos Estados Unidos, qualquer outra empresa de tecnologia chinesa poderia ter um destino como esse. Imagine se uma potência estrangeira pudesse fazer o mesmo com o Google ou com a Amazon". 

Os ataques à Huawei, ao TikTok e ao WeChat são todos demonstrações da criminalidade do imperialismo estadunidense, mas também são, em última instância, uma expressão da fraqueza e do declínio da sua hegemonia mundial, que surgiu após a Segunda Guerra Mundial.   Os EUA estão utilizando a sua influência geopolítica para destruir os concorrentes das empresas de redes sociais sediadas nos EUA.

Somente a classe trabalhadora internacional tem a capacidade de impedir a decadência aos antagonismos nacionalistas que estão levando guerras econômicas a conflitos militares e à Terceira Guerra Mundial. 
A unidade objetiva da classe trabalhadora através das fronteiras nacionais é a base da luta pelo socialismo, que deve ser assumida nos EUA, na China e em todos os países do mundo.


terça-feira, 13 de outubro de 2020

BRASIL X PERU. QUEM LIGA?

Quando o Brasil desembarcou na Europa em 1938 para disputar a 3ª Copa do Mundo da FIFA, em solo francês, seus jogadores, técnicos e dirigentes não faziam ideia de que a regra do futebol havia mudado (há dois anos!) e havia sido “inventado” o tiro de meta. 
Nossos goleiros (Batatais e Valter) viviam sendo advertidos por tentar recolocar a bola em jogo com as mãos como nas peladas de rua!

Em 1954 na Suíça foi pior ainda. Sem conhecer o regulamento do certame mundial e vítima de um regulamento asnático cometido pela FIFA, os brasileiros esfalfaram-se em campo num esforço inútil na prorrogação contra a Iugoslávia. O 1x1 no tempo regulamentar classificava as duas equipes. Que mesmo assim foram obrigadas a jogar mais trinta minutos. Ao final o empate persistiu e os brasileiros foram em prantos para os vestiários, julgando-se fora da Copa, sob os olhares incrédulos dos adversários. 

Que passaram todo o tempo extra gesticulando que o empate classificava as duas equipes e não entendiam o desespero dos canarinhos.
No vestiário enlutado apareceu finalmente um dirigente que “descobriu” que o empate havia classificado o Brasil! Que depois enfrentou o esquadrão húngaro de Puskas, Cocsis e Hideguti e obviamente deu com os burros n’água.

Décadas depois, o grande Nilton Santos, a “Enciclopédia do Futebol”, perguntado sobre os avisos dos adversários, questionou, meio sério, meio irônico: “Você acha que a gente ia acreditar nos inimigos”. Pois é.

Quatro anos depois, na Suécia, com jogadores espetaculares – Pelé, Didi, Garrincha, Gilmar, Nilton Santos – o Brasil impôs aos anfitriões a maior goleada de uma final de copa – 5 x 2 – e deu ao mundo um modelo inovador de jogo, o 4-2-4, que rompeu com o rígido WM ainda praticado pela maioria dos selecionados.
Aí viramos os maiorais! “Com brasileiro não há quem possa”! O Brasil de Juscelino Kubitschek parecia ser o país do futuro mesmo. Tínhamos o melhor futebol do mundo, a Bossa Nova, o Cinema Novo, Brasília, “cinquenta anos em cinco”. Ou seja, como dizem os manos hoje, era “noiz na fita”!

Só que não!

Daí para frente, oscilamos entre o orgulho tonto e o complexo de vira-lata. Vamos deixar claro: O Brasil foi o melhor do mundo entre 1958 e 1970 quando ganhou três copas do mundo em quatro, feito nunca igualado. Mas fora das quatro linhas éramos – e ainda somos – uma bagunça constrangedora. Nossos estádios são um lixo, com raras exceções, e o “padrão Copa do Mundo” pouco melhorou essa condição. 
Nossos dirigentes são geralmente venais ou incompetentes. Às vezes os dois! A geração de ouro de Pelé a Tostão e Rivelino apenas mascarou a nossa incapacidade de organização fora do campo. E vamos parar de dizer que o Brasil SEMPRE foi melhor do que todo mundo! Isso é mistificação. Até a década de 1950 o futebol brasileiro não ganhava nada. Na América do Sul apanhávamos do Uruguai e da Argentina dia sim dia também! No futebol e no basquete. Jogávamos como nunca contra os “Hermanos” aqui da bacia do rio da Prata, mas perdíamos sempre!

Ou seja, nem somos tão bons assim, nem somos tão ruins assim. 
Quando o Brasil entrar em campo hoje contra a seleção do Peru, freguesa de carteirinha – nunca derrotou o Brasil num jogo de eliminatórias – não haverá honra alguma em campo. Na vitória ou na derrota. Apenas um joguinho chinfrim que nem as grandes redes de TV se atreverão a transmitir. Ou seja, tudo somado, o resultado é zero. Ou zero a zero.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Sêo Carlão da Peruche: 90 anos de Comunidade e Samba

 

                        Sêo Carlão da Peruche - Embaixador do Samba Paulista


Carlos Alberto Caetano, o Seo Carlão, da escola de samba Unidos do Peruche, celebrou seu aniversário de 90 anos no dia 11 de Setembro de 2020, como um jovem noventão, condecorado com várias homenagens, premiações e menções honrosas em sua trajetória. E não por menos uma personalidade considerada por todos que amam o samba. Ele é tido como um dos grandes baluartes do samba paulistano, sendo um dos últimos remanescentes do período de formação do samba no Estado de São Paulo.


No mundo do samba paulista há poucas histórias tão genuínas quanto a de Seo Carlão do Peruche: integrante da mais antiga escola em atividade, a mítica Lavapés, e grande conhecedor das origens, tradições e do jongo e o congado, é também fundador do G.R.C.S.E.S. Unidos do Peruche.

Nascido em 11 de setembro de 1930 na Rua Pirineus, no bairro da Barra Funda, Carlos Alberto Caetano teve sua iniciação musical no jongo, como ele próprio define, “o embrião do samba”, em Pirapora do Bom Jesus. Ele ia com a família para a festa que lá ocorre todos os anos, no dia 6 de agosto. Enquanto a mãe, Maria José Cruz, ia para a igreja, seu pai, José Moisés Caetano, o levava para um barracão onde reinava o batuque.

“Costumava-se separar os homens e as mulheres e tinha o pai do samba, que tocava um bumbão grande. Pra cantar tinha que pôr a mão no bumbo e pedir a autorização do pai do samba. Então podia cantar: ‘Em Tietê/ Fizeram Cadeia Nova/ Em Tietê/ Fizeram Cadeia Nova/ Mariazinha/  Criminosa'”, conta e canta Seo Carlão.

Dono de uma visão crítica, Seo Carlão reage contra a desvalorização cultural que figura na cidade: “Hoje você chega lá e está tudo diferente. Tem uma Casa de Cultura que virou um grande negócio. O comércio é violento”, questiona sobre o não reconhecimento e a falta de importância concedida aos espaços destinado às manifestações culturais do interior do estado.

Aos 87 anos de idade, sua trajetória na música confunde-se com a história do próprio samba do estado: dos batuques do interior, que o influenciaram desde a infância, às glórias, como a oficialização do Carnaval paulistano durante a ditadura militar, em 1968. Sua obra e caminhada reafirmam a importância da música popular e das manifestações afro-brasileiras na constituição da nossa cultura. “O Carnaval é cultura nossa. A gente não sabe nem quem é o presidente do país, mas sabe que aqui tem samba e futebol”, afirma em entrevista exclusiva ao Samba em Rede. É por isso que Seo Carlão, por toda sua trajetória, pode falar sobre o assunto com o bacharelado que a vida lhe concedeu.
Além de excelente ritmista, partideiro, intérprete e compositor respeitado, Carlão é um batalhador pelo samba e pelas tradições afrodescendentes de São Paulo. Condecorado Embaixador do Samba pela União das Escolas de Samba de São Paulo (UESP) e agraciado com o Prêmio Anchieta pelos relevantes serviços prestados ao samba da capital paulista, Seu Carlão faz parte da categoria dos mestres e sua influência é aclamada por gerações de grandes sambistas.
NO REPICAR DOS TAMBORINS

Samba Exaltação Unidos do Peruche - Repicar dos tamborins


Compositor: Carlão Interprete: Bernadete "QUANDO O REPICAR DOS TAMBORINS ANUNCIAR: É CARNAVAL, CARNAVAL, CARNAVAL!!! E, A NOSSA ESCOLA QUERIDA DESCENDO A RUA ZILDA NUM CORTEJO MAGISTRAL E, A NOSSA COMUNIDADE COMO UMA IRMANDADE EXALTANDO UM FEITO SENSACIONAL PERUCHE É, NÃO LEVE A MAL A GRANDE CAMPEÃ DO CARNAVAL LÁ, LÁ, LÁ, LÁ, LAIA... ÔÔ ÔÔ LÁ, LÁ, LÁ, LÁ, LAIA... ÔÔ ÔÔ."

JUSTAS HOMENAGENS AOS NOVENTA ANOS DO SÊO CARLÃO



O Super Batepapo em projeto Percusos Sonoros junto com a radio Cantareira não deixou de lembrar o Seo Carlão, produzindo o spot abaixo que circulou pelas ruas da zona norte de São Paulo, comemorando o aniversario de Sêo Carlão e rememorando esta grande personalidade da nossa região.
VALEU SÊO CARLÃO!  RUMO AO CENTENÁRIO!

sábado, 10 de outubro de 2020

Bancada da Juventude Trabalhadora de São Paulo no Super Bate-Papo

Juventude Trabalhadora de São Paulo

Igor Galvão e Raquel Luxemburgo apresentaram no SBP - Super Bate-Papo a pré-candidatura coletiva da Bancada da Juventude Trabalhadora de São Paulo. O coletivo pretende romper com as dificuldades enfrentadas pelos partidos da esquerda revolucionária e promover um projeto político construído por diversas mãos

O projeto coletivo é composto não somente por Raquel Luxemburgo e Igor Galvão, mas também Gabriel Tavares, e Bruno Bitencourt Kuraim. Juntos, eles pretendem unir os interesses dos jovens brasileiros, em especial aqueles que vivem em São Paulo.
Raquel Luxemburgo é formada em Química pela Universidade Federal da Bahia e professora de cursinho. Em sua fala de abertura, no dia 26 de julho, ela nos lembrou que o projeto comunista de mundo significa colocar o trabalhador como protagonista da transformação social. “Precisamos avançar para a superação das opressões e pela liberdade dos explorados e oprimidos”, pontou a pré-candidata.

“A cidade de São Paulo está partida pelo capitalismo”, declarou, Igor Galvão, outro integrante da bancada, que é estudante de Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo. Ele lembra que não é possível pensar São Paulo sem levar em conta sua região metropolitana, onde reside grande parte dos trabalhadores da capital.


Acredite ou não, o terceiro integrante da bancada, estudante de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, Gabriel Tavares sonha em ser professor da rede pública!!! Em sua exposição, ele apontou o dado de que são mais de 25 mil pessoas em situação de rua hoje na capital paulista. “É uma cidade com tantas casas e tão rica, mas com tanta desigualdade”, e lamentou tal fato. Bruno Bitencourt Kuraim, quer representar a pauta cultural. “Diversos bairros da cidade não têm biblioteca, cinema, museu ou nenhum equipamento público de cultura”, aponta. Ele lembra que existe um ataque ocorrendo contra os trabalhadores da cultura: entre 2018 e 2019 a Secretaria Municipal de Cultura reduziu em 10% o orçamento anual da pasta.

E é desse coletivo que nasce a bancada da juventude trabalhadora. “Fazemos a avaliação de que é necessário organizar a luta da juventude em torno de um projeto novo de sociedade, um projeto que radicalize a democracia através do poder popular, do poder do povo, que supere esse sistema baseado na exploração e na opressão”, conclui Igor.

Para escutar a transmissão na íntegra, acesse o link abaixo.




Para mais informações sobre o  projeto coletivo da Bancada da Juventude Trabalhadora de São Paulo.:
https://www.facebook.com/BancadaJTSP/
https://www.instagram.com/bancadajtsp/
Ou entre em contato:
igor.franca@usp.br
(11) 98813-0942

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

BRASIL X BOLÍVIA ELIMINATÓRIAS NO SUPER BATEPAPO

 

BRASIL X BOLÍVIA (08/10/2020)

  Sempre houve a tentação, antes ou depois de uma partida de futebol, de explicar o resultado dentro das quatro linhas como uma expressão do que ocorre fora delas. Explico: A Alemanha ganhou de 7x1 do Brasil em 2014 em razão do seu IDH mais alto, do melhor acesso ao ensino, saúde e sei lá mais o quê.


Dentro dessa lógica o Brasil, país de pobres e analfabetos, nunca poderiam golear e dar um baile na França e na Suécia em 1958! Mas deu!

                Às vésperas do jogo Brasil x URSS em 1958 parte da nossa imprensa falava do futebol “científico” praticado pelos soviéticos e lembravam seus sucessos recentes em modalidades esportivas tão díspares como o vôlei e o boxe. Lembravam do Sputnik...   Como se lançar uma nave em órbita da terra tornasse alguém uma grande potência futebolística!

                Uma partida e futebol é vencida ou perdida por aquilo que se faz nos noventa minutos. São necessários bons jogadores com capacidade de decisão, um sistema tático eficiente – mas que às vezes é suplantado por craques capazes de subverter o jogo – e, é claro, empenho e sorte. Que nunca favorece equipes medíocres. A não ser numa ou outra peleja isolada. Não há sorte que faça da Bolívia campeã mundial a menos que amanhã ou depois ela venha a ter uma geração de bons atletas. É simples assim. Ou empenho – vulgarmente chamado de “raça” – que faça do Alavés o campeão da galáxia.

                Ah, sim, a palavra “raça”. É só uma equipe forte ou de tradição ser derrotada numa partida para surgir um desses muitos torcedores que ignoram completamente como funciona uma partida de futebol para dizer que faltou raça. Que jogadores só jogam por dinheiro e outras platitudes.

FUTEBOL É NA GLOBO!
           

Ponham na cabeça:

O futebol é profissional! Jogadores, é óbvio, jogam por dinheiro. Como treinadores são treinadores pelo dinheiro, a Rede Globo transmite jogos por dinheiro e insufla essa bobagem nacionalista chapa branca, adivinhem... Por dinheiro! Pois é, isso se chama capitalismo. Não gostou? Então trate de ir preparando a sua revolução bolchevique!

                Quando Brasil e Bolívia entrarem em campo na próxima sexta-feira o Brasil deve ganhar. Porque tem jogadores melhores, uma tradição futebolística mais ampla e uma estrutura esportiva, que se não é grande coisa, é muito melhor do que a da Bolívia É isso.

                E se o Brasil não ganhar, exatamente pelo exposto, seus jogadores e a sua comissão técnica terão que dar boas explicações. O resto é conversa fiada.

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