Pedra no Tempo
O privilégio — que às vezes parece castigo — de ter vivido setenta e três anos me coloca sentado numa pedra imaginária do tempo. Uma pedra dessas que, na juventude, escalávamos para chegar ao Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da nossa Sampa. Naquele tempo, ninguém pensava em turismo ou atividade cultural: era só o encontro da galera, o prazer simples de estar junto.









